<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806</id><updated>2012-02-23T04:30:00.910-08:00</updated><category term='Perna Cabeluda'/><category term='Recife'/><category term='Olinda'/><title type='text'>Histórias Medonhas</title><subtitle type='html'>Os estranhos mistérios e os malassombramentos de Pernambuco, em particular do Recife - Causos de fantasmas, almas-penadas, aparições, visagens e abusões.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-1219736001570056983</id><published>2012-02-23T04:30:00.000-08:00</published><updated>2012-02-23T04:30:00.947-08:00</updated><title type='text'>A Casa da Rua 13</title><content type='html'>&lt;b&gt;Testemunho de Carlos Diego Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E2LCYwlaDnw/TyWxgMyP8YI/AAAAAAAAAGM/ws4lr7CToB4/s1600/casarao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-E2LCYwlaDnw/TyWxgMyP8YI/AAAAAAAAAGM/ws4lr7CToB4/s1600/casarao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Morei em uma casa na rua 13 de Maio, na Cidade Alta de Olinda. Não posso dizer o número, pois tem gente morando lá atualmente. Nessa casa aconteciam coisas estranhas.&amp;nbsp;Por exemplo: antes de morarmos lá, quando estávamos preparando a casa para nos mudarmos, minha avó foi nos visitar; quando estava de saída em frente à porta leva à rua, vovó de sofreu uma queda repentina e quebrou o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia minha mãe estava na escada que dava acesso ao quintal e, de repente, sentiu uma "coisa" a pegando pelos ombros e empurrando-a. Ela caiu da escada sem mais nem menos, arranhou os ombros e o queixo. Depois de algum tempo, mamãe começou a parecer doente. Ela via, na casa, móveis antigos e muito diferentes dos nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo foi outras história: estava tomando banho e, quando sai do banheiro e direção ao quarto que ficava ao lado, vi uma coisa terrível! Em frente à porta do cômodo, um vulto branco veio pra cima de mim tapando minha visão completamente. Assustado, corri para a sala onde estava minha mãe e contei o que tinha acontecido. Já minha irmã mais velha escutava com frequência uma zuada de correntes arrastadas pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos apenas dois meses morando nesse lugar e depois voltamos para casa onde morávamos antes. Minha mãe não aguentou ficar muito tempo na nova residência que era mesmo apavorante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-1219736001570056983?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/1219736001570056983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/casa-da-rua-13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1219736001570056983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1219736001570056983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/casa-da-rua-13.html' title='A Casa da Rua 13'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E2LCYwlaDnw/TyWxgMyP8YI/AAAAAAAAAGM/ws4lr7CToB4/s72-c/casarao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4036323164018657173</id><published>2012-02-20T04:20:00.000-08:00</published><updated>2012-02-20T04:20:00.694-08:00</updated><title type='text'>A Tocha</title><content type='html'>&lt;b&gt;A leitora Maria Aureliana da Silva anotou este testemunho pela tia dela, Maria Elias da Anunciação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci no interior das Guaribas, distrito de Caruaru. E por lá, nos anos 30, era comumn se ouvir relatos de pessoas que falavam de aparições de tochas à noite a vagarem de um lado para o outro no topo das àrvores. Por duas vezes eu fui testemunha ocular dessas estranhas bolas de fogo. Uma foi em minha &amp;nbsp;residência e a outra numa casa de farinha. Apareciam em todos lugares e, às vezes, elas se chocavam. Quando isso acontecia levantava-se enormes faíscas que se&lt;br /&gt;espalhavam por todos os lados, deixando a pessoa que presenciava o estranho fenômeno com muito assombro, pois pensava que eram almas penadas, vindas do purgatório, brigando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, eu tinha duas amigas: Edneuza e Conceição. Edneuza era a mais nova e muito divertida e sempre estava nos surpreendendo com suas ideias. Uma vez eu a ouvi dizer para Conceição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eu morrer primeiro que você, juro &amp;nbsp;que lhe venho dar uma abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostamos da brincadeira, mas ela insistiu. Crescemos juntas e quando ficamos adolescentes. A nossa festividade&amp;nbsp;preferida era a época junina por causa dos folguedos de ão. João. Tempo em que a vizinhança se reunia no imenso quintal da casa de Conceição. Sob a luz da imensa folgueira comíamos, bebíamos, ouvíamos cantorias, depois, catávamos e dançávamos ao som das zabumbas batidas pelos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi no fiml de uma noite festiva como esta que Edneuza,assim &amp;nbsp;que o dia amanheceu, correu com algumas moças para tomar banho num açude, e lá se afogou. Com os gritos das moças os adultos correram para tentar reanimá-la, mas foi tudo em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois da morte de Edneuza, eu me casei e vim para o Recife. Tempos depois, Conceição foi para São Paulo, &amp;nbsp;lá se casou e ficamos sem notícias por mais de quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1987, recebi a notícia de que Conceição estava de volta a Guaribas e fui até lá para revê-la. Fiquei hospedada na casa quase em ruínas de Conceição. Tudo havia mudado. Não havia mais aquelas festas, o açude havia secado há muitos anos, não existiam aquelas pessoas, pois muitos faleceram, e os mais novos mudaram-se para outros Estados. Cinco dias depois de minha chegada, sentadas no velho alpendre do terraço, eu e Conceição - já viúvas -, conversávamos sobre nossos filhos enfim, sobre nossas vidas de casadas. Quando escureceu, eu resolvi entrar. Ela não, pois havia se tornado asmática e era preciso respirar mais um pouco de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de orar, quando me dirigia ao quarto para dormir ouvi um grito de pavor de Conceição que logo entrou assombrada. Agarrou-se em mim e o candeeiro que estava em minha mão caiu, ficou tudo no escuro. Depois de muito tempo consegui achar o fósforo e tivemos a claridade de volta, mas Conceição não me disse nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando o dia amanheceu ela me contou que tinha visto naquela noite. Uma tocha que circulava vagarosamente à distância sobre um banana ali perto, onde antes existia aquele açude. Enquanto contemplava a aparição, lhe veio a memória a lembrança de Edneuza e, de súbito, levantou-se. A tocha veio em sua direção e ela teve a certeza que viu os olhos claros de Edneuza lhe&lt;br /&gt;dizendo que queria lhe dar um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu em abril de 1987 e Conceição veio a falecer em setembro daquele mesmo ano com complicações respiratórias num hospital no Recife.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4036323164018657173?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4036323164018657173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/tocha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4036323164018657173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4036323164018657173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/tocha.html' title='A Tocha'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-1728623104651854828</id><published>2012-02-15T04:40:00.000-08:00</published><updated>2012-02-15T04:40:00.875-08:00</updated><title type='text'>Vulto no Quarto</title><content type='html'>&lt;b&gt;Depoimento de Sergio Paulo de Mello Feitosa&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à casa no ano de 1972. O bairro, na zona sul do Recife, era o Pina e tinha extensão bem maior do que tem hoje (agora, por causa da valorização imobiliária, quase toda a área pertence ao bairro de Boa Viagem). A casa de veraneio não estava bem conservada e lembro bem dos meus 10 anos, quando acompanhei o processo de limpeza e lavagem dos cômodos com olhar de criança. Restos de objetos de antigos moradores, um álbum de figurinhas, Alice no País das Maravilhas (um amigo, também criança na época e hoje já falecido, aventou a possibilidade do álbum ter pertencido a uma criança morta...humor negro). Mas tudo era novo e a expectativa de uma casa nova, muito excitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, nada de anormal. Ninguém havia morrido na casa e nenhum vizinho lembrava que algo insólito que pudesse ter acontecido lá. Mas contavam que, sob uma avenida próxima e recém asfaltada, a Conselheiro Aguiar, haveria o cemitério dos pacientes de um leprosário do século XIX. Contavam também a história de um padre sem cabeça percorrendo os becos que desembocavam no mangue do Pina - hoje substituídos pela avenida Domingos Ferreira. Eram mitos que faziam a meninada delirar de medo. Bons argumentos para os pais, que nos queriam cedo em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas coisas realmente estranhas ocorreram no ano de 1979. Num Domingo à noite, estando eu e minha mãe assistindo uma programação normal de televisão, vimos numa cortina uma coisa que ficava caindo (ou descendo) por trás do pano. Mas não havia nada lá: nem um rato,nem um gato,nada. Entreolhamo-nos silencioso. Continuamos como se nada houvesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um outro momento, minha mãe, estando de saída e maquiando-se num pequeno espelho, viu uma figura surgir no lugar de seu reflexo: uma bela e jovem mulher mirando-se. Aquilo a deixou traumatizada durante muitos anos. Já minha irmã foi surpreendida pela figura de um índio, com longas tranças grisalhas, num quarto que servia de depósito de tralhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como gostava de ficar até a madrugada vendo filmes (uma de minhas paixões), era premiado com uma sucessão de pancadas e movimentos de talheres na cozinha, o que me fazia assistir aos filmes coberto com o lençol até o nariz - como se de fato pudesse encontrar efetiva proteção. Algumas vezes, conseguia vencer o medo e ir até a dependência, para encontrar tudo na mais absoluta normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que chegou aquela noite inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bfF7zyM2CMg/TyWrEnK0rOI/AAAAAAAAAGE/ZPqlG_lNST8/s1600/visita_tio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://4.bp.blogspot.com/-bfF7zyM2CMg/TyWrEnK0rOI/AAAAAAAAAGE/ZPqlG_lNST8/s320/visita_tio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Seria uma noite em que dormiria sozinho no quarto e não havia nada de anormal no acontecido. Havia crescido em volta de histórias de trancoso, que faziam parte da infância de qualquer garoto suburbano. O medo quase indelével era nosso companheiro. Não havia outros assombros. O Recife era bem menos violento.&amp;nbsp;A casa foi ficando naturalmente silenciosa e logo todos foram dormir. Estávamos os três: meus pais em seu quarto, e eu num quarto espaçoso todo meu. E, após a sonolência natural, dormi profundamente. Àquela época, sempre dormia deitado de bruços e o que aconteceu durante aquela madrugada alterou definitivamente minha forma de dormir mesmo decorridos mais de vinte anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei lentamente. Era a sensação de que meu colchão estava afundado próximo à que minha cabeça, como quando alguém senta ao nosso lado. Fui abrindo lentamente os olhos, fui divisando bem próximo à minha cabeça uma pessoa sentada ao meu lado. O quarto não estava absolutamente escuro. Havia uma janela que permitia que as luzes das avenidas entrassem. No entanto, com essa claridade não foi possível observar nenhum detalhe daquela pessoa sentada à minha cabeça. Era uma figura completamente escura e diferente de algumas aparições descritas por seus observadores com detalhes como abas, chapéus, estamparias, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa me marcou. Uma comunicação telepática. Ódio. Sentia uma emanação de ódio que entrava pelos meus ossos. Imediatamente, junto com a sensação de acordar, percebi que estava completamente paralisado. O único movimento que conseguia fazer era abrir e fechar os olhos. Eu estava sozinho num quarto, com uma figura fantasmagórica, sentindo que havia nela um ódio mortal, e ainda por cima imóvel. Logo gotas de suor me encharcaram o corpo. Senti um pânico descomunal, pois aquela esfinge negra continuava ali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era dado a rezas àquela época, mas foi o que me veio à memória. Durante uma hora, creio eu, tirei do baú trechos de salmos, músicas religiosas e orações. Houve um momento, naquela luta noturna, que, ao abrir os olhos, a sombra não estava mais ao lado. O lençol estava úmido de suor. Levantei meio incrédulo de que tudo poderia ter acabado. De fato, encontraria o fantasma novamente depois... Por isso, até hoje, durante o dia consigo dormir de bruços. Durante a noite, deito de costas num inconsciente e pouco provável receio de ser flagrado outra vez por aquele visitante opaco, como ocorreu no ano de 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-1728623104651854828?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/1728623104651854828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/vulto-no-quarto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1728623104651854828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1728623104651854828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/vulto-no-quarto.html' title='Vulto no Quarto'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bfF7zyM2CMg/TyWrEnK0rOI/AAAAAAAAAGE/ZPqlG_lNST8/s72-c/visita_tio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-9189802106580161742</id><published>2012-02-14T07:40:00.000-08:00</published><updated>2012-02-14T07:40:00.482-08:00</updated><title type='text'>Visão no Escritório</title><content type='html'>&lt;b&gt;Depoimento de P.C. Araújo&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AzJ1M2fyhuk/TyWnWFRDcRI/AAAAAAAAAF8/qnR9sy8dEbo/s1600/escritorio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://4.bp.blogspot.com/-AzJ1M2fyhuk/TyWnWFRDcRI/AAAAAAAAAF8/qnR9sy8dEbo/s320/escritorio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sou funcionário de um banco que presta serviços a algumas empresas de grande porte (e seus correntistas). Numa dessas empresas, eu ficava em uma salinha no térreo, enquanto os funcionários ficavam nos andares acima. Quase todo dia, quando estava sozinho na sala, tinha a sensação de que havia chegado alguém. No começo, quando olhava não via ninguém. Após algum tempo, podia até ver a pessoa. Um homem branco, alto, de traços nobres e sempre com roupa social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tive medo dessas coisas, e ficava na minha. Até que um dia, uma funcionária dessa empresa veio falar comigo acompanhada do tal fantasma! Ela parecia não ver o espectro. Demorei alguns segundos para reconhece-lo. Nem pensei em falar com a moça sobre o fantasma, que se demorou um pouco no ambiente, deu meia volta e sumiu da sala andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não pude disfarçar o meu espanto ao ver alguém ao lado da garota. Minha expressão nervosa foi inevitável e a funcionária notou. Ela perguntou o que eu tinha visto. Nunca fui de mentir e falei tudo. Expliquei ainda que tinha a impressão que o homem vinha da sala ao lado, que era como um laboratório cheio de equipamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando comentei sobre as características e a fisionomia do fantasma, a moça começou a chorar. Falou que podia ser um funcionário que se suicidou na empresa, jogando-se pela janela do quinto &amp;nbsp;andar. Antes de morrer, ele teria ficado por um bom tempo nessa sala ao lado da minha, como se estivesse elaborando o suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa, pedi transferência daquele lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-9189802106580161742?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/9189802106580161742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/visao-no-escritorio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/9189802106580161742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/9189802106580161742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/visao-no-escritorio.html' title='Visão no Escritório'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AzJ1M2fyhuk/TyWnWFRDcRI/AAAAAAAAAF8/qnR9sy8dEbo/s72-c/escritorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6102502173288239021</id><published>2012-02-07T11:45:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T11:45:00.231-08:00</updated><title type='text'>É o Vigia?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Contado por Léo Meira Lins&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai tinha uma empresa de representações e uma equipe de vendas que viajava muito pelo interior do estado de Pernambuco. Dentre esses vendedores, um deles ficou marcado na minha memória depois de escutar a história, que meu pai não cansava de contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Amaro trabalhava para meu pai há vários anos e era chamado de medroso pelos outros vendedores. Certa vez foi fazer algumas visitas a clientes na cidade de Pesqueira e, para economizar, resolveu se hospedar em uma casa que oferecia abrigo para viajantes. Chegando lá, foi logo para o quarto dormir, pois a viagem até a cidade é bastante cansativa e já era tarde da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto notou que o banheiro era do lado de fora e teria que dividi-lo com outros hóspedes. Pegou sua toalha, sua escova de dente, calçou suas sandálias e saiu em direção ao banheiro. Da janela do corredor viu um homem negro de olhos esbugalhados, que estava sentado em um galho de árvore do lado de fora. Perguntou Seu Amaro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite, chefe! Tá frio hoje, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a estranha figura nem respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaro entrou no banheiro, fez o que tinha pra fazer e saiu enrolado na toalha. No caminho de volta percebeu que o " homem negro" havia mudado de lugar e agora se encontrava-se na janela próxima à porta do seu quarto. Tentou mais uma vez o educado vendedor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a resposta, mais uma vez, foi nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Amaro entrou, bateu a porta e falou baixinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que vigia mal-educado da "cibola"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, logo de manhã, desceu para sair para as visitas e encontrou o dono da hospedaria. Não perdeu tempo em dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é o problema daquele vigia? O sujeito é mudo, é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que vigia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ôxe! Tinha um negão na janela do corredor ontem, por sinal muito mal-educado - retrucou Seu Amaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono começou a rir e falou em meio a gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns! É a primeira vez que vejo alguém que teve coragem de falar com aquela assombração. Aquele era possivelmente um escravo da senzala que tinha aqui perto. Ele sempre aparece por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve outra: Seu Amaro caiu de joelhos e começou a chorar, para espanto dos outros vendedores e do dono da hospedaria. Não teve coragem nem de subir para arrumar a malas. Pediu umas desculpas para os clientes e deu no pé daquela cidade assombrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6102502173288239021?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6102502173288239021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/e-o-vigia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6102502173288239021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6102502173288239021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/e-o-vigia.html' title='É o Vigia?'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3213522009360132890</id><published>2012-02-06T09:53:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T07:51:23.085-08:00</updated><title type='text'>As Assombrações do Recife em Debate</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fGzJowqkqr4/TzAS3zW8SSI/AAAAAAAAAGc/I2bC_34puMQ/s1600/torre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133px" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-fGzJowqkqr4/TzAS3zW8SSI/AAAAAAAAAGc/I2bC_34puMQ/s200/torre.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;Por que o Recife é a cidade mais assombrada do Brasil? A resposta a essa questão misteriosa vai estar num debate, na manhça deste sábado (11/02), com os produtores O Recife Assombrado, o lendário site que resgistrou dezenas de histórias sobrenaturais da capital pernambucana. O encontro será no auditório do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas - I.P.P.P. - com entrada franca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;André Balaio e Roberto Beltrão, dois dos fundares do site que estreou em julho de 2000, vão mostrar um resumo dos mitos e &amp;nbsp;lendas que confirmam a fama sombria da chamada Venzena Americana, onde até o Rio Capibaribe é povoado por fantasmas. Vão falar também de visões apavorantes tão comuns em prédios públicos como o Teatro de Santa Isabel e o Arquivo Público, explicar que o poético da praça Chora Menino vem um fato histórico macabro, e lembrar os boatos sobre a&amp;nbsp;medonha Perna Cabeluda, horror na noites recifenses do anos 70. O debate é&amp;nbsp;o primeiro passo de uma nova fase d´O Recife Assombrado. Este ano, O site vai passar por uma reformulação e será&amp;nbsp;privilegiar a&amp;nbsp;ficção. A ideia é publicar na internet contos e histórias em quandrinhos com cenários e personagens que&amp;nbsp;habitam o bizarro imaginário da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O I.P.P.P. fica na Rua Sérgio Magalhães, nº 54,&amp;nbsp; Bairro das Graças - próximo ao Museu do Estado. O encontro começa às 10h30 e é aberto a qualquer pessoa que se interesse pelo tema. Informações pelo e-mail &lt;a href="mailto:arquivoassombrado@gmail.com"&gt;arquivoassombrado@gmail.com&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3213522009360132890?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3213522009360132890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/as-assombracoes-do-recife-em-debate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3213522009360132890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3213522009360132890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/as-assombracoes-do-recife-em-debate.html' title='As Assombrações do Recife em Debate'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fGzJowqkqr4/TzAS3zW8SSI/AAAAAAAAAGc/I2bC_34puMQ/s72-c/torre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-997245861883390101</id><published>2012-02-03T07:00:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T07:00:06.314-08:00</updated><title type='text'>As Promessas dos Defuntos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XQTqDeGJ95w/TyWfr73VQqI/AAAAAAAAAF0/_Jxi5nFMKFQ/s1600/m%C3%A3os.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-XQTqDeGJ95w/TyWfr73VQqI/AAAAAAAAAF0/_Jxi5nFMKFQ/s320/m%C3%A3os.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não são poucos os casos semelhantes a este que passo a descrever: dois amigos muito próximos prometem um ao outro voltar depois da morte para contar como é a vida no Além. Quando chega o momento fatídico, o que ficou toma o maior susto ao receber a visita do companheiro que partiu! E não poderia ser diferente, não é prezado leitor? Imagine reencontrar aquele seu colega que passou a morar na Cidade-dos-pés-juntos e ouvir &amp;nbsp;algo como: “ah, lá é muito bom! Muita paz, camas macias, televisão, chuveiro elétrico...” &amp;nbsp;Isso se o cidadão for para o Céu. Se ele pegar o elevador para o “andar de baixo”, a conversa vai ser bem diferente. &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeira, claro. Mas &amp;nbsp;verdade é que esse mania de voltar depois da morte é bem antiga. Vem da Idade Média. Os monges que permaneciam enclausurados costumavam fazer esse tipo de promessa aos companheiros de retiro. Era uma forma de reafirmar a fé na vida após a morte. E funcionava: nos registros daquela época encontrados nos monastérios falam sobre inúmeras aparições de frades já falecidos que voltaram para contar com era o dia-a-dia no Paraíso, ou mesmo no Inferno. Sim, aqueles homens santos às vezes também cometiam seus pecados – principalmente em pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De &amp;nbsp;lá para cada, essa história virou moda entre os leigos. No livro “Fenomenologia das Aparições”, o pesquisador Valter da Rosa Borges classifica episódios com tais características de “aparições de compromisso”. Ou seja, quando entre assombração e assombrado existe um contrato – às vezes uma aposta – previamente firmado. Rosa Borges reproduz um famoso caso, ocorrido com um lorde inglês. No tempo de colégio, ele teria firmado um pacto com um colega de classe com quem costumava discutir a sobrevivência da alma. O que morresse primeiro se materializaria para o outro. O acordo foi escrito e assinado com sangue. &amp;nbsp;Anos depois, quando o lorde já não se lembrava da promessa, teve uma surpresa terrível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Estava eu, pois, mergulhado no meu banho (...) quando, olhando para a cadeira onde tinha posto minha roupa, com grande espanto, vi nela sentado meu amigo a olhar para mim, tranquilamente! Não posso dizer como saí do banho, porque, ao recuperar os sentidos me vi estendido no assoalho (...) meu amigo não estava mais.”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o amigo dele, como se soube depois, havia morrido naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Recife, terra de tantos assombros, um relato desse tipo também foi muito comentado. Enquanto descansava no terraço de casa, o cidadão recebeu a visita de um amigo recém desencarnado. Ficou espantado, claro, mas se controlou para ouvir o que o defunto tinha a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;“O Além é uma beleza, companheiro! Tem até um time de futebol. Vai treinando: você está escalado para jogar amanhã.”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-997245861883390101?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/997245861883390101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/as-promessas-dos-defuntos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/997245861883390101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/997245861883390101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/02/as-promessas-dos-defuntos.html' title='As Promessas dos Defuntos'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XQTqDeGJ95w/TyWfr73VQqI/AAAAAAAAAF0/_Jxi5nFMKFQ/s72-c/m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5100912240887425604</id><published>2012-01-29T11:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T11:21:28.739-08:00</updated><title type='text'>O Segredo do Saco</title><content type='html'>&lt;b&gt;Rosinha é o apelido da leitora que me manda este relato:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato que retratarei não aconteceu comigo, mas foi contado por um dos meus irmãos que costuma trabalhar à noite tocando em bares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me que, após o trabalho, saiu com seu violão encoberto por uma capa escura. Já era de madrugada, o local estava deserto (pelas proximidades da Universidade Federal) e ficou aguardando a passagem de um táxi. Quando passou um, fez sinal e o mesmo parou a cerca de cem metros adiante. Ele pode perceber que o taxista ficou parado olhado para trás e, depois de alguns minutos deu ré. Meu irmão entrou no táxi, e foi quando o motorista começou a explicar o motivo de seu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou que estava passando por uma situação muito difícil e inexplicável. Começou a relatar, que certa vez, trabalhando à noite ao passar por um local ermo, viu um passageiro dar-lhe um sinal e parou. O rapaz levava um saco e pediu para que ele o ajudasse a colocar na mala do carro. Ao colocar o saco (que, por sinal, era muito pesado) no carro, o taxista percebeu que o rapaz fazia corpo mole para ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram no carro e foram conversando naturalmente, até que ao chegar em um local determinado. O passageiro pediu que parasse em frente de uma casa e que o aguardasse, pois estava sem dinheiro e ia buscar. Ficou observando o rapaz e achou estranho que pulasse o muro para entrar em casa ao invés de entrar pelo portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista ficou aguardando por cerca de trinta minutos, até que resolveu bater na casa. De lá saiu uma senhora e ele perguntou pelo rapaz. A senhora respondendo-lhe disse que ali não morava nenhum rapaz e que também não tinha entrado ninguém. O taxista continuou insistindo que ele tinha entrado ali, inclusive que tinha deixado um saco que se encontrava na mala de seu carro. Ele resolveu pedir à senhora que o acompanhasse para testemunhar a existência do saco e de seu conteúdo. Ao abri-lo percebeu que se tratava de um cadáver e constatou que o corpo era do próprio passageiro que acabará de sair de seu carro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5100912240887425604?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5100912240887425604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/o-segredo-do-saco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5100912240887425604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5100912240887425604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/o-segredo-do-saco.html' title='O Segredo do Saco'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5424873646512939209</id><published>2012-01-19T09:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:56:16.749-08:00</updated><title type='text'>Fantasmagorias da Várzea</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por Jaqueline Couto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Famoso pelo seu conteúdo histórico (foi o primeiro a ter suas terras repartidas entre os colonos portugueses na 1ª metade do século XVI) e pela arte colossal do mestre Brennand, o bucólico bairro da Várzea também tem seu lado digamos que... Assombroso. Uma prova disso são os inúmeros relatos sobre vovós do além, escravos andarilhos e sinhás de tez delicada que caminham por varandas de casarios antigos...&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo maior em extensão territorial do Recife, com 2.264,0 hectares de área, a "Valzea", carinhosamente chamada pelos seus adoradores e freqüentadores como eu, também guarda seus mistérios. Habitada primeiramente por engenhos-de-cana-de-açúcar, e atualmente por charmosas casinhas de ruelas tranquilas, o local até hoje, exibe seus fantasmas. Entre os mais conhecidos está o da "Velhinha da Sacola". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse espectro costuma aparecer para os mais afoitos que teimam em caminhar pelas ruas desertas do bairro a altas horas. A simpática velhota surge, como quem não quer nada, carregando uma sacola grande e aparentemente pesada. Quem se aproxima e se oferece para levar a bolsa depara-se com seu súbito desaparecimento e o surgimento de uma inusitada situação: a sacola abandonada e...cheia de ossos humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra estripulia de nossos fantasmas varzeanos é o aparecimento de mais uma velhinha que, segundo informações de moradores, costuma apanhar quem, também, perambula por aí voltando da faculdade ou de algum outro lugar. A singular e carente aparição vem de braços abertos louca para dar um daqueles abraços apertados que as avós nos dão quando nos encontram depois de um longo período de ausência. Seria a pavorosa encanecida um espectro "morto" de saudade dos netinhos? Quem quiser que faça as suas apostas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra historieta é sobre um antigo e abandonado casarão na Praça da Várzea, conhecido por seus barulhos ensurdecedores de móveis caindo no meio da noite e de uma aparição nada desagradável: quem tem sorte, presencia uma adorável sinhazinha a desfilar pelo terreno da residência em trajes antigos e suntuosos. Há quem diga que, ao som de gracejos, a jovem sorri e desaparece, deixando um aroma de flores à sua volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou aos nossos ouvidos uma ocasião em que um atrevido mancebo das bandas da Brasilit estava a passear pelos arredores da casa para sondar o local e ver se conseguia ver a adorável moçoila. Qual não foi seu desespero quando, do nada, as portas abriram-se e uma terrível ventania saiu de dentro da residência alçando o nobre rapaz. Ele, claro, não ficou para ver quem soprava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colégio local é outra fonte inesgotável de aparições. Existe quem já ter visto, caminhando em suas dependências, uma freirinha com ares pensativos. Será que estava a calcular qual seria o próximo aluno a levar umas belas bordoadas da palmatória? Bom. Não sabemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto deixamos nossos leitores a pensar no assunto apresentamos mais um testemunho: o aparecimento de negros quase desnudos e ainda presos a correntes caminhando pelas ruas desertas do bairro de forma arrastada e triste. Manifestações de um passado doloroso impregnado no ar ou uma desesperada tentativa de avisar ao mundo dos vivos que o outro lado existe e não esqueceu o que sofreu nos pelourinhos dos grandes engenhos? Quem o sabe?&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jD4wd4Q0c-8/TyWyN8fXEwI/AAAAAAAAAGU/zWi-flUAdz0/s1600/abril.1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://3.bp.blogspot.com/-jD4wd4Q0c-8/TyWyN8fXEwI/AAAAAAAAAGU/zWi-flUAdz0/s320/abril.1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Encurtando nosso relato, mais uma: quem mora nas imediações da Igreja do Rosário, datada do século XVII, já deve ter ouvido o caso em que escavações recentes desenvolvidas sob a orientação do Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, encontraram o cemitério das vítimas das duas batalhas dos Montes Guararapes (1648 e 1649). Entre eles, o de uma donzela ainda em vestes de casamento. E, quem passava por perto da parede onde jaziam os corpos, jurou que ouviu um choro de mulher, muito triste e sentido, igual ao de moça abandonando no altar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quem foram ou o que querem os fantasmas varzeanos nem sempre legitimamente pernambucanos, não sabemos. O realmente nos interessa é poder continuar a contar as histórias que povoam não só o imaginário popular recifense, mas, também, as ruas e bairros da considerada Escócia brasileira. Isso, graças aos seus inúmeros e incansáveis fantasmas que deixam nossos dias mais instigantes e nossas noites apavorantes.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5424873646512939209?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5424873646512939209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/fantasmagorias-da-varzea.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5424873646512939209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5424873646512939209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/fantasmagorias-da-varzea.html' title='Fantasmagorias da Várzea'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jD4wd4Q0c-8/TyWyN8fXEwI/AAAAAAAAAGU/zWi-flUAdz0/s72-c/abril.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-879509162613609190</id><published>2012-01-13T03:45:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T03:45:07.335-08:00</updated><title type='text'>Dinheiro das Almas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Por Roberto Beltrão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tSeSbRHC1L4/Tw9VQ2XYWPI/AAAAAAAAAFc/gl9tzWEzdGk/s1600/botija.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-tSeSbRHC1L4/Tw9VQ2XYWPI/AAAAAAAAAFc/gl9tzWEzdGk/s320/botija.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nesta primeira sexta-feira 13 de 2012, quero falar tesouros lendários conhecidos como "botijas" que, de acordo com o imaginário popular nordestino, tanto pode significar sorte quanto azar para quem os descobre.&amp;nbsp;O costume teve início na Europa da idade média e ainda era praticado no Brasil de meados do século XIX: um sujeito rico escondia parte do seu tesouro - na maioria das vezes moedas, mas, em alguns casos, cédulas ou até jóias - em um compartimento secreto numa das paredes da casa onde morava. Uns preferiram mesmo enterrar a dinheirama no quintal. Porém, quando não eram distribuídas em vida com os legítimos herdeiros, essas riquezas se tornavam uma maldição para o proprietário depois de falecido. O sujeito se transformava num fantasma, assustando todos os que se aproximavam da botija, infernizando os moradores da casa onde ela estava guardada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único antídoto para esse tormento era encontrar o tesouro. Descoberta a botija, cessavam as aparições nebulosas e as luzes misteriosas. Paravam os ruídos sobrenaturais, como as pancadas nas portas de cômodos vazios e os sussurros emitidos por seres invisíveis. Muitas vezes as próprias almas penadas entravam nos sonhos dos vivos para indicar o local onde tinha sido disfarçada a botija. Muitos ficaram ricos depois de seguirem essas pistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para outros tantos, o desejo de revelar uma botija virou motivo de decepção e discórdia, como neste caso publicado pelo Jornal do Commercio em outubro de 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Sonho de achar Botija acabou na delegacia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;O sonho da costureira Neuma Maria de Souza, 50 anos, com um holandês que teria lhe revelado onde achar uma botija de ouro, terminou em confusão na delegacia do Cabo. No lugar do metal, ela e o ex-genro Isaque Cândido Ferreira, 32, encontraram dentro de um vaso de barro quebrado muitas pedras. “Tenho certeza de que ele chegou no lugar antes de mim, pegou o ouro e vendeu”, acusa. A queixa foi registrada pelo delegado Alberes Félix de Souza que, mesmo incrédulo, iniciou as investigações.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;A costureira diz ser médium e começou a ter visões com o holandês enquanto dormia, pouco tempo depois de Isaque também ter sonhado, em setembro passado, com um homem vestido de branco. “O homem me disse que tinha algo a me dar, só isso”, afirma.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;O pedreiro Isaque resolveu contar o sonho à então sogra,que teve a complementação através do holandês. “O estrangeiro me garantiu várias vezes que havia uma botija cheia de ouro na casa de uma professora, em Prazeres”, jura Neuma. Coincidentemente, Isaque estava na época trabalhando na reforma da residência, localizada próxima ao terminal do ônibus Prazeres - Barra de Jangada.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;Desentendimentos - Ainda em setembro, Neuma e Isaque combinaram de desenterrar o pote dentro da casa e tiveram uma grande decepção: em vez de ouro, havia muitas pedras; entre elas, quartzo branco. A partir daí, os desentendimentos entre os dois passaram a ser freqüentes e chegaram ao ponto de interferir no namoro que o pedreiro mantinha com a filha de Neuma. O casal terminou o relacionamento em fevereiro.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;b&gt;Isaque nega o furto do ouro e pede provas. “O meu marido, Amaro, é testemunha de que ele admitiu que encontrou uma barra de ouro com 20 quilos e disse que iria vender”,esbraveja a mulher. Na tentativa de acalmá-la, o delegado Alberes prometeu investigar, mas admite necessitar de evidências.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-879509162613609190?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/879509162613609190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/dinheiro-das-almas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/879509162613609190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/879509162613609190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/dinheiro-das-almas.html' title='Dinheiro das Almas'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tSeSbRHC1L4/Tw9VQ2XYWPI/AAAAAAAAAFc/gl9tzWEzdGk/s72-c/botija.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2813050109123793953</id><published>2012-01-11T07:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T07:40:01.170-08:00</updated><title type='text'>A Menina no Jardim</title><content type='html'>&lt;b&gt;Relato de Liliane Batista de Moura&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um fato real. Ocorreu há anos e, até hoje, o poder de me aterrorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1985, depois de uma promoção no trabalho, aluguei uma pequena casa na Encruzilhada, bairro da Zona Norte do Recife - que já conheceu dias melhores -, onde fui morar sozinha. Trabalhando durante o dia e estudando à noite, tinha pouco tempo para me dedicar às conversas de portão; assim só conhecia a vizinhança de "bom dia, boa tarde e boa noite"! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de raras vezes ter-me detido numa conversa mais prolongada, geralmente com a vizinha da frente, quando, aos domingos, eu cuidava do pequeno jardim. Assim muito pouco sabia da vida da comunidade em que morava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-O2KhGx-3-C8/TwoRWqCazYI/AAAAAAAAAFU/F9gKbm1XjrE/s1600/girl-playing.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-O2KhGx-3-C8/TwoRWqCazYI/AAAAAAAAAFU/F9gKbm1XjrE/s1600/girl-playing.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nesta época, apenas uma pessoa me chamava a atenção. Morava na casa vizinha e deveria ter entre quatro e cinco anos. Sua beleza era irradiante. Loirinha, cabelos lisos e lindos olhos azuis. Ao sorrir, apareciam duas barroquinhas nas bochechas dela. Era realmente uma linda garotinha, sendo-me impossível passar por ela sem sorrir ou acenar, gestos sempre correspondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca cheguei a falar com ela, mas, durante todo o tempo em que morou ao meu lado, permaneci encantada. Às vezes, preocupava-me vê-la brincando sempre sozinha, porém a violência daquela época não era a de hoje e nunca cheguei a comentar com ninguém minha preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já morava tranquilamente nessa casa há uns três anos, quando num domingo, em julho de 1988, fui acordada por uma intensa movimentação na casa vizinha. Eram vozes, gritos e muito choro. Levantei-me rapidamente para trocar-me e ver se precisavam de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao portão da casa ao lado, uma senhora que morava próximo deu-me a notícia: a dona da casa tinha morrido. Fiquei chocada, pois ela ainda era nova, em torno de quarenta anos. E, embora a visse a raramente, não aparentava estar doente. Logo me lembrei da garotinha, era doloroso pensar que agora aquela criaturinha tão linda ficaria sem mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada no portão, em dúvida se entrava ou não, pois eu não tinha muita intimidade com as pessoas da casa e o choro vindo lá de dentro era intenso, pensava no que poderia falar para trazer algum conforto, principalmente à minha amiguinha, quando Ana apareceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana morava do outro lado da rua e eu já conversara algumas vezes com ela, assim tinha um pouco mais de intimidade. Procurei então saber do ocorrido. O que acontecera era realmente uma tragédia. Na véspera, a família tinha saído para fazer um pic-nic numa represa pras bandas de São Lourenço, uma cidade da região metropolitana do Recife. Tudo correu bem até depois do almoço. O pai cochilava sob uma árvore, enquanto o casal de filhos adolescentes jogava dominó. Repentinamente, a mãe levantou-se, deixando de lado as coisas que estava arrumando, andou resolutamente em direção à represa e nela se atirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha, vendo o que aconteceu, gritou desesperada pelo pai. Este, acordando atordoado, não entendeu de pronto o que acontecera, até porque seria inadmissível pensar que sua mulher pudesse ter pulado na represa sem saber nadar. O som do seu filho pulando na água tirou-o do marasmo, fazendo-o também se atirar atrás de sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, eles só a acharam depois de alguns minutos, já desacordada. Com muito esforço conseguiram reanimá-la e quando ansiosos perguntaram-lhe o que tinha acontecido. Ela pediu desculpas e disse que tinha que salvar Regina. Pouco depois desfaleceu novamente, chegando ao hospital já sem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comovi-me sinceramente com o relato e lágrimas vieram-me aos olhos, então lembrei-me da menininha e perguntei por ela. Ana fez uma cara de interrogação e me disse que não havia filha pequena, só os dois adolescentes. Aquilo me deixou intrigada e Ana notou, então lhe contei que sempre via uma garotinha se balançando no jardim da casa vizinha. Ao descrevê-la, Ana empalideceu e me disse que eu devia estar enganada. Insisti na certeza do que estava falando, pois desde que me mudara sempre a via - talvez fosse uma sobrinha que passasse tempos com a família. Ana nada disse, porém com lágrimas nos olhos chamou-me para acompanhá-la até sua casa. Sentamos no terraço e após bebermos um copo de água, ouvi o relato completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A minha vizinha realmente tivera três filhos, porém em 1975 quando o Recife foi assolado por uma cheia de tamanho descomunal, destruindo e desabrigando muita gente, a minha rua tinha ficado praticamente submersa. O nível das águas chegou a mais de dois metros na rua e ninguém se preparara para uma cheia de tal intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana contou-me que, no dia da cheia, o marido da minha vizinha estava viajando a trabalho e ela se encontrava sozinha em casa com as três crianças, quando durante a madrugada o nível das águas começou a subir rapidamente, ela desesperou-se, pois não sabia nadar, e resolveu sair de casa levando-as. Nesta época tinham dois, quatro e seis anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando a mais nova encarapitada no pescoço e segurando as outras, uma em cada mão, saiu tentando chegar à Estrada de Belém que ficava num nível mais alto. Ana disse que ao vê-la sair ainda gritou para que não fosse, porém ela respondeu-lhe que não agüentaria ficar ali. Ana só teve notícias de meus vizinhos duas semanas depois, quando pode voltar para sua casa, pois tinha perdido todos os móveis e eletrodomésticos e passara esse tempo na casa de parentes. Foi aí que soube da tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vizinha tinha andado com as crianças até a avenida Beberibe, porém ao chegar lá a correnteza já era enorme e ela não tinha como retornar. Já sem forças e arrastando as crianças, lutava desesperada para chegar a um lugar seguro. Foi quando a menininha de quatro anos escorregou de sua mão, sendo rapidamente engolida pelas águas. Ela ainda tentou pegá-la, porém ao fazê-lo quase solta o outro filho. Então juntando toda a coragem e pela sobrevivência dos outros dois filhos ela seguiu em frente, chegando depois de muito sacrifício à Estrada de Belém. Foi uma época terrível para essa família, pois a mãe nunca se perdoou pela morte da filha e, após muitos anos, ela ainda sentia-se culpada.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Dois meses se passaram depois dessa minha conversa. Meus vizinhos tinham se mudado para outro lugar, onde as lembranças fossem amenizadas. Num domingo, estava cuidando do jardim, num raro momento de folga, quando Ana me vendo do seu terraço acenou, chamando-me. Cumprimentei-a e, após falarmos algumas amenidades, entramos no assunto da tragédia que acometera meus agora ex-vizinhos. Ela me inteirou dos fatos recentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, quando estava arrumando as coisas para a mudança, tinha encontrado um diário que a mãe mantinha escondido. Após ler algumas páginas, a filha, em pranto, mostrara-o ao pai. Este, após ler o diário, entrara numa crise de depressão, pois passou a se culpar por não perceber o quanto sua esposa estava doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No diário ela falava que várias vezes tinha visto Regina e que ela não se cansava de perguntar.&amp;nbsp;Por que você não me salvou mamãe?&amp;nbsp;O que eu fiz de errado?&amp;nbsp;Por quê você não gostava de mim, só dos meus irmãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me contive e comecei a chorar, Ana chorou também e entrou para buscar mais água. Na volta trouxe também uma fotografia. Ao mostrar-me disse que uma pessoa precisava de minha ajuda. A foto era de duas menininhas num balanço. Uma era a filha de Ana quando pequena e a outra....Olhei para Ana sem entender, pois estava vendo minha princesinha do jardim. Ela comovida disse-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, esta é Regina. É ela que precisa de sua ajuda, reze muito por ela, para que sua alma enfim tenha paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2813050109123793953?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2813050109123793953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/menina-no-jardim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2813050109123793953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2813050109123793953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/menina-no-jardim.html' title='A Menina no Jardim'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-O2KhGx-3-C8/TwoRWqCazYI/AAAAAAAAAFU/F9gKbm1XjrE/s72-c/girl-playing.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3855108180170070703</id><published>2012-01-08T13:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T13:21:44.334-08:00</updated><title type='text'>O médico, a menina e a mãe moribunda</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Et7zdF3IJ5o" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3855108180170070703?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3855108180170070703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/o-medico-menina-e-mae-moribunda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3855108180170070703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3855108180170070703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2012/01/o-medico-menina-e-mae-moribunda.html' title='O médico, a menina e a mãe moribunda'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Et7zdF3IJ5o/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8756826032304597955</id><published>2011-12-27T14:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T14:59:00.094-08:00</updated><title type='text'>Papa-figo, retrato de um monstro</title><content type='html'>&lt;b&gt;Este artigo é fruto de pesquisas preliminares realizada por J. L. Munguba entre 1947 e 1951 a respeito de uma repugnante figura que, tudo indica, existia tanto no imaginário popular quando no chamado mundo real:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nas minhas andanças pelas ruas da capital pernambucana ouvi muitas histórias sobre um monstro humano que chamam de Papa-figo. O temor das pessoas refere-se à inclemência dessa misteriosa criatura que, segundo dizem, não hesita em raptar e matar crianças para roubar-lhes o fígado. Encontrei, porém, divergências quanto à aparência do referido monstro. A seguir, apresento algumas tentativas ainda superficiais de explicá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale salientar que encontrei várias referências ao papa-figo na cidade do Recife - principalmente nos bairros de São José, Graças, Benfica e Dois Irmãos - e também nas pequenas localidades da Zona da Mata, como os povoados em torno das usinas açucareiras. Nesses lugares, deparei-me com duas 'espécies' de papa-figo: um deles de aparência normal, confundível com qualquer pessoa; o outro teria uma aparência de um velho amarelado, de orelhas maiores que o normal, peludo e com unhas grandes e sujas. Ambos os tipos carregariam sacos de pano onde, presumo, carregariam os corpos das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me intrigava era a ausência do fígado nos corpos encontrados, mas penso que o monstro teria ligações com o lobisomem e com o vampiro que eu já havia estudado. O papa-figo poderia sofrer de uma doença que chamamos morféia, ou lepra. Uma crença popular reza que o fígado ajudaria na cura da doença, mas não existem ainda estudos positivos sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à diferença da figura, recolhi depoimentos que me fazem crer que os papa-figos de aparência normal seriam apenas agentes de verdadeiros papa-figos. Esses pagariam para obter, sem riscos, o 'remédio' para curar seus males. Alguns dos casos que recolhi nos revelam aspectos como abordagem das vítimas, peculiaridades da aparência e aspectos que beiram a lenda e o mito."_Alguns dos casos que recolhi nos revelam aspectos como abordagem das vítimas, peculiaridades da aparência e aspectos que beiram a lenda e o mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dois casos que envolvem um carro preto, o que sugere um papa-figo abastado. Num dos casos, crianças brincavam num descampado e o veículo estacionou, descendo dois homens que falaram que faziam vacinação para o governo. Os meninos, desconfiados, disseram que não queriam vacina e um dos homens falou que o outro deixasse de conversa e enfiasse a seringa no menino logo. Os garotos reagiram e fugiram, não sem antes olhar que, dentro do carro negro, estava um papa-figo, peludo,com orelhas grandes olhos vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro caso, o mesmo carro preto acercou-se de outro grupo de meninos,oferecendo brinquedos. Ao se apoximar, um deles notou manchas de sangue no lado do veículo e desconfiou, gritando para os outros o seguirem. Um deles, porém, não foi tão rápido e acabou sendo levado pelo papa-figo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro caso traz à tona um importante aspecto: com o aparecimento do papa-figo e de suas artimanhas para conseguir vítimas criou-se um pavor da população à médicos, enfermeiras e hospitais. Ouvi mais de um caso citando que crianças foram levadas à hospitais em situações de urgência (ou lá já estavam internadas) e desapareciam, muitas vezes no turno da noite.As crianças preferidas pelo papa-figo tinham até três anos, mas ele não descarta até pessoas crescidas Dois ou três outros casos que ouvi falavam de túmulos de crianças recém-enterradas que foram violados para terem seus fígados roubados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fígado roubado, segundo teorias modernas da medicina, não cura em definitivo a morféia; só a estabilizaria no máximo por quatro anos. As mortes seriam, portanto desnecessárias, servindo apenas para dar uma esperança falsa ao monstro humano, e um terror cíclico à população.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8756826032304597955?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8756826032304597955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/papa-figo-retrato-de-um-monstro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8756826032304597955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8756826032304597955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/papa-figo-retrato-de-um-monstro.html' title='Papa-figo, retrato de um monstro'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5879189310213961615</id><published>2011-12-23T14:40:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T14:40:00.438-08:00</updated><title type='text'>A chama de João Galafuz</title><content type='html'>&lt;b&gt;Artigo de J. L. Munguba&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Imenso, poderoso, muitas vezes dadivoso, outras vezes aterrador, monstruoso. Assim o Oceano Atlântico é captado pelo imaginário das populações litorâneas de nosso país, particularmente dos pecadores. Homens que são fortes antes de tudo, tal e qual os sertanejos vistos por Euclides da Cunha. Trabalhadores acostumados às agruras da labuta diária no mar, feita de ondas traiçoeiras, tempestades, animais perigosos, incertezas de todo o tipo. E como se não bastasse, esses mestres das linhas, anzóis, redes e velas têm que enfrentar uma das mais misteriosas e assustadoras assombrações que vagam em terras brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fHe1k17eCBM/TsbgUmBTPTI/AAAAAAAAAFM/IAMBE8AUbcQ/s1600/galafuz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://3.bp.blogspot.com/-fHe1k17eCBM/TsbgUmBTPTI/AAAAAAAAAFM/IAMBE8AUbcQ/s320/galafuz.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Aqui falamos de João Galafuz, ou João Galafoice, conhecido em muitas das praias e portos de Pernambuco. Embora apareça na água, é uma entidade ligada ao fogo como o Boitatá do Sul. João Galafuz é sempre visto como um halo de fogo azulado, um fogo-fátuo, que brilha em rochedos, corre pelas ondas saído, quem sabe, do mar. Aparece, sinistramente, para prenunciar tempestades, afogamentos, mortes, naufrágios, medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dizem que ele faz isso por conta de um fado.Galafuz teria sido um caboclo, um indígena, que morreu no mar antes de ser batizado. Ainda hoje os pescadores mais velhos da ilha de Itamaracá tentam se prevenir com amuletos e rezas contra esse macabro duende. Mas não só os profissionais da pesca deparam-se com João Galafuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo contou o meu dileto amigo Raimundo Godoy, na praia de Maracaípe - no litoral sul de nosso estado - alguns veranista conhecidos dele passaram por uma situação vexatória provocada pela referida assombração. Numa manhã de verão, três rapazes entraram nos mangues do lugar em busca de pequenos crustáceos que iriam servir de isca numa pescaria futura. Enquanto caminhavam, um deles contou histórias de João Galafuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro, que era incrédulo por natureza, riu dos relatos e, em voz alta, desafiou o abusão a aparecer. João Galafuz não apareceu, mas fez pior: fez com que o grupo se perdesse no mangue. Por mais que tentassem, não conseguiam achar o caminho de volta. Era como se os arbustos e a lama se movessem para encobrir os rastros. A noite chegou e eles só puderam sair depois que o sujeito metido a "São Tomé" pediu desculpas ao Galafuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, prezado leitor, se você for um daqueles habitantes da metrópole que gostam de veranear numa praia distante, deserta, não pense que estará sozinho. Ali, bem pertinho, por entre as ondas e os arrecifes, se esconde João Galafuz, a quem se deve temer e respeitar assim como ao próprio oceano. Desista de uma vez por todas de idéias pouco sensatas como tomar banho despido à noite, mesmo que a água esteja "quentinha" e a lua, convidativa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5879189310213961615?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5879189310213961615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/chama-de-joao-galafuz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5879189310213961615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5879189310213961615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/chama-de-joao-galafuz.html' title='A chama de João Galafuz'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fHe1k17eCBM/TsbgUmBTPTI/AAAAAAAAAFM/IAMBE8AUbcQ/s72-c/galafuz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3797545656143744496</id><published>2011-12-21T15:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T15:34:00.117-08:00</updated><title type='text'>No salão de jogos</title><content type='html'>Enviado por um leitor que não quer se identificar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história se passou no início dos anos 90, quando eu era aluno do curso de Medicina da Universidade de Pernambuco. Tinha uma turma de amigos muito animada, e sempre marcávamos de sair no fim de semana. Certa vez, nas férias, combinamos de fazer um churrasco na fazenda dos pais de Paulo, colega de curso. Era um pouco longe – São Vicente Férrer, interior do estado – mas era diversão garantida. Levei Cláudia, minha então namorada, e que hoje é a minha esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fazenda era em um terreno plano com um vasto capinzal onde pastavam algumas cabeças de gado. A casa principal era num estilo rústico com tijolo aparente. Havia alguns cavalos, piscina, campo de vôlei e um salão de jogos, onde existia uma mesa de pingue-pongue e outra de sinuca. O salão era um pouco mais afastado da casa e tinha dois quartos para hóspedes, já mobiliados. Como éramos cinco casais e a casa tinha apenas três quartos, decidimos que dois casais ficariam nos quartos do salão. Paulo foi contra a idéia. Disse que não era preciso, que todos poderiam dormir na casa. Ficaria mais apertado, mas seria divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim decidimos ir para os quartos do salão, afinal teríamos mais privacidade. Na hora decidimos quem iria para o salão: eu, Cláudia, Miguel e Alice, casal que também estudava comigo na Universidade. À noite, na hora de nos recolhermos, Paulo ainda tentou nos convencer a mudar de idéia, dizendo que deveríamos dormir na sala da casa. Fomos para o salão de jogos assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de dormir, fui ao banheiro que ficava ao lado do quarto. Ouvi então Cláudia dar um grito de pavor. Corri para o quarto e ela apontava para a janela enquanto tremia de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha uma mulher do lado de fora. Ela estava olhando pra mim pela janela e falando alguma coisa. Mas agora não está mais lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui olhar do lado de fora da casa, cheguei a dar uma volta completa ao redor, só que não vi ninguém. Fui então falar com Paulo, para saber que mulher era aquela. Ele ficou desconcertado, e disse que deveria ser a mulher do caseiro. Achei estranho a mulher estar àquela hora da noite acordada, e ainda mais nos olhando pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, eu e minha namorada fomos dar uma volta pela fazenda. Miguel estava andando a cavalo, quando ele veio em nossa direção. Ao se aproximar, seu cavalo – que trotava calmamente – passou a relinchar, ameaçando empinar. Mas Miguel sabia montar bem e controlou o animal. Ele estava com uma cara de espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é aquela mulher que estava andando com vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi que não havia nenhuma mulher loira, estávamos só eu e Cláudia. Ele insistiu, afirmando que havia visto de longe a gente andando ao lado de uma mulher loira de vestido azul. Na hora, Cláudia me abraçou assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deve ser a mulher que eu vi ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CXRRg8V2OlM/TsGmgC9-mqI/AAAAAAAAAFE/bOx51v0L3aw/s1600/bilhar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://4.bp.blogspot.com/-CXRRg8V2OlM/TsGmgC9-mqI/AAAAAAAAAFE/bOx51v0L3aw/s320/bilhar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Novamente falamos da mulher para Paulo, mas o mesmo desconversou. Fiquei achando que ele sabia mais do que havia nos dito. O restante do dia transcorreu calmo. À noite, fizemos fondue e depois fomos jogar sinuca. Rodrigo, um outro amigo que lá estava hospedado, sentiu um puxão no taco no momento em que ia jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês viram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimos na hora, mas pude perceber que todos estávamos nervosos. Decidimos ir dormir. Eu e Cláudia seguimos para o nosso quarto no salão de jogos e Miguel e Alice fizeram o mesmo, enquanto os demais foram param a casa. Quando já estava deitado, ouvi o barulho das bolas de sinuca batendo umas nas outras. Perguntei a Miguel se havia voltado a jogar. O barulho parou. Corri para a mesa, e não havia ninguém por perto. Mas uma bola ainda estava girando. Eu e Cláudia quase não dormimos naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, fui falar com Paulo. Contei a ele o caso das bolas de sinuca. Ele não demonstrou surpresa. Então pediu para nos reunirmos porque gostaria de falar algo importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gente, desculpe não ter falado a vocês antes. Eu e meus pais já moramos nesta fazenda por alguns meses, logo que meu pai a comprou. Mas diariamente eu via a alma de uma mulher. Ela era loira e usava um vestido azul. Ficava tentando falar conosco com um jeito desesperado, como se estivesse pedindo ajuda. Por isto que nos mudamos para Recife, não aguentamos mais ficar vendo esta mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do que ele falou, achamos melhor ir embora para o Recife imediatamente. E nunca mais fizemos nenhum outro passeio &amp;nbsp;àquela fazenda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3797545656143744496?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3797545656143744496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/no-salao-de-jogos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3797545656143744496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3797545656143744496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/no-salao-de-jogos.html' title='No salão de jogos'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CXRRg8V2OlM/TsGmgC9-mqI/AAAAAAAAAFE/bOx51v0L3aw/s72-c/bilhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2282433119579817215</id><published>2011-12-17T15:06:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T15:06:01.034-08:00</updated><title type='text'>Carinhoso?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Depoimento de K. L.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou pernambucana, mas vivo aqui há muitos anos. Vim de outro estado do Nordeste para estudar e, depois de formada, acabei conseguindo um emprego e ficando. Recentemente, aluguei um apartamento muito confortável no bairro de Casa Forte. Achei que estava fazendo um ótimo negócio. Agora já não tenho certeza disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BBLxFIk5Kfs/TsGhrQwmZ2I/AAAAAAAAAE0/GrxaSvYNEDY/s1600/m%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://4.bp.blogspot.com/-BBLxFIk5Kfs/TsGhrQwmZ2I/AAAAAAAAAE0/GrxaSvYNEDY/s320/m%25C3%25A3o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nas primeiras semanas, nada de anormal aconteceu. Até que, numa certa noite, começou a ocorrer um estranho fenômeno. Eu estava sem sono, mas deitei na cama assim mesmo para tentar relaxar. Quando apaguei a luz, tive uma estranha sensação. Senti como se alguma coisa tocasse a minha pele de maneira muito suave e afagassem o meu cabelo. Pulei da cama assustada e acendi a luz. Pensei que fosse uma barata ou outro bicho nojento. Procurei por todo canto e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaguei a luz e voltei para a debaixo do lençol. Notei que o quarto tinha ficado mais frio - uma coisa bem estranha nas noites quentes do Recife - e eu nem tenho ar-condicionado. Quando já estava pegando no sono, senti novamente aqueles toques sutis, principalmente nos cabelos. Fiquei ainda mais espantada e voltei a acender a luz e a constatar que não havia nada nem ninguém no quarto. Na terceira vez em que o fato se repetiu, tive a convicção de que era algo sobrenatural. Rezei por alguns minutos pedindo uma trégua e consegui dormir. Porém, de luz acesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites seguintes, as mãos invisíveis tornaram a me tocar. Aquilo estava me deixando desesperada. E a situação ficou ainda mais esquisita. Uns quinze dias depois de que tudo começou, fui acordada de madrugada por um grito aterrador vindo da sala do apartamento. Corri até lá, mas - é claro - não encontrei ninguém. Estava ficando muito estressada com aquela coisa. Não sabia mais o que fazer, pois não ia poder me mudar, e cheguei mesmo a achar que ia ficar maluca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, recebi a visita de minha irmã mais nova, que veio da nossa cidade natal para passar umas férias. Ela percebeu que eu estava abatida, mas não contei nada sobre o que estava acontecendo. Não foi preciso. Na primeira noite, fui dormir no sofá da sala e dei a ela a minha cama. Não demorou muito e a mana me acordou fazendo cara de choro."Tem uma coisa alisando o meu cabelo", ela dizia. Não tive como esconder toda a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, resolvemos investigar o caso. O dono do apartamento nos garantiu que ninguém havia morrido lá. Até porque, o prédio tinha no máximo uns cinco anos. Os vizinhos com quem conversamos, porém, garantiram que nos apartamentos deles também ocorriam coisas inexplicáveis. Ouviam gemidos, gritos, batidas nas portas e até o arrastar de correntes. O curioso é que as "carícias fantasmagóricas" só aconteciam no meu apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação poderia estar no terreno. Hoje Casa Forte é um bairro cheio espigões e avenidas. Mas, antigamente, no lugar existiam engenhos de cana-de-açucar. O nosso prédio pode ter sido construído sobre onde existia antes uma casa grande, uma capela ou mesmo uma senzala. Isso não dá para saber. E, com o passar do tempo, eu até fui me acostumando com o tal fantasma que pode ser de uma sinhazinha ou de uma mucama, quem sabe. Fizemos preces para tentar apazigua-lo. Os carinhos diminuíram, contudo não cessaram até que o dia me mudei do apartamento. E sabe que eu até fiquei com um pouco de saudade daqueles dengos noturnos?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2282433119579817215?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2282433119579817215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/carinhoso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2282433119579817215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2282433119579817215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/carinhoso.html' title='Carinhoso?'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BBLxFIk5Kfs/TsGhrQwmZ2I/AAAAAAAAAE0/GrxaSvYNEDY/s72-c/m%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6497743557916391859</id><published>2011-12-13T15:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T15:20:00.856-08:00</updated><title type='text'>A noiva na casa antiga</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a9QpPfsZ3GU/TsGidviw9pI/AAAAAAAAAE8/kHb6z20Qthc/s1600/noiva.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://2.bp.blogspot.com/-a9QpPfsZ3GU/TsGidviw9pI/AAAAAAAAAE8/kHb6z20Qthc/s320/noiva.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nos idos dos anos 1950, a família Costa mudou-se para o bairro de Apipucos, no Recife. Apesar de um pouco distante de tudo,o local era tranquilo e de vizinhança segura. Manuel, o pai, passava metade do mês viajando pelo interior e estados vizinhos deixando a esposa Lara, os dois filhos pequenos e o pastor alemão. Nos primeiros momentos, o trabalho de casa e a adaptação não deixavam aos moradores tempo para descansar, mas mesmo assim travaram conhecimento com os vizinhos, e a única coisa estranha que eles diziam é que a casa tinha tido vários moradores nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um mês, eles estavam jantando exatamente às seis horas da noite e chamaram o cão que descansava na sala da frente. Ao vir pelo corredor o cachorro de repente se encolheu, ganiu baixinho e acelerou o passo, exatamente ao passar pelo primeiro quarto que eles usavam para guardar alguns móveis. Na cozinha, notaram que o animal tremia e estava arrepiado. A princípio, Manuel pensou que era uma cobra ou algum bicho perigoso. Mas não justificaria tal pavor: um exame cuidadoso no quarto não revelou nada, sequer um buraco que servisse de esconderijo. O comportamento amedrontado do cão se repetiu, mas, com o tempo, ninguém prestava tanta atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um dia, porém, houve outra ocorrência estranha. O casal estava na sala da frente quando, às seis da noite pontualmente, Lara olhou casualmente para o corredor e, apavorada, chamou a atenção de Manuel: um vulto transparente com o aspecto de uma noiva dirigia-se para o quarto como se saísse da parede. Felizmente as crianças dormiam e não viram nem o vulto nem a reação dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles conversaram com os vizinhos e ficaram sabendo que, duas décadas antes, um casal de noivos havia comprado aquela casa. Os jovens não chegaram, porém, a se instalar. Após o casamento, a noiva foi acometida de uma doença que a mataria em pouco tempo. Diziam alguns que ela era tísica - ou seja, tinha tuberculose -, mas isso nunca se confirmou . O certo é que o noivo não quis pisar lá nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem dos filhos, a família Costa foi embora. Mas logo uma outra família mudou-se para a casa em Apipucos: em quanto tempo eles conheceriam a Noiva?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6497743557916391859?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6497743557916391859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/noiva-na-casa-antiga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6497743557916391859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6497743557916391859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/noiva-na-casa-antiga.html' title='A noiva na casa antiga'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-a9QpPfsZ3GU/TsGidviw9pI/AAAAAAAAAE8/kHb6z20Qthc/s72-c/noiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8337829138792141362</id><published>2011-12-10T13:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T13:52:00.649-08:00</updated><title type='text'>Horror no internato</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Vinícius Neves&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época não muito distante, duas moças foram estudar num internato feminino de curso superior, cuja a localização é melhor não revelar. Lá, tudo era feliz, sem nenhum problema: elas tinham muitas amigas e eram conhecidas em toda a escola por serem gentis e bonitas. Mas, como a comida do internato não era das melhores, as duas amigas trouxeram escondido um mini-fogão para poderem cozinhar no no quarto delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, quando estavam fazendo comida de madrugada, a dona do internato resolveu fiscalizar todos os quartos para ver se não havia nada de errado. Quando as garotas ouviram passos, logo perceberam que eram da diretora. Na pressa de guardar o objeto proibido que funciovana com álcool, uma delas esbarrou no fogão e ficou molhada pelo combustível. O fogo se espalhar por todo o seu corpo e, sem saber o que fazer, a jovem saiu correndo pelos corredores gritando por socorro. Mas logo os gritos acabaram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da tragédia, o internato tornou-se assombrado. No ano de 2000, algumas adolescentes passaram uma noite no local. Leia os depoimentos delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-47g8z-MVLT8/TsGN6pab0VI/AAAAAAAAAEk/1C5iFSeiIV4/s1600/mulher_porta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-47g8z-MVLT8/TsGN6pab0VI/AAAAAAAAAEk/1C5iFSeiIV4/s320/mulher_porta.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Quando andava pelo correndor à noite vi a garota fazendo gesto com o dedo como se estivesse me chamando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando eu estava no corredor, ela apareceu correndo, toda em chamas.E depois caiu no chão e desapareceu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes depoimentos são dos funcionários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lá existe uma porta de madeira envernizada. Nela, os traços naturais da madeira formaram o rosto da tal menina com uma expressão de horror e com a face pegando fogo. Já mudamos de porta várias vezes, mas o rosto da menina sempre aparece mais cedo ou mais tarde..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas testemunhas não tiveram vontade de dar entrevista com medo do que poderia acontecer. Mas elas garantem: até hoje a menina corre pelos corredores do internato à procura de ajuda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8337829138792141362?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8337829138792141362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/horror-no-internato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8337829138792141362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8337829138792141362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/horror-no-internato.html' title='Horror no internato'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-47g8z-MVLT8/TsGN6pab0VI/AAAAAAAAAEk/1C5iFSeiIV4/s72-c/mulher_porta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-7708626723445769628</id><published>2011-12-03T13:39:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T13:39:00.093-08:00</updated><title type='text'>A galega assombrada de Caruaru</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Carolina Miranda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro de Caruaru - a maior cidade do Agreste pernambucano - existia uma concessionária de caminhões chamada Cadisa. Nas madrugadas frias, contam os taxistas antigos, uma estranha mulher loira e muito bonita aparecia em frente à loja de veículos para seduzir os taxistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pedia aos taxistas para levá-la em casa e, no outro dia, eles já apaixonados, iam procurá-la naquele endereço. Ao chegar, tinham uma surpresa: eram informados pelas pessoas que morava na casa que a mulher loira que estivera com eles na noite anterior já havia morrido há muito tempo. Para serem convencidos, eram levados ao túmulo dela no cemitério! Muitos homens corajosos ficaram brancos e arrepiados de medo ao saber a verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história tem o nome de "Galega da Cadisa". E é a assombração mais popular de Caruaru. Virou até bloco de carnaval. A concessionária fechou e, no lugar, hoje funciona um colégio particular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-7708626723445769628?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/7708626723445769628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/galega-assombrada-de-caruaru.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7708626723445769628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7708626723445769628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/12/galega-assombrada-de-caruaru.html' title='A galega assombrada de Caruaru'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-7517968697318102323</id><published>2011-11-30T11:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T11:52:00.260-08:00</updated><title type='text'>A mulher da saia verde</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Daniel Beltrão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eyhUqgJSqEA/TrLlonpzAJI/AAAAAAAAAEc/B0teur7qmqw/s1600/saia.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-eyhUqgJSqEA/TrLlonpzAJI/AAAAAAAAAEc/B0teur7qmqw/s1600/saia.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Desde menino moro num pequeno prédio em Casa Forte, um bairro de classe média do Recife. Um prédio comum, igual a tantos outros do lugar. O condomínio tem uma ampla área de lazer onde eu e todas as crianças dos outros apartamentos podíamos brincar a vontade. Tempos de uma infância feliz. Era futebol, esconde-esconde, bola de gude; nada nos perturbava na nossa diversão. Quer dizer, quase nada. O prédio é assombrado por um fantasma no mínimo pitoresco. Na verdade, UMA fantasma: &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;a Mulher da Saia Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós vimos essa assombração. Era uma mulher morena, de cabelos escuros e escorridos, nua da cintura pra cima e vestindo apenas a tal saia verde. Ela sempre aparecia no mesmo lugar, próximo a uma casinha na área externa do prédio onde ficavam as vassouras e o material de limpeza usados pelo zelador. O detalhe curioso é que cada vez que a mulher se deparava com uma de suas vítimas repetia sempre o mesmo gesto: levantava a saia de forma desavergonhada. O medo era tão grande que ninguém nunca viu o que tinha por baixo da saia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante também é que o espectro tinha hora certa para aparecer. Sempre ao entardecer, sob a luz amarelada do sol se pondo. Quantas vezes eu voltei para o meu apartamento correndo depois de apenas ver de relance a Mulher da Saia Verde. Difícil era dormir naquelas noites. Sempre sonhava que ela iria invadir o meu quatro e cobrir meu rosto, me sufocar com a sua saia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adultos do prédio também eram surpreendidos pela visagem. Respeitavam, porém, uma espécie de lei do silêncio para não assustar as criança. Mas nós sabíamos que eles sabiam. E ninguém nunca explicou a aparição. Certa vez ocorreu um fato inusitado que poderia ter relação com mulher misteriosa. Um dos moradores tirou uma foto de seu bebê deitado no berço. Na chapa, além da criança, apareceram estranhas figuras espectrais. Névoas semelhantes a rostos humanos. E esses rostos pareciam ser de índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a Mulher da Saia Verde uma índia que uma antiga tribo que viveu naquele lugar antes da colonização? E por que tinha que levantar a saia? Um enigma insolúvel. A assombração tem aparecido menos nos últimos tempos. Mesmo assim os corretores de imóveis que eventualmente vendem apartamentos no prédio fazem questão de omitir a existência dessa moradora bizarra.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-7517968697318102323?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/7517968697318102323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/mulher-da-saia-verde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7517968697318102323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7517968697318102323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/mulher-da-saia-verde.html' title='A mulher da saia verde'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eyhUqgJSqEA/TrLlonpzAJI/AAAAAAAAAEc/B0teur7qmqw/s72-c/saia.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5650593398050499610</id><published>2011-11-27T11:48:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T11:48:00.430-08:00</updated><title type='text'>O menino dos olhos azuis</title><content type='html'>&lt;b&gt;Depoimento de Yoichiro Susaki&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha apenas 13 anos quando vi a tal aparição.Tinha acabado de fazer uma faxina em minha casa e, naquele tempo, ainda se encerava o assoalho que era de madeira.Como havia terminado a limpeza da sala, que era o cômodo de entrada da casa, fui em direção a um corredor que dava para a cozinha. Foi então que ouvi alguém bater com muita forca na porta da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa que eram meus irmãos ainda pequenos que chegavam de um jogo de bola na rua, comecei a gritar para que eles dessem volta pelo quintal e entrassem pelos fundos, pois havia limpado tudo e não queria que ninguém pisasse com sapatos sujos no assoalho. Mas de nada adiantou: continuaram batendo e cada vez com mais força, acho que para me chamar a atenção. Então, me dirigi à sala e fui abrir a porta. Quando abri, encontrei um menino louro de olhos azuis que me sorriu. Sem que eu dissesse qualquer palavra, ele caminhou até o portão e ficou olhando para traz até que eu saísse em direção à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei sem entender e ao mesmo tempo tive a certeza de que era uma aparição, pois as roupas que usava eram antigas: meias soquetes com botinhas pretas e um calção preso por suspensórios bem vistosos sobre uma camisa branca. Hoje tenho a convicção de que realmente não era alguém daqui da Terra e sim alguém do Além me fazendo uma visita, pois desapareceu entre nuvens de fumaça branca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5650593398050499610?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5650593398050499610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-menino-dos-olhos-azuis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5650593398050499610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5650593398050499610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-menino-dos-olhos-azuis.html' title='O menino dos olhos azuis'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5396043559210908576</id><published>2011-11-24T11:16:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T11:16:00.220-08:00</updated><title type='text'>O silêncio do passageiro</title><content type='html'>Este fato ocorreu com Tobias, taxista com vários anos de experiência, numa noite de agosto de 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-q--gBT0a-GY/TrLhdPocAdI/AAAAAAAAAEU/yc5SMhgfCfE/s1600/corcel.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-q--gBT0a-GY/TrLhdPocAdI/AAAAAAAAAEU/yc5SMhgfCfE/s1600/corcel.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As &amp;nbsp;ruas estavam tranquila, largas avenida quase sem movimento. Tobias até pensava em passar um tempo em algum bar, onde se reuniam os colegas, e depois recolher o carro. Perto da meia-noite, nos arredores da avenida João de Barros, no Bairro do Espinheiro, viu um senhor pedindo parada. Encostou o carro e o homem entrou, solicitando que o &amp;nbsp;levásse até próximo do Cemitério de Santo Amaro. Tobias tentou puxar conversa, mas o passageiro paracia aflito e não soltou mais nenhuma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto do Parque Treze de Maio, viram os destroços de um grave acidente &amp;nbsp;envolvendo dois carros e um ônibus, que tinha acontecido a algumas horas. O passageiro quebrou o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi terrível, falhou o freio do ônibus e os dois carros foram apanhados. Aquele Fusca sofreu menos, mas o Corcel pegou todo o impacto. Reze pelo motorista: ele morreu na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo estranhando o sujeito saber tantos detalhes, Tobias não comentou nada naquele momento. Estavam perto do destino combinado. Ao passar em frente ao Instituto de Medicina Legal, &amp;nbsp;próximo ao cemitério, Tobias reduziu a velocidade. Ia perguntar onde deveria deixar o passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de abrir a boca, sentiu o sangue gelar. Não havia mais ninguéms no banco de trás. O taxista ficou tonto, abriu a porta do carro e, cabaleando, foi até o prédio do IML onde viu uma luz acesa. Na porta, solicitou a ajuda dos vigias que tomavam conta do local. Pediu para tomar um gole de água e contou o tudo que acontecera. Um dos vigias franziu a testa e falou que a vítima do acidente ocorrido perto do parque estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O defunto chegou agorinha, o senhor tem coragem de ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pedra estava o corpo do mesmo homem que estava no táxi poucos minutos antes. Tobias tremia, estava com as pernas bambas, e só gaguejava quando tentava articular um frase. Só se recompôs amanhecer, quando foi direto para uma igreja, encomendar uma missa pela alma do passageiro fantasma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5396043559210908576?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5396043559210908576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-silencio-do-passageiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5396043559210908576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5396043559210908576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-silencio-do-passageiro.html' title='O silêncio do passageiro'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-q--gBT0a-GY/TrLhdPocAdI/AAAAAAAAAEU/yc5SMhgfCfE/s72-c/corcel.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-888677004215853615</id><published>2011-11-21T11:03:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T11:03:00.467-08:00</updated><title type='text'>O vizinho</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Zanoni Vasconcelos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9d-0ldrvUBU/TrLZz0ZVekI/AAAAAAAAAEM/Vz-PsrjR3dA/s1600/pijama.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-9d-0ldrvUBU/TrLZz0ZVekI/AAAAAAAAAEM/Vz-PsrjR3dA/s320/pijama.gif" width="161" /&gt;&lt;/a&gt;Com a gente acontecem coisas que é mesmo difícil de explicar. Quando eu era adolescente, passei por uma dessas situações que só podem ser obra do sobrenatural. Nos anos 80, eu morava no bairro do Barro, local de convivência de muitas famílias. Num comecinho de noite, eu voltava para casa depois do colégio como fazia todos os dias. Desci do ônibus e fui caminhando uns poucos metros em direção à minha residência. No curto percurso passei pela frente da casa de um nosso vizinho e amigo que, nesse relato, vou chamar de "Seu Antônio". Como sempre acontecia na aquela hora, Seu Antônio estava em pé junto ao portão vestido o seu pijama: quase um fardamento da sua condição de aposentado. Ele me cumprimentou com um amistoso boa noite, ao qual respondi prontamente com o mesmo espírito fraterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa, percebi minha mãe com cara de choro. Perguntei o que havia ocorrido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Antônio, coitado: teve um ataque do coração e morreu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não é possível, mãe! Eu o vi agorinha no portão de casa. Ele até me deu boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe insistiu &amp;nbsp;e, para domar a minha teimosia, chamou a filha do Seu Antônio que confirmou o falecimento do pai. A moça disse até que ele já tinha sido enterrado. Na mesma hora senti um calafrio percorrer o meu corpo. Fiquei todo arrepiado. E, naquela noite, foi muito difícil pegar no sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquela data em diante, quando eu voltava do colégio, passava correndo pela frente da casa de Seu Antônio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-888677004215853615?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/888677004215853615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-vizinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/888677004215853615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/888677004215853615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-vizinho.html' title='O vizinho'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9d-0ldrvUBU/TrLZz0ZVekI/AAAAAAAAAEM/Vz-PsrjR3dA/s72-c/pijama.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3423008478602248392</id><published>2011-11-17T10:35:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T10:35:00.200-08:00</updated><title type='text'>Um vulto no escuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RoeumXM3euA/TrLV9lFhN2I/AAAAAAAAAEE/-5_vRtU8u7M/s1600/vulto.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-RoeumXM3euA/TrLV9lFhN2I/AAAAAAAAAEE/-5_vRtU8u7M/s1600/vulto.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Este episódio medonho ocorreu com um morador do Recife cujo o nome eu preferimos não revelar. Aqui vamos chamá-lo de Artur. Ele é desenhista industrial, na faixa dos quarenta anos, casado. Mora com a mulher e dois filhos adolescentes num condomínio do bairro de Casa Forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar com a narrativa, é bom lembrar que local é hoje um dos bairros mais nobres da cidade, cheio de belas casas, prédios de luxo, supermarcados e shoppings. Mas, no século XVII (época em que os holandeses invadiram, dominaram e foram expulsos de Pernambuco), a área fazia parte de um rico engenho chamado Casa Forte que pertencia a uma poderosa dama Pernambucana, Ana Paes. Esse detalhe é importante para a compreensão do que vem a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artur, como dissemos, é desenhista e trabalha em casa na maior parte do tempo. O condomínio onde mora é composto de dois pequenos prédios e muito espaço livre. Como gosta fazer o seu serviço à noite, quando o silêncio ajuda à inspiração, nos intervalos ele sempre costuma passear na quadra de vôlei ou entre as árvores do parque infantil, enquanto fuma um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas noites, Artur caminhava num dos locais mais escuros do condomínio quando, entre uma baforada e outra, enxergou a sua frente uma figura que lhe pareceu familiar. Um homem negro, alto, forte, se aproximava a passos lentos, quase se arrastando. "É Severino, o vigia, fazendo a ronda", pensou o desenhista, que foi logo falando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá com preguiça, Severino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o homem não respondeu. Porque não era o vigia. Quando ele chegou mais perto, Artur pôde ver que o sujeito não usava camisa e vestia apenas uma calça branca de algodão. Tinha uma expressão desesperada, um olhar vidrado de quem está com medo. Os pés estavam descalços e, no tornozelo direito, ele carregava uma corrente grossa que fazia barulho ao ser puxada. Artur percebeu que era uma aparição, um "cabôco", e ficou paralisado. Mas não foi notado pela visagem. O negro passou por ele lentamente e continuou no caminho até desaparecer na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenhista correu de volta ao apartamento, tomou um copo dágua e se enfiou na cama ao lado da esposa, desistiu do trabalho naquela noite. De manhã, parecia um doido falando sozinho pelos corredores do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu viu um escravo do engenho de Ana Paes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3423008478602248392?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3423008478602248392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/um-vulto-no-escuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3423008478602248392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3423008478602248392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/um-vulto-no-escuro.html' title='Um vulto no escuro'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RoeumXM3euA/TrLV9lFhN2I/AAAAAAAAAEE/-5_vRtU8u7M/s72-c/vulto.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6165574654244984276</id><published>2011-11-14T13:33:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T13:33:45.017-08:00</updated><title type='text'>Visita para o Dr. Alencar</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Sérgio Barza&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 70, o casario da rua do Futuro, perto da avenida Malaquias, era muito diferente do que é hoje. Onde temos um grande edifício residencial funcionava então uma repartição pública que tinha a função de planejar e construir estradas e açudes por todo o estado. Nesse local trabalhava Djalma Preto. Esforçado por natureza, ele começou ainda rapaz como zelador e logo passou a contínuo, motorista e até fotógrafo nas horas vagas. E ainda fazia um turno extra como vigia. E foi exatamente numa dessas ocasiões que aconteceu o fato que relataremos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2GwugoQgs5I/TrCCSxVcI_I/AAAAAAAAAD8/WVIKPH3digI/s1600/freira_menina.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/-2GwugoQgs5I/TrCCSxVcI_I/AAAAAAAAAD8/WVIKPH3digI/s320/freira_menina.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;As brumas do final da tarde já tomavam conta do prédio e quase todos os funcionários já tinham ido embora, restando alguns poucos que só sairiam por volta das sete da noite. Djalma Preto assumiu seu lugar, ao lado de seu banquinho, de seu fiel rádio de pilha, garantido por um revólver na cintura. Na "hora do Angelus", às seis horas, quando a emissora começava a tocar a Ave Maria, ele viu se aproximar uma freira acompanhada de uma menina de cabelos negros na flor dos seus dez anos . Não estranhou nada, já que existiam dois colégios religiosos perto dali. A freira o interpelou pedindo para ver o "Dr. Alencar", que estaria esperando por ela. Apesar de não conhecer nenhum Alencar por ali, o vigia permitiu a entrada da religiosa. Afinal, que problema uma senhora dedicada à fé poderia causar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se os minutos, saíram todos os funcionários, mas Djalma Preto não viu a freira sair com eles. Bem, poderia ser que, num momento de ausência dele, ela tivesse saído com o tal Dr. Alencar. Uma ronda nada revelou. No dia seguinte, o mesmo fato, a mesma freira, a mesma criança, o mesmo dr. Alencar. Djalma Preto não perguntou nada a ela, mas continuou intrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois chegou a hora do pagamento da empresa, data em que se reuniam todos os funcionários. Djalma Preto encontrou um colega que também trabalhava como vigia e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você conhece um Dr. Alencar ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não seria um que uma freira vem procurar todos os dias, acompanhada por uma criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É esse mesmo. Quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O colega respirou fundo, pôs a mão ombro do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe, sente aqui , não se assuste, mas nem esse Alencar, nem a freira, nem a criança são gente viva. O Alencar deve ter sido um antigo morador, da época em que aqui era uma residência, quem sabe. Já a freira e menina não faço nem ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vigia Djalma &amp;nbsp;ficou cinza. Suava frio e precisou de um gole de garapa para se recompor. Daí por diante aceitou qualquer serviço na repartição, menos o de vigia: qualquer coisa que o liberasse até as cinco da tarde. Qualquer coisa que o livrasse de encontrar a freira, a criança e , quem sabe, o Dr. Alencar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conte a sua história assombrada: &lt;a href="mailto:arquivoassombrado@gmail.com"&gt;arquivoassombrado@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6165574654244984276?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6165574654244984276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/visita-para-o-dr-alencar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6165574654244984276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6165574654244984276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/visita-para-o-dr-alencar.html' title='Visita para o Dr. Alencar'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2GwugoQgs5I/TrCCSxVcI_I/AAAAAAAAAD8/WVIKPH3digI/s72-c/freira_menina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2098564337781116231</id><published>2011-11-11T16:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T16:07:00.698-08:00</updated><title type='text'>O Sítio do Môco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8P248OCYbU4/TrB-fCw4JOI/AAAAAAAAAD0/sWPT5zR1Hzk/s1600/arvores.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/-8P248OCYbU4/TrB-fCw4JOI/AAAAAAAAAD0/sWPT5zR1Hzk/s320/arvores.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Conta-se uma história no mínimo estranha no Bairro do Poço da Panela, um recanto bucólico na Zona Norte do Recife. Lá existe um sítio cujo zelador era surdo-mudo, conhecido nas redondezas por Môco. O rapaz morava na propriedade, numa casinha, e não só vigiava como fazia limpeza e coleta de frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida do Môco não era, porém, apática. Não se envolvia em jogo, brincadeiras, festas, mas exercitava as artes da conquista com as moças que trabalhavam como domésticas nas casas próximas. Suas limitações não eram empecilhos na hora se comunicar com a garotas e o isolamento do sítio ajudava: um local adequado para encontro sigilosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a carreira do sedutor pouco durou. Numa noite muito chuvosa, a calma do Poço foi quebrada por gritos, tiros e uma correria. Ninguém soube do que se tratava, mas também ninguém quis se arriscar a entrar no sítio para investigar. No dia seguinte, na propriedade encontrou-se o Môco, estendido, ensanguentado, morto. Nunca se soube quem teria cometido o crime. Um rival? Uma amante abandonada? O pai de uma moçoila enganada? Nenhuma pista, só rumores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propriedade ficou fechada, até que fosse contratado outro zelador. Mas nenhum candidato aceitou o serviço. É que coisas estranhas começaram a acontecer no lugar desde a noite do misterioso assassinato. Ruídos como os murmúrios que o Môco produzia eram ouvidos pelo vizinhos, principalmente ao cair da tarde. De dentro da casa vinham passos e gemidos. Às vezes ventava repentinamente balançando a copa da árvores do terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou cada vez mais difícil encontrar quem cuidasse do local, e com o tempo o mais viável para os donos foi cercar a propriedade com muros altos e esperar que os fatos fossem esquecidos. Eles percebem que o Môco continuava a fazer o seu serviço: não deixar ninguém se aproximar do sítio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2098564337781116231?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2098564337781116231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-sitio-do-moco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2098564337781116231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2098564337781116231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/o-sitio-do-moco.html' title='O Sítio do Môco'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8P248OCYbU4/TrB-fCw4JOI/AAAAAAAAAD0/sWPT5zR1Hzk/s72-c/arvores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8242803876153108673</id><published>2011-11-07T15:43:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T15:43:00.649-08:00</updated><title type='text'>A reunião na Faculdade</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Eugênia Nilsen:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fato se passou na vetusta Faculdade de Direito do Recife. Alguns departamentos funcionam nos porões do prédio e numa sexta-feira chuvosa, no fim da noite, um zeloso funcionário estava arrumando os papéis, adiantando o serviço da segunda seguinte. A sala era dividida em dois ambientes, separados por uma divisória de fórmica. Dado o adiantado da hora, não haviam muitas pessoas na faculdade, muito menos na parte de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionário, ao entrar na sala, acendera apenas a luz do lado em que ia ficar. A única janela, quase um postigo, ficara fechada. Ao começar a separar os memorandos, ele notou um barulho de cadeiras arrastando. O ambiente ao lado era geralmente usado como sala de reuniões, e o ruído viera, com certeza de lá. Este é um daqueles momentos em que você procura se obriga a ser cético, lógico e incrédulo. Tudo talvez ficasse na mesma, se as luzes não piscassem duas vezes, e novos ruídos soassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KUHJUUDEyVU/TrB7WCidAGI/AAAAAAAAADs/aGXQYykqdVI/s1600/senhores.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="139" src="http://1.bp.blogspot.com/-KUHJUUDEyVU/TrB7WCidAGI/AAAAAAAAADs/aGXQYykqdVI/s320/senhores.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;De repente, o funcionário ouviu vozes masculinas. Não conseguiu distinguir o que se falava mas, arrepiado, viu três pessoas. Duas das figuras eram semelhantes: senhores magros, altos, usando um terno branco.O outro era um senhor gordo, que não estava totalmente visível. O funcionário reconheceu, arrepiado, dois falecidos chefes do mesmo departamento em que ele se encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que seus serviços fossem solicitados,saiu ele às pressas da sala, só tomando o cuidado de jogar os papéis na gaveta. Quando chegou na parte de cima do prédio, inventou uma desculpa e mandou o vigia apagar e fechar a sala. E que ele guardasse a chave na secretaria.&amp;nbsp;Recebeu um olhar irônico do vigia, olhar de quem muito tinha visto em noites e noites de trabalho e convivência tranquila com sombras e vultos de outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mande a sua história assombrada: &lt;a href="mailto:arquivoassombrado@gmail.com"&gt;arquivoassombrado@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8242803876153108673?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8242803876153108673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/reuniao-na-faculdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8242803876153108673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8242803876153108673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/reuniao-na-faculdade.html' title='A reunião na Faculdade'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KUHJUUDEyVU/TrB7WCidAGI/AAAAAAAAADs/aGXQYykqdVI/s72-c/senhores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2155380296503612439</id><published>2011-11-03T15:28:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T15:28:00.317-07:00</updated><title type='text'>A colega de turma</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Cibele G. :&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fato aconteceu com um amigo meu, Jânio, em fins dos anos 70. Nessa época cursávamos Direito na Universidade Católica de Pernambuco, turno da noite. Embora tivéssemos entrado juntos na vida acadêmica, por questões de horário e trabalho, logo nos separamos e apenas cumpríamos algumas matérias juntos. Jânio era um cara simples, que fazia amigos facilmente, e me falava sempre de sua turma. Fazia menção especial a uma amiga, Cristiane, muito comunicativa, alegre e festiva..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lr2Ec6oeeZ4/TrB1uYbT4LI/AAAAAAAAADk/WfkImanIRS4/s1600/livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-lr2Ec6oeeZ4/TrB1uYbT4LI/AAAAAAAAADk/WfkImanIRS4/s320/livro.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Aproximaram-se as provas e não tive mais contato com Jânio. Quase de um mês depois, precisei de um livro e lembrei de pedir emprestado a ele. Fui ao seu trabalho após o almoço e conversamos um pouco, colocando os assuntos em dia. Quando lhe pedi o livro, ele disse que o tinha emprestado à sua amiga Cristiane. Como já haviam passado as provas, ela não devia estar mais precisando dele, mas existiam dois problemas: ela não aparecia nas aulas há duas semanas e ele não sabia onde ela morava. Talvez tivesse acontecido algo com a moça, mas ela nem havia mandado avisar aos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu lembrei que na universidade deveria existir um registro do endereço dela. Fomos lá e obtivemos a informação. Era relativamente perto, no bairro de Santo Amaro. Para lá nos dirigimos e, ao chegarmos à casa, fomos atendidos por uma senhora gentil que nos perguntou o que queríamos. Jânio se apresentou e disse que era amigo de Cristiane e que havia emprestado um livro a ela, livro este que precisava agora.A senhora estranhou e perguntou porque não viéramos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que antes?, Jânio perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela morreu há três anos e um mês, num acidente de automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas isso é impossível, eu estudo com ela, nos vimos há cerca de três semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então você não está falando da minha neta, ela morreu três anos atrás, no mesmo acidente que matou meu filho. Ambos estão enterrados no cemitério de Santo Amaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas a Universidade nos deu seu endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora pensou um pouco e suspirou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode haver um engano, mas venham ver as fotos que guardo da minha neta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver as fotos, Jânio ficou pálido. Era a Cristiane que ele conhecia das salas de aula. Ele perguntou então onde exatamente ela estava enterrada. A senhora descreveu a localização do túmulo e nos despedimos. Voltamos em silêncio e, ao passar no portão do cemitério, Jânio fez uma proposta &amp;nbsp;de tirarmos a prova do que aconteceu, entrar no cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil encontrar o jazigo onde descansavam Cristiane e o pai e, em cima dele, o livro que Jânio emprestara a ela.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2155380296503612439?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2155380296503612439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/colega-de-turma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2155380296503612439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2155380296503612439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/colega-de-turma.html' title='A colega de turma'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lr2Ec6oeeZ4/TrB1uYbT4LI/AAAAAAAAADk/WfkImanIRS4/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2769185812500429227</id><published>2011-11-01T15:24:00.000-07:00</published><updated>2011-11-01T15:24:16.413-07:00</updated><title type='text'>Dona Chiquinha</title><content type='html'>Colaboração Antônio Eduardo da Silva Melo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 1956. O bairro, o da Bomba do Hemetério, na zona norte do Recife. A pequena M.N., então com quatro anos, observava o seu pai - um pedreiro - trabalhar na casa de uma vizinha. Ele estava fazendo o rodapé num quarto dos fundos e, ao entrar na sala da residência, a menina fixou sua atenção em uma palmeira plantada numa lata de tinta. Em segundos, ela notou que os galhos da planta se transformaram em cabelos e o tronco, em um corpo: o rosto de uma mulher surgiu em meio daquela metamorfose. Era uma senhora que aparentava 60 anos e usava um laço de fita na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota gritou e logo a visão desapareceu. M.N. contou sua visão à sua mãe, tias e vizinhos com todos os detalhes. Eles deduziram que o fantasma se tratava da falecida moradora da casa, conhecida como Dona Chiquinha, que havia morrido muito anos antes do nascimento da menina.&amp;nbsp;A testemunha do estranho episódio, que se tornou uma pedagoga, não tem dúvidas do que aconteceu. E até hoje a aparição que viu na mais tenra idade é uma memória clara em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conte a sua história assombrada: arquivoassombrado@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2769185812500429227?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2769185812500429227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/dona-chiquinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2769185812500429227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2769185812500429227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/11/dona-chiquinha.html' title='Dona Chiquinha'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4083714178668242832</id><published>2011-10-25T17:22:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T17:27:11.411-07:00</updated><title type='text'>Visitas?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Colaboração de Marcelo Ramos:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uGmjOREB-ng/TqdTwVPRqSI/AAAAAAAAADU/Z-BD88K8Cmc/s1600/door+knock01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-uGmjOREB-ng/TqdTwVPRqSI/AAAAAAAAADU/Z-BD88K8Cmc/s1600/door+knock01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Esta história se passou em 1973 e seus protagonistas pediram que suas identidades fossem preservadas. Adoniran e Dalva (nomes fictícios) tinham se casado há pouco tempo e mudaram-se para a Rua do Sossego, no bairro da Boa Vista. Se hoje o movimento no local não é intenso, na época a rua justificava realmente seu nome. Poucos vizinhos, muito discretos, pouquíssima atividade comercial, muito mais dos ambulantes que passavam pela manhã. Durante o dia o sol era filtrado pelas frondosas árvores, e, à noite, a pouca iluminação acentuava o isolamento e a calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de três dias após o casal se mudar, às dez da noite pontualmente, ouviram-se batidas na porta. Adoniran estranhou: não só não esperavam visitas como aquela não era hora para visitas. Mesmo assim foi ver, e não encontrou ninguém. Podia ser uma piada, brincadeira de crianças, mas onde estavam as crianças?Isso passou a acontecer dia sim dia não. O casal passou a se acostumar, já virara um fato corriqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia porém, algo diferente ocorreu. Adoniran voltava do trabalho excepcionalmente tarde, e caminhava em direção à sua casa quando ouviu passos seguindo-o. Olhou para trás mas não viu ninguém. Acelerou seus passos, mas continuou ouvindo alguém atrás de si. Ao chegar em casa, entrou e, logo depois, ouviu alguém bater na porta. Desta vez foi precavido: perguntou quem era. Mas, como outras vezes, não ouviu resposta. Mais uma vez não era ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte ele foi averiguar se algum vizinho ouvira algo na noite anterior. Numa casa que ele perguntou lhe esclareceram que aquilo acontecia sempre naquela casa. Anos antes o dono tinha sido emboscado por pessoas que queriam matá-lo. Foram vários tiros e ele ainda conseguiu cambalear até a casa e bater para chamar atenção da família. Crime político, acreditava-se: e ex-dono era candidato a deputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal encontrou uma saída para os problemas: encomendaram uma missa pela alma do ex-dono e pouco tempo depois, nada mais se ouviu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4083714178668242832?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4083714178668242832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/visitas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4083714178668242832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4083714178668242832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/visitas.html' title='Visitas?'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uGmjOREB-ng/TqdTwVPRqSI/AAAAAAAAADU/Z-BD88K8Cmc/s72-c/door+knock01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2413072066534664381</id><published>2011-10-17T17:54:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T18:13:14.257-07:00</updated><title type='text'>O prédio do Espinheiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;O depoimento é de André Balaio:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda lembro do dia em que nos mudamos para aquele apartamento. Fevereiro de 1988. O prédio era bonito, muito antigo mas bem conservado, pintado de branco, com um quintal cheio de árvores na parte de trás. Eram apenas seis apartamentos. Nós éramos os únicos jovens a morar ali. De resto havia pessoas idosas, casais de meia-idade ou recém-casados. Minhas irmãs, mais comunicativas do que eu, logo fizeram amizade com um casal de velhinhos que moravam ao lado. O Espinheiro é um bairro tradicional do Recife, onde se concentram velhas casas e sobrados, e prédios de várias épocas em ruas arborizadas – que chegam às vezes a impedir a passagem do sol, deixando as ruas escuras mesmo com o sol a pino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio tinha um aspecto um tanto quanto lúgubre, e um amigo meu logo o apelidou de mini-Dakota. Para quem não sabe, o Dakota é um velho e tradicional edifício em Nova Iorque onde John Lennon morava quando foi assassinado. Mas cerca de quinze anos antes foi o cenário de um genial filme de terror: "O bebê de Rosemary". Quem conhece o filme vai achar engraçada a coincidência de meus vizinhos serem também um casal de velhinhos. Um arrepio agora percorre meu corpo: Será que eles também tinham pacto com o demônio ? Bem, vamos deixar isso de lado, porque o prédio por si só já iria me dar muito medo mesmo sem esse "tempero".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SBSbVg2h1Io/TpzSbu_XkvI/AAAAAAAAADM/2bA_PHReItE/s1600/espinheiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-SBSbVg2h1Io/TpzSbu_XkvI/AAAAAAAAADM/2bA_PHReItE/s1600/espinheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Após alguns meses de pura normalidade, aconteceu o primeiro fato estranho: ao entrar em casa vindo da faculdade, me deparei com minhas duas irmãs e uma amiga rezando na sala, abraçadas e tremendo de medo. Segundo elas me contaram, estavam vendo TV quando a amiga percebeu que havia mais uma pessoa na sala. Uma mulher jovem em pé perto do espelho de parede nada falava e observava as três garotas com ar solene e levemente risonho. A amiga das minhas irmãs tentou avisá-las e ficou apontando para o canto da sala onde estava o mal-assombro, mas simplesmente as palavras não saíam. Depois de alguns minutos, a tal mulher desapareceu. Minhas irmãs não perceberam a inesperada visita. Elas lembram porém que sentiram algo diferente na hora, como um vento frio que faz prender a respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentamos esse fato com os vizinhos. Os velhinhos não pareceram se assustar. Pelo contrário, sorriram e comentaram que de fato coisas estranhas aconteciam naquele edifício. Alguns anos antes, uma mulher que morava no andar térreo havia morrido num acidente de automóvel numa rua próxima, e seu fantasma às vezes era visto no prédio. Seria ela a nossa visitante ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra noite, minha irmã do meio chegou chorando em casa. Ofegante, ela mal conseguiu falar. Disse que havia visto um homem enforcado na garagem. Mas que a imagem desvanecera em segundos. Descemos correndo, eu e minha outra irmã, para ver se havia algum vestígio. Nada. Tudo aparentava a mais profunda normalidade. Fui ao apartamento dos simpáticos velhinhos, para contar o fato e saber se eles tinham alguma informação a respeito. O marido me contou que cerca de dez anos antes, um zelador havia se suicidado pendurando-se por um cinto na viga metálica da garagem. Exatamente como minha irmã havia visto !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio tinha um vigia que passava a noite acordado, sentado na parte de trás próxima à garagem. Uma vez, noite alta, ele viu uma mulher de cabelos lisos e negros trajando um vestido branco e vagando pelo quintal. Depois o coitado me contou que pensara que fosse minha irmã! Mas achou estranho um morador por ali àquela hora. Por isso, chamou pelo nome dela, e se levantou para ir ao seu encontro. A mulher começou a andar em direção à entrada de serviço. O vigia percebeu então que não se tratava da minha irmã, apressou o passo, entrando também por aquela porta. Subiu as escadas, vasculhou toda a área e nada. Nem sinal, nem pegadas. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez de madrugada, quando minhas irmãs voltavam de uma festa, elas viram um homem saindo do prédio. A princípio, tiveram medo que fosse um ladrão. Mas os trajes antigos e a bengala que o cidadão usava indicaram que a figura podia não ser deste mundo. Elas ficaram observando-o sair pela calçada, até que, poucos metros adiante, o homem desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me deixou ainda mais interessado nesta estranha particularidade do edifício, foi que pessoas que não sabiam desta "carga" também percebiam coisas estranhas. O irmão da nossa empregada foi visitá-la pela primeira vez, e viu uma mulher saindo do seu quarto. Perguntou: "Aqui mora gente morta, não é ?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto já me interessava na época, e marquei uma "reunião" com meus amigos no prédio. Ficamos acordados a noite inteira. Ouvimos ruídos, que podiam ser fruto da nossa excitadíssima imaginação, e só. Parece que as almas penadas escolhem as pessoas para quem vão aparecer. E por um motivo que eu não sei, não nos escolheram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morei por cinco anos ali e nunca vi nada, é bom que se diga. Mas agora fico pensando naquele inocente casal de velhinhos. Seriam tão inocentes assim ? O que aconteceu com eles depois ? Será que, de uma forma ou de outra, eles ainda continuam a morar naquele prédio mal-assombrado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2413072066534664381?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2413072066534664381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/o-predio-do-espinheiro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2413072066534664381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2413072066534664381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/o-predio-do-espinheiro.html' title='O prédio do Espinheiro'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SBSbVg2h1Io/TpzSbu_XkvI/AAAAAAAAADM/2bA_PHReItE/s72-c/espinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-7589436510611905069</id><published>2011-10-14T21:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T21:43:19.342-07:00</updated><title type='text'>Carona na estrada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zOg6EDzNNWQ/TpkPVsUR10I/AAAAAAAAAC4/FvmJUMuzlUw/s1600/mulher_de_branco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://4.bp.blogspot.com/-zOg6EDzNNWQ/TpkPVsUR10I/AAAAAAAAAC4/FvmJUMuzlUw/s320/mulher_de_branco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A leitora Elisângela Dias me mandou um caso intrigante que se passou uma das muitas estradas sinistras que existem no Nordeste:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo contou uma história que me deixou muito arrepiada. Meu amigo chama-se Aaron ele morou por alguns anos no Ceará, mas precisamente na Cidade de Milagres, onde ocorreu essa história. Ele me contou que estava uma noite em um posto de gasolina com o padrasto dele, quando presenciou um acontecimento medonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que próximo a esse posto existe uma curva muito perigosa, chamada de “Curva da Malhada”, lugar onde aconteciam muitos acidentes. Aaron me falou que perto do local existem muitos crucifixos, mostrando onde os caminhoneiros apressados ou desavisados cumpriam seu destino. Foi lá que aconteceu o que vou relatar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, meu amigo estava com o padrasto no posto quando chegou um caminhoneiro desesperado. Aaron me disse que nunca tinha visto um homem em tal estado, muito tão nervoso e trêmulo, tanto que as pessoas que estavam no posto tiveram que segurar o copo com água e açúcar que deram ao pobre homem, pois ele não tinha a mínima condição de segurá-lo.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se acalmou, o homem contou que tinha passado por uma experiência horrível. Ele vinha nas imediações da curva, quando viu uma moça na estrada pedindo carona, coisa que não era muito rara naquele local, já que passavam muitas pessoas por lá. O motorista só estranhou o fato de ser uma mulher, mas parou e deu carona a ela.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ia chegando à curva, o caminhoneiro queria acelerar um pouco, mas a mulher ficou assustada pediu e insistentemente que ele não corresse. Ameaçou até sair do caminhão! Ele obedeceu ao pedido daquela desconhecida e diminuiu a marcha. &amp;nbsp;Ao passar pela curva, o motorista perguntou onde a mulher iria descer, então ela respondeu: &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em qualquer lugar, pois só vim aqui para te salvar da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desapareceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe como o motorista conseguiu chegar até o posto de gasolina onde se reuniam os caminhoneiros. Acho que daquele dia em diante, ele passou a tomar mais cuidado ao passar pela tal curva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-7589436510611905069?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/7589436510611905069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/carona-na-estrada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7589436510611905069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7589436510611905069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/carona-na-estrada.html' title='Carona na estrada'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zOg6EDzNNWQ/TpkPVsUR10I/AAAAAAAAAC4/FvmJUMuzlUw/s72-c/mulher_de_branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4787793827682175892</id><published>2011-10-02T08:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T18:20:46.669-07:00</updated><title type='text'>Maria do Forró</title><content type='html'>&lt;b&gt;Relato enviado por Rodrigo Caldas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--dgI5osl3D0/ToiEVZLyWdI/AAAAAAAAAC0/a0Iqn4NK_F8/s1600/forro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/--dgI5osl3D0/ToiEVZLyWdI/AAAAAAAAAC0/a0Iqn4NK_F8/s1600/forro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Era noite de quinta-feira em Nossa Senhora do Ó, praia do município de Paulista, em Pernambuco. Antônio tinha saído tarde da oficina, mas ainda assim tinha fôlego para uma boa noite de farra. Foi sozinho a um forró perto ali da entrada da vila. A casa estava cheia, muita música, muita bebida, muita dança. Tomou umas cervejas e dançou com umas conhecidas suas, quando avistou uma moça muito bonita, bem branca, até um pouco pálida, de cabelos castanhos longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentava ser tímida; de vestido branco, encostada sozinha numa pilastra, num canto escuro da festa. Chamou-a pra dançar. Ela resistiu um pouco; parecia assustada, surpresa mesmo com aquele convite, mas ele insistiu e ela acabou por ceder. Dançaram e conversaram bastante. Maria parecia uma moça de família, morava ali perto, um pouco antes da entrada do Ó, quase na rua do cemitério. No meio da conversa, lá pela terceira música, a moça deu um pulo e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Êita; tenho que ir por causa da hora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É cedo, disse o rapaz, um pouco decepcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, gostara da menina. Ela tinha algo estranho, às vezes era como se estivesse distante, mas ainda assim, tinha um jeito especial. Ela insistiu que deveria ir, porque tinha que chegar em casa antes da meia noite, de todo jeito. Para convencê-la a ficar mais, Antônio propôs o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tome aqui o meu relógio. Fique com ele no braço. Você controla a hora de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aceitou. Também gostara de Antônio; bom moço, bem apessoado, trabalhador ali no Ó. Dançaram mais, conversaram mais, até que chegou a hora de ir, perto de meia noite. Antônio ainda insistiu um pouco, mas Maria disse que não havia jeito, que tinha que ir e ia mesmo. Tentou beijá-la, mas ela não deixou. Ele pediu para levá-la em casa. A pé mesmo, ali pertinho. Ela recusou. Ele insistiu, ela continuou negando. O rapaz acabou desistindo, porque começou a sentir algo estranho na moça. Não era uma irritação, mas uma certa angústia, quase agressiva. Parecia que ela estava fazendo algo errado, e que tinha realmente que ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, chovia bastante. Antônio ofereceu a Maria uma capa de chuva. Na despedida, de propósito, ele deixou que ela levasse o seu relógio, como se tivesse esquecido. Era um motivo pra que ele voltasse a vê-la. Antes de ir, ela tirou do bolso do vestido uma pequena foto três por quatro, e deu a ele. O rapaz achou aquele gesto muito bonito, gostou ainda mais da moça e a vontade de revê-la cresceu. Despediram-se. Ela logo sumiu na chuva, coberta com a capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, apesar de um certo aperto no coração, que acreditava ser saudade, Antônio resolveu ir à casa de Maria. Sabia onde era porque ela lhe dissera na noite anterior. Chegando a casa, bateu e esperou alguns minutos. Apareceu uma senhora com um aspecto muito triste, abatida, sofrida mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, senhora. Vim aqui pra falar com Maria, sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha fitou Antônio com um misto de surpresa e repúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é isso, moço! Que brincadeira é essa. Isso não se faz com uma mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ele não entendeu, mas se explicou. Disse-lhe que conhecera Maria na noite anterior, num forró, que ela lhe dissera onde morava e até tinha trazido seu relógio e sua capa de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor está enganado. Não conheceu a minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que ele falasse novamente, ela arrematou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha filha morreu no ano passado. Atropelada por um caminhão. Ontem fez um ano da morte dela. O senhor não conheceu a minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturbado, Antônio gaguejou um pouco, dizendo que não era possível, que dançara com Maria na noite anterior e tudo mais. A senhora ficou nervosa, ralhou com Antônio e disse que se não acreditava nela, que fosse ao cemitério, ali mesmo no fim da rua, e procurasse por Maria. Transtornada e chorando, entrou em casa e bateu a porta com força, fazendo o sinal da cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio ficou perplexo. Não sabia o que fazer. Só podia ser um engano. Fora na casa errada. Tratava-se de outra Maria, que deveria morar ali perto. E para mostrar isso a si próprio, resolveu ir ao cemitério. Era perto e nada lhe custava. Em menos de dez minutos, procurava entre jazigos, covas, tumbas, algo com o nome da moça. Passaram-se vinte minutos e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenceu-se, então, de que havia um engano. De repente, um vento muito frio chegou em suas costas, do nada. Virou-se em direção ao vento e se deparou com algo aterrorizante. Numa lápide, pálida e triste, estava uma foto da moça, igual à foto que ele trazia na mão. Em cima do túmulo, jogados, seu relógio e sua capa de chuva. O nome da morta: Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma história verídica. Foi contada a mim há cerca de vinte anos, por uma senhora hoje falecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4787793827682175892?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4787793827682175892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/maria-do-forro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4787793827682175892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4787793827682175892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/10/maria-do-forro.html' title='Maria do Forró'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--dgI5osl3D0/ToiEVZLyWdI/AAAAAAAAAC0/a0Iqn4NK_F8/s72-c/forro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8896574450134908257</id><published>2011-09-29T15:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T15:50:25.984-07:00</updated><title type='text'>Um assobia, outro varre rua</title><content type='html'>Os leitores deste blog sombrio enviam histórias intrigantes, estranhas, perturbadoras. Comecemos pelo relato de Rogério Gomes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OCZXyKbI8Hc/ToT2G5D3Z3I/AAAAAAAAACw/PJEaTZ9lKeI/s1600/varre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-OCZXyKbI8Hc/ToT2G5D3Z3I/AAAAAAAAACw/PJEaTZ9lKeI/s1600/varre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um amigo de trabalho &amp;nbsp;me contou que em sua família existe algumas histórias sobrenaturais que, ele próprio não sabe se são verdades ou mentiras. Porém uma em especial me chamou a atenção. Esse meu amigo, que chamarei de Paulo, contava-me que sua bisavó se relacionou com um único homem (o seu bisavô) em toda sua vida. Com ele namorou, noivou, casou, teve sete filhos, vários netos, bisnetos. Viveram juntos por 64 anos em plena harmonia. Apesar de idosos, ambos gozavam de boa saúde, é claro, com todos os cuidados que aquela idade exigia. Certo dia o bisavô do Paulo cai doente e, de forma rápida, morre no dia seguinte. Profunda tristeza para aquela família, porém, ninguém sofria mais que a viúva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do enterro, ainda no velório, a bisavó de Paulo dizia estar ouvindo o assobio do marido já falecido. Todos achavam que a senhora ficara senil com a perda. O senhor foi enterrado, mas a bisavó do meu &amp;nbsp;amigo continuava a afirmar que ouvia o assobio do marido - assobio que ouvira durante 64 anos de convivência. Coisa do Além ou não, o fato é que esta senhora faleceu pouco menos de 48 horas dapois do sepultamento do esposo. Será que ele, em espírito, ficou em casa aguardando o reencontro? Entre os filhos do casal comenta-se que eram almas gêmeas, por isso foram para o outro plano juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta outra história foi escrita por Maria Aureliana da Silva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi contada pelo meu amigo Demétrio no tempo em que fazíamos o curso científico, nos anos 80. Já era conhecida pelo moradores do Bairro de Beberibe, no Recife, avisão de uma mulher que varria a rua Florestópoles em Beberibe,sempre por volta da meia-noite. Incrédulo, Demétrio sempre sorria ao ouvir tal conversa. No entanto, ele passou a acreditar quando numa madrugada de sábado &amp;nbsp;voltava do trabalho. Era cobrador de ônibus da CTU - a antiga empresa pública de transporte da capital pernambucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que ele entrou na rua Florestópolis, de longe avistou a figura de uma mulher varrendo a rua apressadamente. Foi se aproximando e percebendo que ela deveria ter uns 70 anos. Era baixa, morena, cabelos grisalhos presos por duas tranças. Usava uma longa saia de prega envelhecida e uma blusa branca de mangas compridas um pouco coberta por um velho chale. Aquela senhora curvava-se e, enquanto uma das mãos sustentava a vassoura, a outra, ela fincava no chão como se tivesse arrancando mato. Depois levantava-se e varria o chão impetuosamente. Naqueles movimentos contínuos ela foi descendo até chegar na esquina da rua Florânia onde Demétrio residia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se lembrar de nada do que escutava sobre a tal visão, o rapaz pensou: "afinal, quem é esta desconhecida que varre a rua a estas horas da noite?". Ele Quase a interpelou, porém ouviu que ela resmungava com raiva e soltava muxoxos. Então, Demétrio se conteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecou a dobrar a esquina, arrepiou-se por completo! Sentiu a língua engrossar e imediatamente olhei em direção à mulher: ela desaparecido!Tão logo recordou-se de tudo que escutava a respeito da tal visão e correu para casa. Quando amanhaceu, ainda assombrado, Demétrio foi com o seu tio Manuel ao local onde tudo acontecera. Mas não viram nenhum mato ou capim arrancado e muito menos vestígio de ter sido aquele chão varrido por vassoura...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8896574450134908257?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8896574450134908257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/um-assobia-outro-varre-rua.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8896574450134908257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8896574450134908257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/um-assobia-outro-varre-rua.html' title='Um assobia, outro varre rua'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OCZXyKbI8Hc/ToT2G5D3Z3I/AAAAAAAAACw/PJEaTZ9lKeI/s72-c/varre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-7347910369471688874</id><published>2011-09-23T13:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T13:43:22.344-07:00</updated><title type='text'>O Patrulheiro Sem Rosto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2b2-r3vf4To/TnzvVnEpOtI/AAAAAAAAACs/JFC_WlMVKwI/s1600/patrulheiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-2b2-r3vf4To/TnzvVnEpOtI/AAAAAAAAACs/JFC_WlMVKwI/s320/patrulheiro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Numa noite escura e chuvosa, um patrulheiro estava de plantão num posto de uma das rodovias brasileiras (as chamadas BRs) a fim de parar os carros e fazer as abordagens comuns à profissão de Policial Rodoviário. Ao avistar os faróis de um carro, fez sinal com sua lanterna vermelha, indicando o acostamento, para que o automóvel parasse, entretanto os jovens ocupantes - aparentemente bêbados - com o som ligado num alto volume, ignoraram completamente a ordem do patrulheiro e seguiram em frente. Ele, então, subiu em sua moto e iniciou uma perseguição àquele veículo, sendo seguido por mais dois colegas em uma viatura para dar-lhe apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos tentando alcançar o carro, ao entrar numa curva muita fechada, reconhecidamente perigosa - e ainda mais devido à chuva que deixou a pista muito escorregadia -, a moto do patrulheiro derrapou e ele, diante dos olhos dos seus companheiros, caiu. Seu corpo chocou-se com o chão, com tamanha velocidade e força, que o seu capacete se desprendeu, fazendo com que sua cabeça batesse violentamente contra o asfalto, por vários metros, deixando-o completamente desfigurado e bastante ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois patrulheiros, logicamente, desistiram da perseguição e imediatamente, socorreram o colega, mesmo sob o pavor daquela visão horrenda. Mas, infelizmente, o pobre homem não resistiu e faleceu a caminho do hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, contam os motoristas e principalmente os caminhoneiros - esses circulam naquela rodovia com maior frequência - que, naquela curva, especialmente nas noites mais chuvosas e sombrias, os viajantes desavisados são surpreendidos pela visão de um patrulheiro rodoviário tendo ao lado sua moto. Ele sinaliza com uma lanterna vermelha para que diminuam a velocidade e, quando obedecem à ordem, e se aproximam do policial, testemunha - com horror indescritível - o rosto do policial se esvair em sangue...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-7347910369471688874?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/7347910369471688874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/o-patrulheiro-sem-rosto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7347910369471688874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7347910369471688874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/o-patrulheiro-sem-rosto.html' title='O Patrulheiro Sem Rosto'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2b2-r3vf4To/TnzvVnEpOtI/AAAAAAAAACs/JFC_WlMVKwI/s72-c/patrulheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-44423731432699481</id><published>2011-09-20T17:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T17:37:26.669-07:00</updated><title type='text'>O baú guardado na garagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8ycWER1x4MY/TnkxoGd28XI/AAAAAAAAACo/Dy-cJ5czmSs/s1600/bau.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://2.bp.blogspot.com/-8ycWER1x4MY/TnkxoGd28XI/AAAAAAAAACo/Dy-cJ5czmSs/s320/bau.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No começo dos anos 80, um contador mudou-se com a família para uma casa antiga e confortável no bairro do Arruda, no Recife. O imóvel de três quatros pertencia a parentes dele e estava fechado há muito tempo. Nos primeiros dias na nova residência, a esposa e as duas filhas não notaram nada de estranho no lugar. Mas logo coisas inesperadas começaram a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava a noite, os adultos ouviam ruídos esquisitos como batidas secas nas portas dos cômodos vazios, sussurros nos cantos escuros e, às vezes, baques estrondosos sem que nenhum objeto ou móvel pesado houvesse caído. O casal estava assustado, mas fingia que tudo estava normal para que as crianças não ficassem impressionadas. Não adiantou. As garotas passaram a perceber os fenômenos. A menor, de oito anos, disse à mãe que havia uma mulher de cabelo branco morando no quarto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais velha, de onze, quase nada falava de tão amedrontada. E toda a noite chorava para dormir na cama dos pais. Sem saber o que fazer, o pai resolveu mandar a família passar uns dias na casa da sogra, mas teve que ficar. Não tinha um bom relacionamento com a mãe da esposa. Era melhor dormir com o fantasma que enfrentar a velha implicante. A sogra tinha feito de tudo para que a filha e as netas &amp;nbsp;não se mudassem para aquela casa velha e úmida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira noite que passou sem companhia, o cantodor pensou em mudar de ideia. Ele me disse que ouviu todo tipo de ruído inexplicável e, quando apagou as luzes, viu de relance vultos que passavam entre os cômodos. Para dormir, apelou para alguns copos de uísque. Só fechou os olhos quando já estava com a caveira cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um sono desconfortável, angustiado. De madrugada, acordou suado, como se estivesse febril, e notou que a casa estava silenciosa. O silêncio só foi rompido por um gemido abafado. Parecia vir da garagem que estava sendo usada como depósito de&amp;nbsp;tralhas&amp;nbsp;velhas. Ele foi até lá com uma lanterna e percebeu que o som lúgubre vinha de um baú esquecido num canto desde o tempo dos antigos moradores. Quando meu pobre amigo chegou mais perto, o baú abriu-se de repente. Dele pulou um esqueleto coberto por roupas rasgadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coitado deu um berro &amp;nbsp;e descobriu que aquela cena terrível fazia parte de um pesadelo. Na verdade, ele estava na cama e já era dia. Que alívio. Mesmo assim, foi até à garagem para investigar. Achou o baú e usou uma chave-de-fenda para quebrar o cadeado que o lacrava. Dentro ele encontrou ossos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o espanto inicial, o contador descobriu - dando alguns telefonemas - que, provavelmente, os restos mortais pertenciam a uma tia-avó solteirona. Morreu de velhice e foi sepultada numa das gavetas do cemitério de Santo Amaro. Como é de costume, depois de dois anos os ossos foram retirados da gaveta e deviam ser colocados num ossuário para toda a eternidade. Mas isso não foi feito pelos parentes, que acabaram esquecendo a velha senhora no baú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contador tratou de corrigir o erro e, no mesmo dia, levou-a para ser enterrada no cemitério de uma cidade do interior, onde tinha alguns conhecimentos políticos que lhe facilitaram o serviço. Na semana seguinte, mandou rezar uma missa em intenção da tia-avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações estranhas desapareceram, é claro. Mas ele resolveu deixar a casa e alugá-la a outra família, que nada percebeu de anormal. Já o baú, &amp;nbsp;conserva até hoje. Pode servir para guardar alguma coisa - "como minha sogra, por exemplo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agora conte a sua história de assombração: &lt;a href="mailto:arquivoassombrado@gmail.com"&gt;arquivoassombrado@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-44423731432699481?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/44423731432699481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/o-bau-guardado-na-garagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/44423731432699481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/44423731432699481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/o-bau-guardado-na-garagem.html' title='O baú guardado na garagem'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8ycWER1x4MY/TnkxoGd28XI/AAAAAAAAACo/Dy-cJ5czmSs/s72-c/bau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6646510612005042154</id><published>2011-09-16T19:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T19:27:49.958-07:00</updated><title type='text'>Desafio de Coragem</title><content type='html'>&lt;b&gt;&amp;nbsp;O&amp;nbsp;causo foi&amp;nbsp;enviado por Rodolfo Lira.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dQcKBRNgWOI/TnQFm6X-hvI/AAAAAAAAACk/PUJmb5dw17c/s1600/cemiterio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/-dQcKBRNgWOI/TnQFm6X-hvI/AAAAAAAAACk/PUJmb5dw17c/s320/cemiterio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Numa pequena cidade do interior pernambucano, quatro homens estavam num bar conversando sobre amenidades, política e futebol, quando um deles começou a falar em assombrações. Contou lendas e&amp;nbsp;causos, e - em tom desafiador - disse aos demais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero ver qual de vocês tem coragem de entrar no cemitério à noite e ficar lá por pelo menos dez minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dos valentões, já levado pelo efeito das cervejas, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho. Desde que eu fique perto do portão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E desatou a rir. Um terceiro completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas só vale se quem entra provar que o fez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E o quarto homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deus me livre: aquele cemitério é assombrado. Nem pra provar que sou macho, faço isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando a dona do bar, conhecida por Maria João – tinha um jeito não muito feminino ou delicado de ser, embora usasse saia - gritou de trás do balcão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês não honram nem as calças que vestem e nem as mulheres com quem dormem! Eu, de saia e tudo, sou mais corajosa que todos vocês juntos. Se eu ganhar algum dinheiro vou até lá, na última tumba, e&amp;nbsp;volto. Andando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos, desafiados na sua própria masculinidade, toparam. Mas propuseram uma condição: ela teria que provar que foi até o fim do cemitério:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &amp;nbsp;Vamos fazer o seguinte: você, Maria João, vai até o muro dos fundos do cemitério e bate três pregos no chão em frente ao último túmulo e no outro dia pela manhã a gente vai lá. Se os pregos tiverem no chão, a&amp;nbsp;gente te dá o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite seguinte, acertada a quantia, muito boa por sinal, lá se foi Maria e sua saia florida entrado no “Condomínio da última morada”. Levava o martelo e os três pregos, enquanto que os quatro frouxos ficaram&lt;br /&gt;no portão esperando. Menos de quinze minutos depois, ela retornou correndo, vestindo apenas blusa e calcinha e gritando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valha-me Minha Nossa Senhora! Esse lugar é assombrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E os amigos, mais assustados ainda, quiseram saber o que houve e porque ela estava quase nua. Maria, quase sem voz, explicou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fui até os fundos do cemitério, como a gente combinou. Tava um breu desgraçado e eu me ajoelhei no chão para bater os três pregos. Depois de terminado o serviço, tentei me levantar, mas alguma coisa ou&lt;br /&gt;algum malassombro segurou minha saia e eu não tive dúvida: saí correndo e a saia ficou com a desgraçada da assombração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, os amigos - tremendo de medo, embora o sol estive a pino -, foram ao local indicado para tentar encontrar os pregos e fazer o pagamento combinado. Encontraram, de fato, a saia de Maria no&amp;nbsp;chão...com três pregos cravados nela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6646510612005042154?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6646510612005042154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/foi-por-rodolfo-lira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6646510612005042154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6646510612005042154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/foi-por-rodolfo-lira.html' title='Desafio de Coragem'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dQcKBRNgWOI/TnQFm6X-hvI/AAAAAAAAACk/PUJmb5dw17c/s72-c/cemiterio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6652515508580287482</id><published>2011-09-13T16:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T16:28:34.501-07:00</updated><title type='text'>O vovô do porão</title><content type='html'>&lt;b&gt;Relato enviado por uma leitora que se assina apenas como Cintia...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história que eu vou contar aconteceu com a minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha uns cinco ou seis anos, morava numa velha casa que tinha um porão. Toda vez que ela descia lá, encontrava um velhinho sentado num caixote e não se assustava. Cabelos brancos, rosto marcado por rugas, bigode vasto decorando um sorriso largo, óculos de aros redondos. Ele a pegava no colo e os dois conversavam por horas. &amp;nbsp;Dizia a ela me chame de vovô, princesa. A mãe ouvia só a voz da filha, achava que ela estava falando sozinha, brincadeira de menina pequena mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde chuvosa, a menina pediu para ir à casa da vizinha, brincar com filha dela. Como chovia muito, minha avó não deixou. A pequena então disse que iria ao porão, ver o vovô. Minha avó perguntou quem era ele, ouviu toda a história, não acreditou em nada, ameaçou um castigo, porque papai do céu não gosta de mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, quando meu avô chegou em casa, a mulher contou o que havia acontecido. Ele ficou com medo de que fosse algum tarado invasor - o que era impossível, pois o porão era fechado. O pai então chamou a filha, que quis logo ir mostrar o vovô do porão, nunca ia fazer essa coisa feia de mentir. Foram até cômodo, e a menina não viu mais o tal velhinho. &amp;nbsp;Começou a chorar pois, sempre que descia as escadas, o vovô estava lá, oras! Ela foi até o caixote no qual ele ficava sentado e encontrou um par de óculos que meu avô guarda até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E você, conhece alguma história de assombração? Escreva para gente: arquivoassombrado@gmail.com&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6652515508580287482?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6652515508580287482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/o-vovo-do-porao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6652515508580287482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6652515508580287482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/o-vovo-do-porao.html' title='O vovô do porão'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-60301605147795897</id><published>2011-09-06T15:57:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T16:01:33.443-07:00</updated><title type='text'>Acende uma velinha pra mim?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Enviado por Lynn Glommy&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Baseado nas histórias de minha avó...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1VCxMnS7rCE/TmamNsWI3-I/AAAAAAAAACc/5y0RGGmPWhw/s1600/2024750-old-candle.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-1VCxMnS7rCE/TmamNsWI3-I/AAAAAAAAACc/5y0RGGmPWhw/s1600/2024750-old-candle.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Na década de 70, as noites caruaruenses costumavam ser sombrias e aterradoras. E foi numa dessas noites que Dona Rita conheceu o mundo sobrenatural. Era um domingo, Dona Rita dormia após a visita semanal ao bar da esquina. Quando a senhora estava no melhor do sono, pensou ter ouvido voz de menino pequeno chamando-a. Achou logo que era sonho ou devaneio de sua mente, talvez causado pelo excesso de álcool ingerido na noite. Mas a vozinha fina e arteira continuava soltando uma frase curta e ensaiada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acende uma velinha pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Dessa vez Dona Rita teve certeza. Não era sonho nem devaneio, era mesmo um moleque pequeno perturbando sua ressaca. Irritada com a situação - e valente que era - tratou de mandar o menino embora, pois queria dormir. Logo, o sono falou mais alto e ela dormiu, ignorando a presença da criança do além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma semana depois, a situação se repetiu. O bar, os cigarros, a ressaca, o sono incontrolável e o moleque com a mesma ideia fixa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acende uma velinha pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Rita quase não acreditou quando percebeu que a assombração voltara depois de sete dias para perturbar seu descanso. Ficou ainda mais irritada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai embora, moleque! Me deixe dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mas o insistente menino não parava de pedir e, como toda criança debochada, começou a imitar a fala de Dona Rita até tirar-lhe a paciência. Vencida pelo cansaço, a senhora esperou a voz repetir o pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acende uma velinha pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bem, mas onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No mato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora pediu emprestada uma das velinhas postas aos pés da imagem de Frei Damião e seguiu para o mato, escutando com atenção as indicações do menino. Após uma pequena caminhada, o moleque disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui! Aqui! Agora cave um pouco antes de acender a minha velinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É fogo, né?! Além de acender vela pra assombração eu vou ter que cavar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ouvir a resposta, resolveu cavar logo para voltar para a sua dormida. Após poucos centímetros de profundidade, Dona Rita sentiu algo sólido. Era uma lata velha com uns poucos e pequenos brinquedos de menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Agora pode acender a minha velinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz que parecia estar mais branda agora. Dona Rita acendeu a vela e voltou para casa com a botija de criança, o espanto do acontecimento e a certeza de que a alminha agora descansaria em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E você, conhece alguma história de assombração? Escreva para gente: arquivoassombrado@gmail.com&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-60301605147795897?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/60301605147795897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/acende-uma-velinha-pra-mim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/60301605147795897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/60301605147795897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/acende-uma-velinha-pra-mim.html' title='Acende uma velinha pra mim?'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1VCxMnS7rCE/TmamNsWI3-I/AAAAAAAAACc/5y0RGGmPWhw/s72-c/2024750-old-candle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2114162446338346729</id><published>2011-09-01T11:29:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T11:30:49.227-07:00</updated><title type='text'>A Menina do Cemitério</title><content type='html'>&lt;b&gt;A leitora Elisângela Dias me enviou outro caso espantoso. O cenário é o campo santo mais tradicional da Zona Norte do Recife...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, uma das minhas tias (de consideração, pois a mesma é casada com um dos meus tios paternos) foi até o cemitério de Casa Amarela, visitar e levar flores ao túmulo do pai dela. Era uma tarde tranqüila no bairro e, ao chegar no túmulo, como de costume ela pegou o jarrinho que mantinha sempre com flores naturais, retirou as flores secas para lavar e colocar as novas flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela estava se encaminhando para uma torneira próxima ao túmulo do pai, notou uma menina, estava ao seu lado. Achou estranho o fato de uma criança estar num cemitério sozinha. Mesmo assim riu para a menina que pediu a ela aquelas flores murchas que seriam jogadas fora. Minha tia perguntou o que ela queria com aquelas flores já velhas e secas. A menininha disse que iriam ser colocadas num túmulo e apontou a direção. Porém, minha tia disse que ela aguardasse um pouco que ela iria separar um pouco das flores novas para que ela colocasse no local, pois as murchas - claro - já não estavam boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou de lavar o jarro e foi dar as flores para a menina, não encontrou mais ninguém no cemitério. Minha tia então terminou as orações e teve a curiosidade de ir até o túmulo apontado pela garotinha para ver a quem a ela iria dar a flores. Descobriu que a foto que tinha no mármore estava riscada, como se alguém tivesse passado algum objeto de ponta a fim de apagar o rosto da foto. Ela achou esse fato estranho e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa outra ocasião, quando minha tia foi cumprir seu ritual de troca das flores, ao passar próximo ao túmulo misterioso, ela de novo olhou a foto, que tinha sido recuperada. Ficou espantada aos constatar que quem repousava para sempre lá era a pobre menina que havia lhe pedido flores dias antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; color: #c9c9c9; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;E você, conhece alguma história de assombração? Escreva para gente:&amp;nbsp;&lt;u&gt;&lt;a href="mailto:arquivoassombrado@gmail.com" style="color: #b20004; text-decoration: underline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;arquivoassombrado@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2114162446338346729?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2114162446338346729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/menina-do-cemiterio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2114162446338346729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2114162446338346729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/09/menina-do-cemiterio.html' title='A Menina do Cemitério'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8802645647111359222</id><published>2011-08-31T04:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T04:08:58.833-07:00</updated><title type='text'>O Bode e A Botija</title><content type='html'>&lt;b&gt;Aterrador e misterioso o relato enviado pela leitora Giselle:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança, minha avó, que é do interior do Ceará, costumava me contar histórias cheias de mistério. Eram os “causos de assombração”, que toda criança gosta de escutar e depois fica morrendo de medo de dormir à noite, relembrando a narrativa macabra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caso aconteceu há mais ou menos 50 anos, na cidade de Itaiçaba, localizada a 165 km de Fortaleza. Minha avó, que morava lá por perto, conta que uma moça foi visitada por uma alma de “outro mundo”. A aparição informou à jovem sobre uma botija que estava enterrada na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem deveria seguir as instruções do fantasma e ir até um terreno baldio. Lá, ela deveria cavar até encontrar uma antiga cacimba, onde estaria escondida uma botija cheia de moedas de ouro. A moça, muito assustada, chamou o namorado para ir com ela ao local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois foram juntos ao terreno abandonado e começaram a cavar. De repente, a jovem começou a ter uma terrível visão. Um bode com olhos de fogo começou a pular de um lado para o outro no buraco que o casal cavava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está vendo isso? – gritava a moça desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o namorado dela nada via. Ela continuou aterrorizada e eles decidiram parar de cavar e voltaram para casa. Quinze dias depois do episódio, a moça faleceu misteriosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se atreveu a desenterrar a botija, até porque as pessoas desconheciam o local exato onde o “tesouro” estava escondido. Depois de um certo tempo, um casal do Rio Grande do Sul chegou à cidade e alugou uma casa na região. Eles só passaram uma manhã no município. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que viriam de tão longe para o interior do Ceará? Eles haviam sonhado com a tal alma penada e foram desenterrar a botija! Saíram às escondidas, na calada da noite. Na manhã seguinte, o casal já havia deixado a cidade. Só restou um grande buraco no terreno baldio, no mesmo local onde o namorado e a moça haviam cavado. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E você, conhece alguma história de assombração? Escreve para gente: &lt;u&gt;&lt;a href="mailto:arquivoassombrado@gmail.com"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;arquivoassombrado@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8802645647111359222?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8802645647111359222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/o-bode-e-botija.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8802645647111359222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8802645647111359222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/o-bode-e-botija.html' title='O Bode e A Botija'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8329144136969851447</id><published>2011-08-29T11:42:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T11:42:12.992-07:00</updated><title type='text'>A Mulher do Canavial</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma leitora - que se assina apenas como Bianca - me enviou este relato intrigante:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6-MNsU_BaQo/TlvdZS36sAI/AAAAAAAAACY/xsLNqcD6rzE/s1600/canavial.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-6-MNsU_BaQo/TlvdZS36sAI/AAAAAAAAACY/xsLNqcD6rzE/s320/canavial.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Numas férias de verão, eu e minhas amigas fomos passar um tempo engenho que meu pai tinha acabado de comprar. A propriedade era perfeita, com uma bela casa de cinco quartos e um terraço enorme. Mas havia ainda não tinha eletricidade na área, e por isso usávamos velas à noite. Da janela do nosso quarto, dava para ver os canaviais e as casas dos funcionários. Numa dessas casas morava uma senhora de 72 anos que nasceu naquele lugar e nos contava histórias realmente assustadoras sobre fatos acontecidos por lá. Nós achávamos que a velha estava caduca e não acreditávamos em suas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, resolvemos tirar a prova. Ficamos uma noite inteira acordadas, esperando algo estranho acontecer. Passou-se muito tempo, nada acorreu, e decidimos ir para a cama. Quando chegamos ao nosso quarto, um vento muito frio abriu a janela e invadiu o ambiente, apagando todas as velas. No escuro, vimos que uma mulher vinha correndo do canavial, que estava em chamas, em direção à casa.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, corremos até o canavial para ajudar aquela moça, que gritava desesperadamente por socorro. Quando chegamos lá, não havia nenhuma mulher e o canavial estava intacto! Voltamos aterrorizadas para o nosso quarto e ficamos lá trancadas, sem conseguir dormir. Ninguém tinha coragem de comentar o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fomos procurar a velha. Ela nos contou que, há muitos anos, a neta da primeira dona do engenho saiu para brincar e demorou a voltar. No fim do dia, a criança ainda não tinha retornado e a mãe, desesperada, entrou no meio da plantação de cana em busca da menina. Por coincidência, na hora em que a mulher entrou no canavial, os empregados botaram fogo nas canas para poder limpar o terreno. Ao amanhecer, encontraram o corpo carbonizado da mãe. Até hoje, o fantasma dela vaga no local à procura de sua filha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8329144136969851447?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8329144136969851447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/mulher-do-canavial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8329144136969851447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8329144136969851447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/mulher-do-canavial.html' title='A Mulher do Canavial'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6-MNsU_BaQo/TlvdZS36sAI/AAAAAAAAACY/xsLNqcD6rzE/s72-c/canavial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6481858053043271686</id><published>2011-08-28T11:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T12:05:31.034-07:00</updated><title type='text'>O Bicho na Estrada</title><content type='html'>&lt;b&gt;O relato extraordinário foi enviado por Leonardo Coelho:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qhbpIcVm5t0/TlqP4mYJi-I/AAAAAAAAACU/mfx7_WR2m8g/s1600/bicho_na+_estrada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-qhbpIcVm5t0/TlqP4mYJi-I/AAAAAAAAACU/mfx7_WR2m8g/s200/bicho_na+_estrada.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dividir com os visitantes deste blog uma história que é, de longe, a mais sinistra que já ouvi. Tenho uma transportadora e gosto de, às vezes, conversar com alguns dos motoristas para saber de novidades da estrada e detalhes de algumas entregas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, conversando com João e Claúdio, companheiros de viagem, fiquei sabendo que eles já viveram algumas aventuras juntos. Certa vez receberam a missão de seguir do Recife a Petrolina. Decidiram fazer a jornada à noite, pois enfrentariam menos tráfego e menos calor na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em Bezerros, entrada do Agreste pernambucano, o relógio já marcava quase meia-noite e os dois avistaram um animal, ao logo da BR-232. Pensando ser um jumento – animal muito visto em beira de estrada e que pode provocar acidentes - e diminuíram a velocidade. Ao passar pelo bicho, notaram que não era nada daquilo que imaginavam; aliás, não parecia com nada que pudessem reconhecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João pisou fundo no acelerador e tentou de toda forma não olhar no retrovisor. Mas bastou uma olhadela para notar que algo os alcançara.Percebeu que o bicho os acompanhava e, sem nenhum esforço, emparelhou com o caminhão. Cláudio ficou mais fascinado que assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bicho é esse Seu João, que coisa linda é o seu pêlo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, mas não é coisa boa não; estamos a noventa por hora e ele nem parece cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio conferiu o velocímetro do caminhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha Nossa Senhora! Isso só pode ser coisa do inferno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, o bicho apertou o passo e ficou alguns metros à frente do veículo. Eles chegaram a pensar que a critatura preparava um bote. O João foi pisando devagar no freio e monstrego também reduziu a velocidade. De repente, ele fitou os dois com olhos vermelhos, começou a se transformar em homem e entrou, sorrindo, na mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João arrancou com caminhão e seguiu desablado. Fez o caminho até Petrolina na metade do tempo previsto. Não sei se é verdade, mas nem ele nem Cláudio viajam mais à noite; fazem de tudo para não ter que passar por aquela pista quando está escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E você, &amp;nbsp;caro leitor, sabe o que seria esse misterioso bicho?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6481858053043271686?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6481858053043271686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/o-bicho-na-estrada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6481858053043271686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6481858053043271686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/o-bicho-na-estrada.html' title='O Bicho na Estrada'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qhbpIcVm5t0/TlqP4mYJi-I/AAAAAAAAACU/mfx7_WR2m8g/s72-c/bicho_na+_estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-1561957400182949158</id><published>2011-08-16T04:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T04:39:36.034-07:00</updated><title type='text'>A Garota da Janela</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um relato impressionante enviado pelo leitor de Marcondes F.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde chuvosa, eu estava passando por uma rua da Boa Vista - no Recife - quando, de repente, vi uma garota de cabelos claros em uma das janelas de um casarão.Ela me chamou como se me conhecesse e fui até aquele prédio. Já dentro, onde pude verificar que havia várias portas dos dois lados do corredor, como se fosse um hotel.Os móveis bem alinhados e o chão bastante limpo, mas não havia ninguém no interior. Então, ouvi uma voz que dizia assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- pode entrar; venha que quero te mostrar algo; pode vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do corredor havia uma luz branca, uma claridade, e as portas dos quartos estavam fechadas. Fui, então. Quando cheguei ao quintal do casarão, estava ela de costas para mim, linda com um vestido branco e rindo. Foi, então, que me aproximei e toquei o seu ombro. Ela se virou e... enfiou uma faca na altura do meu estômago!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, estava ainda no quintal daquele casarão. Passei a mão pela barriga e constatei que não estava sangrando. Mas ainda estava no casarão. Levantei-me e, enquanto caminhava pelo corredor, verifiquei que há muitos anos ninguém entrava ali. Não havia mais aqueles móveis tão bonitos e alinhados. Quando cheguei à frente do sobrado encontrei o senhor que me disse que ninguém entrava ali há muito tempo. Nem mesmo o casal dono do lugar. Isso porque tinham perdido lá a sua filha mais nova. A garota foi morta a facadas dentro do casarão por um bandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse dia passei a acreditar em fantasmas e coisas do gênero. Não passo mais por aquela rua - próxima à Praça Chora menino. Aquele senhor me disse que já viu a loirinha numa das janelas e a descreveu como eu também a vi: ela era linda! É uma pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-1561957400182949158?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/1561957400182949158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/garota-da-janela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1561957400182949158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1561957400182949158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/garota-da-janela.html' title='A Garota da Janela'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2326841091703641682</id><published>2011-08-11T18:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T18:12:10.446-07:00</updated><title type='text'>Brincando com os mortos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DcKgNfaRJiU/TkR90yLweRI/AAAAAAAAACE/oP6atdbzFto/s1600/copo_fantasma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-DcKgNfaRJiU/TkR90yLweRI/AAAAAAAAACE/oP6atdbzFto/s320/copo_fantasma.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Este conto assustador é do músico e DJ André Balaio.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana e Eduarda tinham quinze anos e eram amigas desde a infância. Eduarda gostava de passar os finais de semana na casa da amiga em Boa Viagem, onde tomavam banho de piscina, ouviam músicas barulhentas e assistiam a filmes de terror. Os pais de Mariana eram realmente legais e gostavam que a filha única enchesse a casa de amigos. Morava também uma tia solteirona, chamada Leonor. Não raro, os pais e a tia saíam à noite nos sábados e deixavam as meninas fazerem pequenas reuniões com os amigos do colégio onde estudavam. Foi numa dessas noites que tudo aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das amigas, estavam lá Luísa e Marcela. Alguns meninos tinham sido convidados também, mas não tinham dado as caras. Tudo bem, assim elas podiam fofocar a vontade. Viram um filme no vídeo e depois ficaram conversando sobre a vida do povo. Foi aí que Marcela perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês já fizeram a brincadeira do copo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as amigas responderam negativamente, ela explicou que era uma brincadeira que aprendera com uma prima, em que se colocavam as letras do alfabeto num pedaço de cartolina, pegava-se um copo de vidro que nunca tivesse sido usado e após rezar uma ave-maria, um creio em Deus pai e uma salve-rainha se entrava em contato com uma alma penada que estivesse na casa. As amigas ficaram bastante excitadas com a idéia, exceto Eduarda, que confessou ter medo daquele tipo de brincadeira. Como já era cerca de uma da madrugada, ela disse que subiria para o quarto. As meninas fizeram pouco caso da amiga e Mariana foi correndo pegar o material necessário para a brincadeira, inclusive o copo virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após escreverem as letras do alfabeto, as palavras "sim" e "não" e os números de 0 a 9, as amigas rezaram as orações necessárias. Marcela orientou Mariana e Luísa a encostaram os dedos indicadores no copo e em seguida fez a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem mais alguém aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo se moveu: "SIM". E começou aquele estranho diálogo, com as meninas perguntando quem era a pessoa, o que fazia, quando havia morrido, etc. Disse ser Rodolfo, um rapaz de 31 anos, médico, e que havia morrido em acidente automobilístico na Avenida Mascarenhas de Morais cerca de vinte anos antes. As garotas ficaram muito impressionadas. O medo era enorme, mas também a excitação com o inusitado. Elas ainda fizeram mais algumas perguntas, que foram prontamente respondidas. Algumas dúvidas eram sobre o futuro, se todas elas iriam se casar, ter filhos, viajar, etc. Num tom de brincadeira, Mariana perguntou se a tia Leonor ainda iria se casar. Rodolfo respondeu que sim. As meninas começaram a rir, e perguntaram quem seria o noivo. Rodolfo respondeu: "E-U". As expressões foram de um misto de descrédito e escárnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbito, Mariana parou de rir. Lembrou que sua tia Leonor havia falado de um noivo que falecera num acidente de carro, quando já estavam com o casamento marcado. Desconfiada, ela foi ao quarto da tia, e procurou velhas fotos que ela guardava numa gaveta. Lá estava uma foto dela de braço dado com um rapaz, e uma dedicatória: "Para Leonor, com todo o meu amor, Rodolfo, Recife, 12 de outubro de 1980." Mariana pensou em perguntar se o rapaz achava que ainda estava vivo ou se aguardava Leonor morrer para com ela casar no Além, mas achou por bem não continuar com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as meninas tenham ficado impressionadas com o fato de estarem conversando com alguém "conhecido", decidiram continuar a brincadeira. Alguns minutos depois, Rodolfo disse que iria sair dali, mas não sem antes dar um recado: "P-A-R-E-M D-E B-R-I-N-C-A-R C-O-M O-S-E-S-P-I-R-I-T-O-S V-O-C-E-S V-A-O S-E A-R-R-E-P-E-N-D-E-R"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa ficou visivelmente assustada com a ameaça, mas Mariana e Marcela não pareceram muito preocupadas. Decidiram continuar. Rezaram de novo. E mais uma vez a pergunta foi feita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem mais alguém aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tiveram a resposta: "SIM". As amigas iam começar a série de perguntas, mas o copo andou antes disso: "C-A-T-I-T-A S-O-U E-U".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcela arregalou os olhos. Era assim que ela era chamada pelas amigas do colégio, por ser pequena e magrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo moveu-se de novo: "D-U-D-A".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duda ? Que Duda ? Não havia ninguém morto que as meninas conhecessem com este nome. A única pessoa que as amigas conheciam por Duda era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana soltou um grito curto de assombro levando a mão à boca semi-aberta. Subiu correndo as escadas em direção ao quarto em que dormia sua grande amiga Eduarda. Marcela e Luísa se entreolharam com cara de espanto, e ouviram o grito seguido pelo choro da amiga. A menina estava morta na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2326841091703641682?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2326841091703641682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/brincando-com-os-mortos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2326841091703641682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2326841091703641682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/brincando-com-os-mortos.html' title='Brincando com os mortos'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DcKgNfaRJiU/TkR90yLweRI/AAAAAAAAACE/oP6atdbzFto/s72-c/copo_fantasma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4350575996493403736</id><published>2011-08-09T16:50:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T16:52:49.783-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olinda'/><title type='text'>O Sítio da Velha</title><content type='html'>&lt;b&gt;O leitor George Santiago nos fala sobre as fantasmagorias na Marim dos Caetés...&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha Olinda sempre foi fonte de histórias incríveis. Por ser uma cidade antiga, é casa de diversos fantasmas. Uns conhecidos, e outros nem tanto. Os corredores do Mosteiro de São Bento, apesar de sacros, são palco à noite do passeio de muitos fantasmas que não chegam a aparecer, mas fazem muito barulho. Passos, gritos, ecos choros, são sinais comuns da presença das assombrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre esses frequentadores do mosteiro temos um famoso que lá circulou por quase quarenta anos. Na área limítrofe ao monastério, onde hoje é um colégio pertencente também a congregação beneditina, existiam, na primeira metade do século XX, ruas, casas e até sítios. Num destes sítios dizia-se morava uma velha senhora. Com a construção da escola, as ruas, casas e sítios, que existiam foram anexados e se transformaram em salas de aulas. Nessa época começaram a ocorrer aparições desta velha senhora, que já havia morrido. Elas ocorriam numa área específica do colégio onde durante anos nada foi construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do fantasma da velha senhora - que ora aparecia com olhar perdido, ora era vista sacrificando galinhas em uma bacia de porcelana - muitos ouviram choros baixos de crianças. Alguns mais sensíveis chegaram a sentir sangue pingando de buracos do antigo muro que separava a área do mosteiro da área da propriedade da senhora. Uns diziam que era das galinhas. Outros, que era as almas das crianças que a senhora teria sacrificado em rituais de magia negra. Dizem ainda que a velha seria responsável pelo desaparecimento de diversos instrumentos de trabalho (quando se tentava construir alguma coisa no local) e até pela ocorrência de surtos psicóticos que vitimavam alunos, professores e funcionários do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido aos rituais de exorcismo praticados pelos monges, as ocorrências destes malassombros começaram a rarear no fim dos anos 70. E acabaram definitivamente quando toda área foi completamente destruída para a construção do novo colégio que aconteceu em 1989. Até hoje, com algumas variações da história são contadas por velhos funcionários, antigos monges e ex-alunos que freqüentaram as áreas naqueles anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4350575996493403736?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4350575996493403736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/o-sitio-da-velha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4350575996493403736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4350575996493403736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/08/o-sitio-da-velha.html' title='O Sítio da Velha'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3575617846539683856</id><published>2011-07-31T16:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T16:42:44.143-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perna Cabeluda'/><title type='text'>A visita da Perna Cabeluda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-m9qApICFwgY/TjXmStQyTII/AAAAAAAAAB0/FMPvGhnqa9I/s1600/ilustra_5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-m9qApICFwgY/TjXmStQyTII/AAAAAAAAAB0/FMPvGhnqa9I/s320/ilustra_5.jpg" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Você, prezado leitor que tem até trinta anos, não deve lembrar-se dela. No máximo, só ouviu falar. Mas quem é do Recife e tem seus trinta e tantos vai sentir um frio na espinha quando &amp;nbsp;por os olhos neste nome: Perna Cabeluda. Sim, a capital pernambucana foi, por algum tempo, aterrorizada pela macabra criatura. Eram os anos 70 e a tal a assombração pilosa pintava e bordava com os desavisados que passavam pelos becos escuros da cidade. Era o tempo também em Biu do Olho Verde fazia sexo com seu alicate, como dizia Chico Science. &amp;nbsp;Só no Recife mesmo para surgir um boato assim. E teve muita gente que foi testemunha da bizarra aparição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história me foi contada pela própria protagonista, há quase dez anos. Estou falando de Dona Zefa, que durante muitos anos viveu no &amp;nbsp;bairro de Dois Irmãos. Ela diz que esteve com a Perna Cabeluda em pessoa – se é que se pode falar assim. É &amp;nbsp;difícil não acreditar em Dona Zefa, visto que é uma senhora muito sisuda e religiosa. Católica fervorosa, não acreditava em assombrações até passar por aquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, Dona Zefa já era viúva e morava com o filho mais novo – o caçula de nove irmãos - numa casa de porta e janela na rua mais acanhada rua do bairro. No local não havia calçamento e a iluminação era precária: um poste aqui outro acolá com luzes que mais pareciam velas de tão fracas. Dona Zefa até gostava desse cenário. Tinha sido criada no interior e tudo em Dois Irmãos a fazia lembrar sua infância. O único incômodo era a dificuldade de transporte. A parada de ônibus ficava longe e sair do lá significava muito esforço. &amp;nbsp;Naquela tarde de sábado, ela precisava ir ao centro da cidade para comprar tecidos. O fim do ano estava se aproximando e era tempo de fazer roupa nova. Zefa era uma costureira - ganhava alguns trocados prestando serviço à vizinhança, enquanto o filho trabalhava como vigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à história: ela saiu de casa às duas tarde, comprou tudo o queria, mas esperou muito tempo pelo ônibus de volta. Só conseguiu retornar às nove da noite, quando as ruas de Dois Irmãos estavam desertas e silenciosas. Pensou, com uma ponta de temor, que o filho estava de serviço e não havia ninguém para esperá-la. &amp;nbsp;Saltou do ônibus com pressa, pensando em chegar logo à segurança do lar. No caminho escuro, só o barulho dos sapatos sobre as pedrinhas da rua sem calçamento. Dona Zefa começou então a achar que estava sendo seguida, embora não visse ninguém ao seu redor. Quando chegou à porta, estava ofegante, assoprando de tanta carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nervosa, trancou-se dentro da casinha, fechando bem a porta &amp;nbsp;e a janela. E quando pensou que estava segura, ouviu que alguém (ou alguma coisa) estava batendo na &amp;nbsp;porta com força. Ela chegou a perguntar quem era, embora soubesse que não era uma pessoa conhecida pedindo amigavelmente para entrar. Não houve resposta à sua pergunta e Dona Zefa decidiu ficar calada e rezar para “aquilo” desistisse de bater. Só que os golpes foram ficando mais fortes e ela temeu que a frágil porta acabasse no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha, Dona Zefa só podia contar com a proteção dos santos. Tomou então coragem para acabar com aquela bagunça. Pegou um crucifixo que estava pendurado na parede e fez dele um escudo. &amp;nbsp;Foi até à janela, abriu-a &amp;nbsp;com toda a força e gritou a plenos pulmões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sai daqui, coisa do Cão, que essa casa é de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Zefa ficou sem fala quando um viu uma perna pulando sozinha, &amp;nbsp;fugindo em disparada até desaparecer nas trevas. O coração da pobre mulher quase saiu pela boca do susto. Mas pelo menos malassombro tinha ido embora. Naquela noite tomou a decisão de se mudar daquele lugar ermo. Juntado as economias dela e do filho ela conseguiu comprar uma casinha da Cohab, bem longe dali. E mandou logo instalar uma cigarra, para ninguém precisasse mais bater na sua porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3575617846539683856?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3575617846539683856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/pavor-da-perna-cabeluda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3575617846539683856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3575617846539683856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/pavor-da-perna-cabeluda.html' title='A visita da Perna Cabeluda'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-m9qApICFwgY/TjXmStQyTII/AAAAAAAAAB0/FMPvGhnqa9I/s72-c/ilustra_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2050963976473330043</id><published>2011-07-22T18:25:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T18:25:26.165-07:00</updated><title type='text'>Festa na Casa Antiga</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lvoinjyE-cE/TioitIM1WRI/AAAAAAAAABw/JEqhvAq-AxA/s1600/casaraopoco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="123" src="http://3.bp.blogspot.com/-lvoinjyE-cE/TioitIM1WRI/AAAAAAAAABw/JEqhvAq-AxA/s200/casaraopoco.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esta história aconteceu a cerca de 35 anos atrás, no bairro de Apipucos. Um casal convidou muita gente para festejar seu noivado e os amigos do noivo, de nomes Renato, Adão, Miguel, Valdir, Luís e Carlos, resolveram fazer uma brincadeira para tornar as coisas mais "divertidas". A idéia era explorar a fama de mal assombrado que tinha o lugar onde seria realizada a comemoração. A casinha, alugada pelo rapaz que ia casar, era antiga, tipo conjugada, e servia de palco de estranhos acontecimentos: vultos nas janelas, luzes misteriosas, gemidos e baques estrondosos que eram testemunhados pelos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adão planejou aparecer com um lençol para se passar por um fantasma durante a festa. À meia noite, Renato desligaria a força elétrica da casa e, num canto da sala, apareceria o suposto ectoplasma, que depois se revelaria com as luzes novamente acesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo já combinado, o grupo de amigos se dirigiu para a casa, que ficava na ladeira que levava à igrejinha do bairro. No comecinho da noite, com a festa já animada, decidiu-se que a peça iria começar. Um dos amigos foi até o contador, onde ficava a chave da eletricidade e o outro se escondeu com o lençol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente as luzes se apagaram e uma figura de branco passou pela sala causando confusão. Tudo, aparentemente como fora planejado pelo grupo. Gritos, correria, pratos derrubados, até que a luz voltou. Miguel teve um ataque de risos quase impossível de ser contido. Os rapazes, plenamente satisfeitos com o resultado da brincadeira, foram procurar os outros dois. Junto ao contador, estava Renato, sentado no chão, suando frio e tremendo. Perguntaram-lhe o que acontecera e ele disse que, quando se preparava para desligar o contador, a luz apagou-se sozinha, e ele sentiu uma presença estranha junto dele, que o fez passar mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então procuraram Adão, que estava encolhido num canto de um quarto. Ele disse que, quando já estava para vestir o lençol, outra pessoa, também com um lençol, passou por ele rapidamente, tomando-lhe a frente. O problema é que ele sentiu um frio extremo e uma tremedeira que o impediu de fazer sua parte. Ninguém sabe realmente o que aconteceu naquela noite, mas o episódio ficou para sempre na cabeça daqueles que lá estiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2050963976473330043?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2050963976473330043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/festa-na-casa-antiga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2050963976473330043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2050963976473330043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/festa-na-casa-antiga.html' title='Festa na Casa Antiga'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lvoinjyE-cE/TioitIM1WRI/AAAAAAAAABw/JEqhvAq-AxA/s72-c/casaraopoco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4094710330559835280</id><published>2011-07-15T14:57:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T15:12:29.138-07:00</updated><title type='text'>Mistério na Praia Vermelha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uQ4Sjvg4cak/TiC3pA_bjCI/AAAAAAAAABs/WANr_5Rh9ME/s1600/pria_vermelha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-uQ4Sjvg4cak/TiC3pA_bjCI/AAAAAAAAABs/WANr_5Rh9ME/s320/pria_vermelha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre style="white-space: pre-wrap; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O leitor carioca que se assina como Seixas Corretor mandou este relato arrepiante...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou relatar um caso assombroso que aconteceu comigo em dezembro de 1990. Estava de férias no Rio de Janeiro, pois estava morando em outro estado por causa da minha profissão. Aproveitei a estada na residência de minha mãe, no bairro Urca para fazer umas das coisas que mais gosto:pescar. Numa sexta-feira de tempo nublado, saí para tentar pegar alguns peixes na pista Claudio Coutinho, na Praia Vermelha. Dali já tirei muitos peixes de bom tamanho, principalmente à noite, nunca tive medo de nada até o que vou relatar a seguir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chequei quase às cinco horas, antes dos portões fecharem, pois a partir de determinado horário ninguém pode mais entrar e para sair tinhamos que pular um muro alto. A pescaria estava muito boa, já havia apanhado vários sargos, papaterras e espadas. A noite era escura e chuvosa, o que afastou outros pescadores. Achei que estava sozinho naquele lugar quando, de repente, ouvi uns murmurios, e depois vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava para a escudidão e não via ninguém.Senti senti um arrepio percorrer meu corpo quano o som  das vozes aumentou. Logo vi três vultos vindo em minha direção. À medida que se aproximavam, percebi que estavam todos de branco. Era um senhor grisalho, uma senhora com um sorriso estranho e uma garotade uns dez anos. Eu  tomei a iniciativa e falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Só o homem me respondeu. Estranhei: como aquela família poderia ter entrado na área se  já eram onze e meia da noite? Era impossível terem pulado o muro. Meu coração estava disparado, mas mantive a calma. O senhor perguntou se eu sabia que o Bateau Mouche havia naufragado ali em frente e que várias pessoas tentaram nadar para o costão aonde eu pescava e não conseguiram sobreviver por causa do mar violento e do um aclive muito acentuado. Ele falou ainda da agonia e a paz que é morrer no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse interim, notei que a garota sentou à beira do precipício. Achei aquilo perigoso, já que não havia murada no local. O homem disse para eu não me preocupar, pois não havia mais perigo. As duas não falavam nada, só sorriam. Comecei a sentir um medo enorme daquela situação e dos conhecimentos tão minunciosos do senhor em relação ao naufrágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falava coisas como se estivesse naquele fatídico passeio de barco no reveillon de 1988. Pedi licença e rapidamente peguei minhas tralhas. Ele se despediu e sairam andando em direção ao fim da estrada, sumindo na escuridão o mesmo jeito que chegaram. Ainda deu para ouvir a vozes conversando na penumbra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saí daquele lugar quase que correndo, assustado e apavorado com o que vi. Lembrei que eles ficaram sempre distantes de mim uns  cinco ou seis metros na escuridão, não dava para ver completamente suas fisionomias o que tornava mais asustadora a conversa. Quando pulei o muro, me dirigi ao sentinela que estava de plantão e perguntei se havia visto uma família se dirigir à pista. Ele informou que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo me assustou profundamente, pois tenho certeza que não eram pessoas normais, já que até os gestos deles eram bem lentos, aquela senhora e a garota com um sorriso assustador. Como poderia alguém estar passeando com uma chuva fina quase à meia-noite? Por que os tres estavam de branco? E o que iriam fazer lá pro final da pista na escuridão com risco de cair no abismo? Nunca mais pesquei à noite naquele lugar, nem voltei para tirar as dúvidas que me intrigam até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: O acidente com o Bateau Mouche IV aconteceu na saída da Baía de Guanabara, na noite do dia 31 de dezembro, no réveillon de 1988. Ao todo, 55 pessoas morreram no naufrágio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4094710330559835280?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4094710330559835280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/misterio-na-praia-vermelha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4094710330559835280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4094710330559835280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/misterio-na-praia-vermelha.html' title='Mistério na Praia Vermelha'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uQ4Sjvg4cak/TiC3pA_bjCI/AAAAAAAAABs/WANr_5Rh9ME/s72-c/pria_vermelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8097578446525465235</id><published>2011-07-09T06:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-09T06:47:13.151-07:00</updated><title type='text'>O Segredo do Casarão</title><content type='html'>Quando encontrou aquele casarão no bairro da Encruzilhada, no Recife, o jovem empreendedor pensou que tinha sido abençoado pela sorte. Era o imóvel que ele queria para montar uma equipadora de automóveis. A antiga residência de dois andares seria perfeita esse propósito por causa do tamanho amplo dos cômodos e da localização - uma esquina bem movimentada. Melhor ainda era o preço do aluguel: mínimo, para não dizer ridículo, quando se imagina que o local para fins comerciais. Quando o corretor falou qual era o valor, o rapaz conteve o riso para não transparecer que o negócio era mais do que uma pechincha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo foi promover uma reforma no casarão. Era preciso quebrar paredes, ampliar portas, dar lugar a balcões e prateleiras, criar um estacionamento. Contratou os trabalhadores mais dispostos e experientes que encontrou. Contudo, passadas algumas semanas do começo da obra, o patrão percebeu que o serviço pouco progredia. Notou os homens falando pelos cantos, comentando sobre ocorrências inexplicáveis. Diziam que as ferramentas desapareciam misteriosamente, que montes de tijolos caiam sozinhos, que a fiação entrava em curto-circuito sem motivo aparente. Falavam também de uma suposta presença estranha, que os vigiava pelas costa. Um sentimento de opressão que provocava calafrios, explicavam. Por isso, bem antes de cair a noite os trabalhadores saiam rapidinho de lá. Não queriam enfrentar essas esquisitices no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrava para o vigia noturno contratado pelo jovem empreendedor. Tanto que ele não agüentou. Não demorou muito para ele desistir do emprego. Quando foi perguntado sobre o motivo do afastamento, deu uma resposta vaga ao empregador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha dotô, nessa casa tem coisa. Tem barulho de porta batendo em quarto que não tem porta, fala de gente em sala que não tem ninguém. E o senhor sabia que tem hora que faz um frio danado aqui? Como é que pode, numa cidade quente dessa? De madrugada, eu chega fico batendo os dentes. E tem mais uns vultos... disso eu num vou nem falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantado com aquela conversa, o futuro comerciante resolveu tirar tudo a limpo. Será que os moleques da rua estavam atormentando secretamente o vigia? Será que algum vândalo estava prejudicando o serviço dos trabalhadores? Bom, deveria ser razão uma dessas, pois "coisa-de-outro-mundo" não existia, na opinião dele. Com a saída do vigia, ele mesmo - o chefe, o dono negócio - passou a ficar no casarão à noite. Nas primeiras vezes nada percebeu. Todavia, certa vez o jovem se tornou testemunha de situações que desafiavam qualquer explicação racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz ouviu uma voz sussurrante quebrando o silêncio noturno. Vinha de todos os lados e de lugar nenhum. A voz pronunciava palavras incompreensíveis por alguns segundos e depois se calava. Passados alguns instantes, &amp;nbsp;retomava a irritante ladainha. Ouvia também o ruído abafado de batidas nas paredes. Batidas regulares que pareciam ser produzidas de forma consciente, para chamar a atenção. Seria o som de ratos dentro da velha encanação da casa? Apesar de meio forçada, o rapaz ficou com essa teoria, para o bem da sua própria sanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa quase convicção numa causa material para tudo aquilo foi abaixo quando o jovem passou a sentir o frio relatado pelo vigia. Um frio que não era vencido com casaco ou cobertor. Um arrepio que cortava a respiração e gelava até a alma. E pavor foi o que ele sentiu quando viu no canto de um dos cômodos do andar superior um vulto esbranquiçado em forma de mulher. Estava indefeso diante da aparição. Na casa, ainda não havia luz elétrica que pudesse espantar o espectro. E até a lanterna que carregava que o coitado levava caiu de suas mãos com o susto. Após alguns milésimos de segundo de paralisia provocada pela angústia daquela visão, o rapaz se viu correndo e berrando como um louco. Só parou de fugir quando se percebeu bem longe do casarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, sentia-se de ressaca pelo susto da noite anterior. Sentia-se também um otário, um mané que alugou uma casa mal-assombrada! Mas claro que o aluguel estava barato: tinha outro inquilino vivendo no imóvel. O jovem empreendedor logo procurou o corretor com que fechara o negócio. Que história era aquela de oferecer um casarão com fantasma dentro? O corretor suspirou e fez aquela cara de ai meu Deus, ele descobriu. Disse apenas que já tinha ouvido falar sobre uma assombração na casa, mas que não acreditava nesses lances de alma-penada. Informou também que o dono do imóvel morava em outro estado e nunca tinha lhe dito nada sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensativo, o jovem voltou ao casarão. Antes de desistir de montar no local a sua equipadora, decidiu promover uma investigação para ver se havia algum jeito de vencer aquele pesadelo e seguir com o plano original. Bateu à porta da vizinha do lado esquerdo e começou a perguntar. A vizinha era uma senhora que morava no bairro há muito tempo e acreditava saber a verdade sobre a maldição da casa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era uma mulher muito rica e pirangueira que morava ai. O pessoal fala que escondia dinheiro na casa. Morreu sozinha, pois num teve marido, nem filho. Dizem quem ela ainda assombra o lugar para não deixar ninguém achar a fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escutar isso, o rapaz lembrou-se que, logo no começo da obra, os trabalhadores encontrar um pequeno cofre numa das paredes que eles não conseguiram abrir e que terminou sendo vendido para o ferro-velho. Para confirmar essa hipótese - a de um fantasma mesquinho tentando defender suas riquezas - o empreendedor inquiriu também o dono um fiteiro que existia na rua e que, provavelmente, sabia da vida de todo mundo nas imediações. E esse sujeito contou uma história bem diferente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois que a velha morreu, um casal recém-casado foi morar no casarão. Mas logo no primeiro mês a moça caiu de uma escada e quebrou o pescoço. O marido estava no trabalho na hora do acidente. Ao ver a esposa morta, ficou louco e nunca mais voltou para a casa. Dizem que o fantasma da mulher espera até hoje que o cara volte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem entendeu porque tinha encontrado na casa um armário abandonado, cheio de roupas de cama: nas peças estavam bordadas as iniciais do tal casal vítima da tragédia. Então, espera aí...afinal, o fantasma de quem assombrava o casarão? Intrigado e desanimado, o ex-futuro comerciante de equipamentos automotivos tomou a decisão de desistir do empreendimento. Não ter jeito mesmo. Com o dinheiro que sobrou, comprou uma lanchonete bem longe dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E você, amigo leitor, saberia dizer qual das histórias é a mais plausível? O seria mais capaz de prender uma alma-penada à casa antiga: a mesquinharia ou a saudade de um amor perdido? Não perca tempo e dê a sua opinião.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8097578446525465235?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8097578446525465235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/o-segredo-do-casarao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8097578446525465235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8097578446525465235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/o-segredo-do-casarao.html' title='O Segredo do Casarão'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2084978571596626036</id><published>2011-07-09T06:37:00.000-07:00</published><updated>2011-07-09T06:49:08.274-07:00</updated><title type='text'>O Pagamento da Corrida</title><content type='html'>&lt;b&gt;O testemunho a seguir é de um leitor que se assina como Manoel...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0HBN_HkLn40/ThhcIPmSbmI/AAAAAAAAABo/97Pn8RmCrMw/s1600/taximetro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-0HBN_HkLn40/ThhcIPmSbmI/AAAAAAAAABo/97Pn8RmCrMw/s1600/taximetro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Era uma noite de sexta-feira, em novembro de 1986. Na época, eu era taxista no Recife e tinha minha clientela. Essa data me marcou e, até hoje, só de lembrar fico todo arrepiado. Eu estava parado em frente ao cemitério de Santo Amaro. Era mais ou menos 23h30 quando uma moça entrou no carro e me pediu para levá-la até o bairro de Campo Grande. Iniciei viagem até o destino e, durante a corrida, ela não falava nada. Eu, ainda jovem, tentei puxar conversa com a passageira, mas não ouvi nem uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à residência e ela saiu do carro também sem falar nada. Logo entrou na casa &amp;nbsp;e depois não saiu mais. Eu, bem educado, esperei uns trinta minutos para receber meu pagamento. Depois a toquei a campainha e apareceu uma senhora. Ela pediu que eu entrasse &amp;nbsp;e perguntou o que eu queria. Falei sobre a jovem que tinha trazido até o local e sobre o valor da corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe moço, eu moro só aqui, disse a senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, vi que havia na parede da sala um quadro grande com a foto da tal moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veja bem, se não for possível pagar agora, eu volto outro dia...A moça que eu trouxe é esta aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para meu espanto, respondeu que aquela era a filha dela que &amp;nbsp;tinha falecido havia oito anos! &amp;nbsp;Levei na brincadeira, a princípio. Preferi não discutir com aquela pobre senhora e aceitar o prejuízo. Mas a mulher insistiu na história e, para provar, me deu um papel com as indicações de onde estaria enterrada a filha, lá no Santo Amaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fui tirar a prova. E não é que eu encontrei a sepultura? Tinha a foto e o nome da tal moça! Sai muito nervoso e decidi &amp;nbsp;abandonar a profissão de taxista. E até hoje &amp;nbsp;lembro-me como se fosse ontem daquela passageira do Além...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2084978571596626036?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2084978571596626036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/o-pagamento-da-corrida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2084978571596626036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2084978571596626036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/o-pagamento-da-corrida.html' title='O Pagamento da Corrida'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0HBN_HkLn40/ThhcIPmSbmI/AAAAAAAAABo/97Pn8RmCrMw/s72-c/taximetro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-7589777746609814202</id><published>2011-07-09T06:35:00.002-07:00</published><updated>2011-07-09T06:35:22.198-07:00</updated><title type='text'>Batidas na Porta</title><content type='html'>&lt;b&gt;O caso a seguir me foi enviado por um leitor anônimo. E fala do medo que um encontro com o sobrenatural pode provocar...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha oito anos de idade e estava impressionado com a morte de um compadre do meu pai. Nos vimos apenas uma vez, em um Domingo ensolarado de verão do ano de 1982. Ele e meu pai trabalhavam na mesma fábrica. Além do emprego, mantinha também um bar, no qual paramos nesse Domingo e bebemos refrigerantes. Era ótima pessoa e querido por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois desse agradável fim de semana, recebemos a triste notícia de que Antenor, o bom amigo, morrera atropelado numa rua calma, quase sem trânsito. Uma mulher estava aprendendo a dirigir. Engatou a ré por engano e acelerou exageradamente o carro no momento em que Antenor estava atravessando a pista pela traseira do veículo.Minha família ficou abaladíssima com o choque e evitamos falar no assunto devido a meus pais serem extremamente supersticiosos. Cerca de dois dias após recebermos essa péssima notícia, ouvimos batidas insistentes na porta dos fundos. Meu pai abriu e imaginou tratar-se de alguma brincadeira de criança, pois não havia ninguém. Voltamos a assistir televisão, reunidos na sala de estar e as batidas se repetiram mais duas vezes. Meu pai ficou irritado, especulando se meus amigos tinham perdido o respeito e estavam torrando nossa paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma sessão de batidas na porta e meu pai levantou furioso para atender e dar uma lição nos moleques travessos. Para nossa surpresa, era a vizinha quem estava chamando. Tínhamos um gato ótimo caçador de ratos e bem esperto que entrou disparado para dentro de casa com os olhos esbugalhados e atacou a todos os que tentaram removê-lo do esconderijo que conseguiu atrás da geladeira, de onde só saiu na manhã seguinte.A vizinha se desculpou pela intromissão e explicou que o filho dela estava aterrorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo era meu amigo de brincadeiras e estava pasmado com o que vira. Descreveu um homem batendo insistentemente em nossa porta. Tinha cabelos pretos e curtos, barba espessa, vestia camisa listrada e bermuda jeans. Bateu três vezes em nossa porta e nos intervalos sentava no passeio como se estivesse desesperado por ajuda. Ele mostrou o homem à mãe que disse não estar vendo nada além do nosso gato ouriçando os pêlos e grunhindo para o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos meus pais, meu irmão e minha irmã que ressonaram profundamente, não dormi nessa noite ouvindo, aterrorizado, passos pesados pela casa. Meu pai não quis prosseguir com as conclusões, mas todos sabíamos que o homem visto pelo nosso vizinho correspondia exatamente à descrição de Antenor. Passei uma noite inteira alarmado. Não chamei meus pais por temê-los ainda mais que qualquer fenômeno sobrenatural. Eram pessoas duras, meu pai foi criado à moda antiga e sempre dizia que filhos homens tinham que ser muito machos. Entre encarar o fantasma ou o cinturão de couro paterno, escolhi o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois, vi meu pai conversando com outro amigo da fábrica, Arnoldo, que declarou ter também ouvido batidas insistentes na porta do seu quarto e passos pela casa. Era conhecido pelo destemor que tinha em relação ao sobrenatural, e disse ter se livrado do incômodo, abrindo a porta e gritando para o espírito que ele não pertencia mais a esse mundo. O melhor era aceitar ajuda de quem estava oferecendo e descansar em paz. Levou dois dias nesse processo, nos ajudando involuntariamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-7589777746609814202?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/7589777746609814202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/batidas-na-porta_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7589777746609814202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7589777746609814202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/batidas-na-porta_09.html' title='Batidas na Porta'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5776619826474667436</id><published>2011-07-04T17:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T17:51:13.676-07:00</updated><title type='text'>O Gemido das Bananeiras</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Este causo foi contato por Susi Barros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ler alguns relatos contidos neste site, pensei em compartilhar a história várias vezes contada pelo meu pai, ocorrida, segundo ele, no Recife, no bairro da Várzea, em meados de 1950. Na época, havia uma vila próxima às terras da família Brennand, afastada da Várzea, o que gerava um pouco de dificuldade no transporte até o centro do Recife e outras localidades. Era necessário passar por um caminho um tanto deserto, margeado por plantações frutíferas, principalmente por bananeiras. Pois eis que neste referido percurso, por volta do anoitecer, os transeuntes eram acometidos de verdadeiro pavor ao atravessá-lo, devido a sons assustadores de gemidos, ora femininos, ora infantis, advindos das proximidades das bananeiras. Desta forma, os moradores do vilarejo evitavam ao máximo passar no local após o anoitecer e, se o fizessem, esperavam uns pelos outros a fim de formar grupos, que sempre se desfaziam ao som dos temíveis gemidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num pequeno bar, sempre se discutiam as possíveis origens dos sons, não se chegando a uma conclusão, devido à falta de provas. Pois que, numa das tantas noites de prosa e bebedeira no bar, um dos homens, entusiasmado e encorajado por efeito do álcool, propôs a desfazer o mistério, se armando com um facão e indo em direção às bananeiras. Nenhum dos outros quis acompanhá-lo, de forma que ele foi só. Lá chegando, ouviu nitidamente os sons e se orientou pelos ventos a fim de encontrar a origem dos mesmos. Então, cheio de temor, na escuridão, mas com a curiosidade mais aguçada que nunca, se aproximou das bananeiras e viu que o ruído era originado pela fricção das folhas da bananeira umas nas outras, resultando no ruído tão característico e horripilante. Logo, cortou a folha maior, a que mais ruído fazia, e se dirigiu vitorioso ao bar repleto de moradores da vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, foi recebido como herói, passando a noite inteira a narrar o heróico feito de desvendar o mistério que a todos afligia e, em última ação, pôs a folha da bananeira numa mesa, puxou o facão e cortou-a em vários pedaços, dizendo alto que, a partir daquela data, ela não assustaria a mais ninguém. Depois de passada a excitação da noite, dirigiu-se à sua casa, banhou-se, vestiu um pijama e, na penumbra, deitou-se em sua cama. Qual não foi seu susto ao ver, envolto em lençóis, um braço humano, ensangüentado e cortado em pedaços, tal qual a folha da bananeira havia sido por ele cortada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se diz é que o homem, enlouquecido, foi para o Hospital Psiquiátrico da Tamarineira e que era vivo até bem pouco, repetindo a todos sua desventura e enlouquecido na sua fobia por bananeiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5776619826474667436?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5776619826474667436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/o-gemido-das-bananeiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5776619826474667436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5776619826474667436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/o-gemido-das-bananeiras.html' title='O Gemido das Bananeiras'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3818485956293528459</id><published>2011-07-04T17:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T17:54:36.754-07:00</updated><title type='text'>A Loira do Elevador</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;O leitor Ricardo Barbosa me envia esta história horripilante...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Durante cinco anos, trabalhei em hotéis na Praia de Boa Viagem, no Recife. Neste período, fui escalado para diversos horários e conheci vários profissionais que, devido à grande rotatividade do segmento hoteleiro, já haviam sido contratados por outros tantos hotéis na mesma área.Todos falavam de um determinado hotel na beira-mar que era assombrado pela "Loira do Elevador".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;O nome do hotel eu não vou revelar para não prejudicar ninguém. Falavam que, no turno da noite, todos evitavam pegar o elevador entre o primeiro e segundo andar, pois uma mulher loira, muito bonita, alta, de olhos claros e com um perfume muito bom, costumava aparecer para os menos avisados. Dizem que se tratava de uma aeromoça muito bonita que sempre freqüentava o hotel e que, estranhamente, tinha medo dos andares mais altos. Sendo assim, sempre solicitava quatros nos pavimentos mais baixos. Essa moça faleceu de forma repentina, em sua cidade natal. Mas, como gostava muito do Recife, voltou para freqüentar o hotel de sua preferência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Dentre os relatos mais conhecidos sobre o fantasma, um se destaca: contava-se que um mensageiro novato, que não conhecia a história da loira, foi solicitado pela recepção para acompanhar um hóspede até o segundo andar, por volta das duas e meia da manhã. Ao pegar o elevador de volta para o térreo, antes mesmo da porta se abrir ele já sentiu um perfume feminino muito bom. Quando a porta abriu, viu a bela mulher em sua frente. Ele entrou e desejou um bom dia. Ela respondeu que ainda era noite, e quando se virou para falar com o rapaz, ele viu que o outro lado do rosto dela estava seco, como o de uma caveira...com a carne ressecada, uma face horrenda... Ele só teve tempo de gritar antes de desmaiar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;Quando a porta do elevador se abriu no térreo, todos correram para ver do que se tratava, e lá estava o pobre mensageiro desmaiado no chão do elevador.Esse fato é bem conhecido pelos motoristas de táxi antigos da orla de Boa Viagem, bem como pelos recepcionistas, mensageiros e garçons que trabalharam nesse hotel, que ainda funciona. E, quem sabe, que ainda é a casa da "Loira do Elevador".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3818485956293528459?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3818485956293528459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/loira-do-elevador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3818485956293528459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3818485956293528459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/07/loira-do-elevador.html' title='A Loira do Elevador'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-7432336202841025807</id><published>2011-06-20T16:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:22:25.829-07:00</updated><title type='text'>A Bela da Tarde</title><content type='html'>&lt;div style="font-weight: bold;"&gt;A história é muito bem contada. Foi enviada por Sergio Paulo de Mello Feitosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80, André era um homem que procurava insistentemente causar boa impressão, particularmente para o sexo oposto. Tinha boa altura, boa figura e uma conversa que acreditava ser muito interessante. Funcionário público municipal, na função de motorista, acrescentava à renda nas suas folgas, o trabalho de taxista. Solteiro, filho único, seus gastos eram quase exclusivos para o seu prazer e na manutenção do carro que era seu orgulho. Naquele mês, mais precisamente final de mês, seguia a rotina de ir descontar um cheque-salário no banco, pois ainda não havia os benefícios da informatização: eram só longas filas e a elevação dos ânimos nas agências lotadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os bolsos com dinheiro, logo após sacar, André se viu na incômoda situação de sair à rua, situação certamente temerária. Mas o carro estava em casa. O jeito era seguir a rota dos meros mortais: pegar um ônibus e ir rápido para o lar, guardar o dinheiro, dando um pouco aos pais e obviamente ir gastando segundo suas necessidades. Chegou ao ponto. Avenida Norte, quase em seu início. Era verão, o sol estava a pino - passava um pouco da uma hora da tarde e resignadamente ele encostou-se na parede para esperar melhor "o chifrudo", o "ônibus elétrico". E foi ali, que a poucos metros dele, percebeu uma mulher que lhe chamou atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vestido vermelho, curto - mas não exagerado - alças finas, uma mulher vistosa. Cabelos louros escorridos passando um pouco dos ombros, pele clara e curvas acentuadas que se percebiam pelo vestido justo (mas não colado), belas pernas... Era de fazer torcer o pescoço da quase absoluta maioria dos homens, caso passasse numa calçada, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... caso interessante... estava só. E mais interessante ainda: no momento em que ele a divisou, ela imediatamente olhou para trás e o fitou. Com a olhada que ela deu, André animou-se, até porque seu gesto foi acompanhado por um sorriso que acentuou ainda mais a beleza daquela Vênus loira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma situação que constantemente vivia buscando e não pensou duas vezes. Em poucas frases, aproximou-se e perguntou qual o destino daquela misteriosa. A resposta foi ainda mais sedutora: "estou sem rumo". Pensando rápido e vendo a possibilidade daquele dia terminar no mais perfeito prazer, perguntou se poderia acompanhá-la, leva-la para algum lugar. A resposta fez seu coração chegar à boca: "onde você quiser me levar".&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou tão atordoado que quase esquece do dinheiro que aos maços estava no bolso. Talvez ela fosse uma isca de ladrões e impulsivamente, pensando na segurança e na possibilidade de ficar mais perto daquela mulher maravilhosa, parou o primeiro táxi que passou. Deixaria uma parte do dinheiro em casa e depois... ah, depois, certamente o céu se concretizaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram, André deu o itinerário e táxi o partiu. Sentado no banco de trás do carro, não teve a menor cerimônia em colocar o braço por trás de sua acompanhante para tê-la mais próxima, mesmo sem nem saber seu nome. A viagem foi um paraíso, pois em momento algum ela esboçou qualquer reação de que estivesse se desagradando ou importunada. Ali juntos, como se fossem profundamente comprometidos, ele olhou em seus olhos e beijou-a.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_bOqiP7ewg8/Tf_WAmcHPnI/AAAAAAAAABk/aTRC-4BzQcg/s1600/espectro_estudante.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-_bOqiP7ewg8/Tf_WAmcHPnI/AAAAAAAAABk/aTRC-4BzQcg/s320/espectro_estudante.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Mas algo intrigante lhe veio à mente... a pele de seus lábios era gelada e pensando melhor, lembrou que ao tocar-lhe no momento do abraço, seu corpo era igualmente frio - em vários momentos, ela aninhou-se em seu peito e o frio foi bem percebido. Mas isso no momento foi apenas um lampejo. Um detalhe. Detalhe que o marcaria depois. O mais importante é que o beijo levou-o às nuvens, mesmo ao lado daquele ser de temperatura quase glacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao destino, um alto em Casa Amarela. André desceu rápido do carro para não perder tempo e o motorista num gesto mecânico, continuou segurando o banco do carro - era um fusca - para a moça descer. Gesto vão. Ninguém desceu do carro além de André. Ninguém saiu, a não ser ele. Estupefatos, viram que nos segundos que durou entre a parada e o ato de pagar, a bela loura tinha se volatilizado quase diante dos olhos dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista, embasbacado e histérico, pulou do seu banco e gritava para quem quisesse ouvir: "cadê a moça?", "cadê a moça?". André sentou-se na calçada de casa e não sabia se chorava ou saía correndo. Colocou as mãos na cabeça e uma indescritível vontade de chorar o invadiu. Mas nem um ato ou outro, dos desconcertados homens trouxe de volta aquela bela mulher loura desaparecida em plena luz do dia de verão, à quase duas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André? Bem... a situação até fez que surgisse uma amizade entre ele e o taxista. Bebem quase sempre que podem aos fins de semana juntos. Sua rotina sedutora sofreu uma drástica redução. Tornou-se bem comedido nas investidas e algo se incorporou à sua maneira de ser. Sempre que conhece alguém que lhe interesse, impulsivamente dá um jeito de sentir a pele, seja dos braços ou das mãos. É um gesto de carinho e a maioria delas certamente aprova. Para ele, é um teste contra a frieza cadavérica, a qual não pretende nunca mais experimentar enquanto viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome "André" é fictício; um recurso para manter o anonimato do protagonista desta história assombrada, que, salvo alguns detalhes de composição, é absolutamente verídica. &lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-7432336202841025807?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/7432336202841025807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/bela-da-tarde.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7432336202841025807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/7432336202841025807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/bela-da-tarde.html' title='A Bela da Tarde'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_bOqiP7ewg8/Tf_WAmcHPnI/AAAAAAAAABk/aTRC-4BzQcg/s72-c/espectro_estudante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4338708568775384060</id><published>2011-06-20T16:14:00.001-07:00</published><updated>2011-06-20T16:14:59.418-07:00</updated><title type='text'>Batidas na Porta</title><content type='html'>&lt;b&gt;O caso a seguir me foi enviado por um leitor anônimo. E fala do medo que um encontro com o sobrenatural pode provocar...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha oito anos de idade e estava impressionado com a morte de um compadre do meu pai. Nos vimos apenas uma vez, em um Domingo ensolarado de verão do ano de 1982. Ele e meu pai trabalhavam na mesma fábrica. Além do emprego, mantinha também um bar, no qual paramos nesse Domingo e bebemos refrigerantes. Era ótima pessoa e querido por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois desse agradável fim de semana, recebemos a triste notícia de que Antenor, o bom amigo, morrera atropelado numa rua calma, quase sem trânsito. Uma mulher estava aprendendo a dirigir. Engatou a ré por engano e acelerou exageradamente o carro no momento em que Antenor estava atravessando a pista pela traseira do veículo.Minha família ficou abaladíssima com o choque e evitamos falar no assunto devido a meus pais serem extremamente supersticiosos. Cerca de dois dias após recebermos essa péssima notícia, ouvimos batidas insistentes na porta dos fundos. Meu pai abriu e imaginou tratar-se de alguma brincadeira de criança, pois não havia ninguém. Voltamos a assistir televisão, reunidos na sala de estar e as batidas se repetiram mais duas vezes. Meu pai ficou irritado, especulando se meus amigos tinham perdido o respeito e estavam torrando nossa paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma sessão de batidas na porta e meu pai levantou furioso para atender e dar uma lição nos moleques travessos. Para nossa surpresa, era a vizinha quem estava chamando. Tínhamos um gato ótimo caçador de ratos e bem esperto que entrou disparado para dentro de casa com os olhos esbugalhados e atacou a todos os que tentaram removê-lo do esconderijo que conseguiu atrás da geladeira, de onde só saiu na manhã seguinte.A vizinha se desculpou pela intromissão e explicou que o filho dela estava aterrorizado.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo era meu amigo de brincadeiras e estava pasmado com o que vira. Descreveu um homem batendo insistentemente em nossa porta. Tinha cabelos pretos e curtos, barba espessa, vestia camisa listrada e bermuda jeans. Bateu três vezes em nossa porta e nos intervalos sentava no passeio como se estivesse desesperado por ajuda. Ele mostrou o homem à mãe que disse não estar vendo nada além do nosso gato ouriçando os pêlos e grunhindo para o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos meus pais, meu irmão e minha irmã que ressonaram profundamente, não dormi nessa noite ouvindo, aterrorizado, passos pesados pela casa. Meu pai não quis prosseguir com as conclusões, mas todos sabíamos que o homem visto pelo nosso vizinho correspondia exatamente à descrição de Antenor. Passei uma noite inteira alarmado. Não chamei meus pais por temê-los ainda mais que qualquer fenômeno sobrenatural. Eram pessoas duras, meu pai foi criado à moda antiga e sempre dizia que filhos homens tinham que ser muito machos. Entre encarar o fantasma ou o cinturão de couro paterno, escolhi o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois, vi meu pai conversando com outro amigo da fábrica, Arnoldo, que declarou ter também ouvido batidas insistentes na porta do seu quarto e passos pela casa. Era conhecido pelo destemor que tinha em relação ao sobrenatural, e disse ter se livrado do incômodo, abrindo a porta e gritando para o espírito que ele não pertencia mais a esse mundo. O melhor era aceitar ajuda de quem estava oferecendo e descansar em paz. Levou dois dias nesse processo, nos ajudando involuntariamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4338708568775384060?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4338708568775384060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/batidas-na-porta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4338708568775384060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4338708568775384060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/batidas-na-porta.html' title='Batidas na Porta'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3165457304397431707</id><published>2011-06-20T16:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:12:27.929-07:00</updated><title type='text'>Horror em São Vicente Férrer</title><content type='html'>O município está localizado a 116 quilômetros do Recife e é conhecido por ser um dos &amp;nbsp;maiores produtores de bananas de Pernambuco. Bastam esses dados para se concluir que São Vicente Férrer é uma cidade pacata, de gente trabalhadora e tranqüila, como uma típica comunidade do interior. Mas a rotina de paz dos moradores de lá foi quebrada em abril de 2008 por acontecimentos macabros que têm deixado grande parte dos seus 16.004 habitantes apavorados. É que animais domésticos estavam sendo mortos por uma criatura misteriosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, razão do massacre dos bichos é totalmente desconhecida. Bodes, porcos gansos e até um jumento tiveram as vidas ceifadas por golpes que lhes rasgaram as carnes. Só numa propriedade, vinte e sete carneiros que estava num mesmo curral foram trucidados durante a madrugada. Nas carcaças estavam &amp;nbsp;marcas profundas de dentes e garras - evidências que levam a pensar que um animal de grande porte teria sido o responsável pelos ataques. Mas predadores caçam para comer e os animais em questão não foram devorados: foram apenas estraçalhadas, como vítimas indefesas de uma fúria assassina.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os donos dos bichos guardaram os ossos dos animais mortos - sinais incontestáveis de que algo terrível vinha mesmo ocorrendo em São Vicente Férrer. Há que diga que cachorros selvagens seriam os culpados pela matança. Há quem fale até na possibilidade de um leão estar rondado a área. Contudo, cães e felinos não se assemelham com às descrições feitas pelas testemunhas que teriam visto a criatura, que teria pêlos vermelhos, não passaria de pouco mais de um metro de altura, andaria sobre duas patas e ostentaria longas garras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura lembra em muitos aspectos o famoso "chupa-cabra", criatura bizarra que vem provocando estragos em rebanhos de outros lugares do Brasil e também outros países da América Latina. Existe quem garanta que esse tal ser teria origem extraterreste - seria fruto de experiências genéticas realizadas por alienígenas. Todavia, o monstro visto em São Vicente Férrer poderia se parecer com um personagem bem conhecido do imaginário popular tradicional: o lobisomem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esclarecer o enigma, a polícia já caiu em campo. Segundo o delegado da cidade na época, Pedro Santana, foram feitas visitas aos locais onde ocorreram os ataques e amostras do que restou dos bichos mortos foram colhidas por técnicos da secretária municipal de Saúde. O material foi analisado por especialistas da Universidade Federal de Pernambuco, mas os exames nada revelaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, os ataques pararam. Mas os moradores de São Vicente Férrer &amp;nbsp;nunca se esqueceram. Ainda se trancam em suas casas, quando cai a escuridão. Temem que o monstrengo volte e faça de um ser humano o seu próximo alvo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3165457304397431707?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3165457304397431707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/horror-em-sao-vicente-ferrer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3165457304397431707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3165457304397431707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/horror-em-sao-vicente-ferrer.html' title='Horror em São Vicente Férrer'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-2947763149573928969</id><published>2011-06-20T16:06:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:14:01.938-07:00</updated><title type='text'>A Sombra do Degolado</title><content type='html'>&lt;b&gt;O &amp;nbsp;relato &amp;nbsp;foi enviado por Raphael D. Brito. Ele garante que é tudo verdade. Leiam, sem pressa, até o fim - a história foi escrita de maneira primorosa...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás eu e minha esposa morávamos na Rua do Crespo, numa pequena e antiga casa que conseguimos alugar por módico preço quando eu ainda era estudante de Direito. Após a morte de minha mãe, papai perdera o gosto pelo comércio atacadista e definhava de saudade a olhos vistos. Meu irmão mais velho procurava com dificuldade levar a firma adiante e ao mesmo tempo arcava com parte das custas de meus estudos. Pela manhã eu freqüentava a Faculdade de Direito no Mosteiro de São Bento, onde ficava estudando até o final da tarde, quando ia trabalhar como redator no Diário de Pernambuco. A vida não era fácil, mas passado o luto familiar a levamos de forma simples e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhava apenas o fato de pela manhã, por vezes ao raiar de um belo dia de sol, a casa em que morávamos apresentar ainda um aspecto sombrio e pesado, triste mas inofensivo. Perguntei a minha esposa se ela também notava isso, coisa que ela negou de forma um tanto reticente. Quando insisti disse ela que eu “cismava”. Assim, esqueci o assunto.Depois nossa sorte melhorou. Formei-me. Meu irmão firmou pé e fez nome na praça comercial do Recife, seguindo a senda paterna. Quando minha clientela começou a crescer pude comprar uma bela casa na mesma rua, então já renomeada Primeiro de Março em homenagem à grande vitória pátria. Casa arejada e alta, mais nova e principalmente sem a tristeza que parecia rondar nossa residência anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, num sossegado café da manhã de domingo, comentei com minha esposa como as duas casas diferiam nesse aspecto que ela parecia ter ignorado todo esse tempo. Ela assentiu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora posso contar-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas de que se trata afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim que para lá fomos, nas noites em que dormitando no quarto te esperava voltar do jornal e mesmo quando já ressonavas eu ouvia roucos lamentos vindos da sala, aparentemente próximos da janela. E também o som estranho de algo que parecia arrastar-se e tombar. Isso se repetia diversas noites, depois cessava e retornava mais tarde. Era curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Curioso? Que dizes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digo que desde que cheguei ao Brasil ainda não tinha visto ou ouvido tal coisa. Lembra muito minha terra e minha infância. Ouve: uma noite em que já dormias e escutei os ruídos resolvi ver do que se tratava. Tomei coragem e fui à sala. Ali, andando devagar junto à janela estava o vulto de um homem envolto em uma grande capa, que descia até os pés. Caído sobre a face um feltro certamente flamengo. Puxava ou arrastava pelo chão um florete, ou algo assim, que logo deixou cair como se estivesse muito cansado para segurá-lo. Vi então que jogava a cabeça para trás, de forma que seus olhos– ou o que adivinhava ser seus olhos – &amp;nbsp;pudessem ver-me melhor. Nesse momento o fascínio da visão transformou-se em medo real e voltei rapidamente ao quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me apavorava ante esse conto. Falei com um fino de voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;– Estás a brincar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas de forma alguma! Algumas noites depois os lamentos e murmúrios voltaram a surgir na sala. Fui ver e lá estava ele, na mesma posição, meio apoiado na fina espada. Desta vez, quando o rosto foi se revelando sob o chapelão encarei uma face pálida com bigodes longos e uma expressão muito triste. Sobre a gola da capa pude entrever empoeirados cabelos louros. Como a dobra da capa se abriu, vi que com a outra mão ele apertava o pescoço - parecia sufocar. Eu estava no canto oposto da sala. Ele foi lentamente se aproximando e disse, quase sem voz, suplicante: "Waser, bitte,&amp;nbsp;Waser..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, foi levantando o queixo e deixou cair a mão, ao mesmo tempo que foi ao chão de joelhos, produzindo o som que eu já ouvira antes. Aterrorizada, pude ver então que sua garganta estava cortada de lado a lado e um sangue enegrecido borbotava sobre rotas rendas que lhe ornavam a camisa. O pavor petrificou-me enquanto eu assistia avançar em minha direção o infeliz, implorando pela água que seu assassino ou contendor lhe havia negado na hora da morte, séculos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura, eu já não falava mais nada, ouvia fascinado a terrível história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha a impressão que o sangue vertido espalhava-se pelo chão, tudo maculando. O degolado aproximava-se rastejando, rangendo os dentes amarelados – Waser, bitte! Quando o espectro estava a meio metro de mim caiu de bruços ao chão e prontamente desvaneceu-se no ar. O desfecho abrupto despertou-me da paralisia. Corri para o quarto, enfiei-me sob os lençóis e fiquei a noite toda acordada, tremendo a teu lado. Mas sei o que fazer nesses casos. No anoitecer do dia seguinte desenhei algumas figuras e tracei antigas palavras em pano, que queimei com certas ervas e enterrei no quintal em frente à janela onde tinha visto o embuçado, enquanto cantava as orações de meus avós. Desde então o degolado não mais retornou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engoli em seco – estava estupefato. Mas como você conseguiu suportar isso todo esse tempo? Só porque espectros são tradição reverenciada nas terras de onde vieste? Por que não me contaste nada? Por que não me disseste o que acontecia na casa em que morávamos? A isso, Shelley – minha querida inglesinha, ruiva e sardenta – riu a bom rir e disse:&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se te contasse, da forma como és medroso, ias querer fugir dali, jamais acabarias teu curso e iríamos morar à beira do Capibaribe – ou pior: com teu irmão.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shelley tem sempre razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-2947763149573928969?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/2947763149573928969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/sombra-do-degolado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2947763149573928969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/2947763149573928969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/sombra-do-degolado.html' title='A Sombra do Degolado'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-4600679743236024570</id><published>2011-06-20T16:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:04:13.356-07:00</updated><title type='text'>Depois do Enterro</title><content type='html'>Chama-se Norberto o coveiro que me relatou este curioso episódio. O nome da cidade do interior onde tudo aconteceu, ele me pediu para não revelar. Mas posso adiantar que é um município pequeno da Zona da Mata de Pernambuco, cercado por vastos tapetes verdes de cana-de-açucar. Em 1975, meu informante ainda era aprendiz no ofício funerário. E, como todo aprendiz, foi incumbido pelo “coveiro-mor” das tarefas menos nobre. Nunca participava do sepultamento de morto rico, quando surgiam gordas gorjetas. Estava sempre ocupado com a conservação da necrópole e vez por outra é que enterrava algum indigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde quente de dezembro, tiraram Norberto de um cochilo sob a proteção de um frondoso jambeiro para um desses trabalhos maçante. Num bilhete escrito a mão, o prefeito solicitava tratamento adequado para o corpo daquela pobre senhora levado por funcionários da municipalidade – eleitores fiéis eram sempre recompensados de alguma forma, sabia o coveiro. Enquanto abria a cova, ouviu de um dos barnabés a história da finada. Dona Deda morava num das tantas casinhas da periferia. Negra miúda de aspecto centenário, não era de muitas palavras, mas tinha o respeito da comunidade. Vivia sozinha há décadas, não tinha parentes e não sabia precisar a idade. “Minha mãe se criou na senzala do engenho”, repetia ela aos curiosos. Ficava horas a fio pitando um velho cachimbo, sentada num banquinho e fitando o horizonte com um olhar meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia os vizinhos sentiram a falta de Dona Deda na sua pose habitual. De dentro da casinha trancada, ela não respondeu aos gritos e palmas. Um vizinho mais afoito arrombou a porta frágil e encontrou a velhinha deitada na cama. Estava quieta, serena, sem respiração. Um descanso merecido, todos concordaram. Morrera durante o sono, um final digno para os justos. Alguém mais solidário foi pedir ao prefeito um enterro decente, mas ninguém quis acompanhá-la na derradeira despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Velha valente”, pensou o coveiro. “Penou só até na hora da morte”. Por causa do enterro de Dona Deda, Norberto teve que ficar até mais tarde no cemitério. Já era noite quando acabou todo o serviço de limpeza do lugar. Lembrou o longo caminho de volta para casa. E, com a ajuda de um velho cobertor, aconchegou-se ao lado do jambeiro amigo. Lá para as tantas, o coveiro foi acordado por um gemido distante, abafado. Mesmo arrepiado de medo, acompanhado de uma vela juntou forças para procurar a origem do ruído.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pernas tremiam ao caminhar entre os túmulos e o barulho estava ficando cada vez mais perto. Apurou a audição e constatou que o lamento vinha do lote da nova moradora. Pensou em correr, mas falou mais alto o profissionalismo: coveiro frouxo morre de fome. Repetindo velhas orações, cavou com rapidez. Depois da primeira camada de terra, viu surgir uma mão suplicante. Com o berro de horror travado na garganta, puxou para fora da cova a velha que parecia tão viva quanto ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Dona Deda foi logo tirando os chumaços de algodão do nariz e resmungando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vôte! Que agonia desse povo. É um vexame pra fazer as coisas! Num tá vendo que não chegou a minha hora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu arrastando os pés até desaparecer na escuridão.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia da ressurreição foi levada pelo vento e corria a boca pequena em cada esquina da cidadezinha. Norberto nem teve tempo de contar a ninguém, pois todos foram ver Dona Deda pintando cachimbo sentada no banquinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-4600679743236024570?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/4600679743236024570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/depois-do-enterro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4600679743236024570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/4600679743236024570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/depois-do-enterro.html' title='Depois do Enterro'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5007057763365824560</id><published>2011-06-20T16:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T16:24:26.616-07:00</updated><title type='text'>Angústia à Beira Mar</title><content type='html'>- Que fantasma, o quê?!?! Essa bobagem não existe! Como é vocês perdem tempo como essas histórias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Mkrjg0JUvDU/Tf_RbMGzxcI/AAAAAAAAABg/2O7qKGqlulQ/s1600/beira_mar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-Mkrjg0JUvDU/Tf_RbMGzxcI/AAAAAAAAABg/2O7qKGqlulQ/s320/beira_mar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Carlos era um sujeito cético que sempre soltava frases assim quando alguém falava de temas sobranaturais em sua frente. A reclamação acima, em particular, ele proferiu durante a noite na casa de praia onde passava uma semana de férias na companhia de colegas da faculdade. Acabado o repetório de piadas, a turma resolveu fazer uma rodada de causos de assombração - cada um ia contar a seu, como ficou combinado. Carlos, é claro, ficou de fora da brincadeira. Deixou os amigos, e a namorada, e foi caminhar na praia, sob a luz da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia em questão, aliás, fica no Litoral Sul de Pernambuco e é uma das mais desejadas pelos surfistas. Pricipalmente por causa das ondas enormes que vêm do mar aberto e arrebentam na areia sem encontrar a resistência de arrecifes. E também por ser um paraíso de difícil acesso, o que desecoraja a visita dos chamados "farofeiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nessa praia freqüentada por poucos privilegiados que Carlos fazia seu passeio noturno. Vinha de pés descalços, sentido a areia da úmida. O rosto era tocado por uma brisa morna que soprava do mar e fazia roçar, unas nas outras, as folhas das palmeiras. No céu sem nuvens, a Lua ofuscava com seu brilho branco quase toda a luminosidade das estrelas. Só a estrela Dálva ainda conseguia se impor no firmamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava um pouco da meia-noite e já fazia mas de vinte minutos que Carlos tinha a deixado a casa onde estava hospedado. Por pouco segundos, ele fechou os olhos para deixar que os outros sentidos captassem a tranqülidade daquele instante. Quando tornou a abri-los sentiu um inesperado calafrio percorer a sua espinha. De repente, o brisa morna foi substituida por um sopro gelado e sons ao seu redor quase cessaram. Nada do gemer das folhas dos coqueiros; nada do bater compassado das ondas: o mar, naquele instante, pareceu mais um plácido lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos retomou a caminhada e notou um vulto se aproximana. Na penumbra, a figura de um homem se distinguia. Era alto e usava camiseta e bernudas escuras. Andava a passos lentos, com se sofresse de uma grande dor. Carlos ficou espantado com aquela situação - o sujeito parecia ter vindo do nada! - e pensou em desviar o caminho. Mas seria uma atitude sem sentido, o cara estava vindo da direção para onde ele precisava seguir para retornar à casa. Portando, prosseguiu com passos firmes para apressar o encontro invenitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem mistériso também apertou a marcha. Parecia também querer chegar mais perto. A menos de um metro, ele fez um movimento brusco: segurou Carlos pelos ombros, o sacudiu com força e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me ajuda, cara! Tô perdido! como é que saio dessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos ficou paralisado de pavor ao ver o rosto do sujeito: amarelado, todo inchado e com olhos esbraquiçados que não tinham íris! O rapaz tentou gritar, mas fatou-lhe a voz. As mãos frias do homem o seguravam com firmeza, mas ele conseguiu se desvencilhar e saiu correndo. Metros a diante, tropeçou num tronco e se espatifou na areia. Quando se levantou, ainda atordoado, pecebeu que a noite havia voltado ao normal. As brisa morna soprava de novo, as ondas já quebravam na areia, o som dominante era, mais uma vez, o farfalhar compassado das folhas dos coqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos seguiu cambaleante a até a casa, onde as luzes apagadas e todos dormindo. Aconchegou-se na cama, junto à namorada, e não conseguiu pegar no sono. Passou o resto da noite angustiado, suando frio. De manhã, levantou antes que todo mundo e saiu pela praia. Voltou ao local exato onde ocorrera aquele encontro surreal. Teria sido só uma espécie de pesadelo? Viu um pescador chegava à praia a bordo de uma pequena jangada. Assim que ele pisou na areia, Carlos lhe fez a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, onde eu vi um cara que parecia estar um aperreio sério,sei lá... parece que estava doente ou pasado mal... o senhor sabe quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pescador de pele queimada pelo sol e coroado de respeitáveis cabelos grisálhos respirou fundo antes de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Num é ninguém desse mundo, não, amigo... o que você viu foi um surfista que sumiu nesse mar já faz uns anos. O corpo do camarada num foi achado nunca. Ficou sem enterro, sem missa. Por isso ele anda por aqui, incomodando os vivos. Acho quem nem sabe que morreu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos nem esperou o resto da explicação. Correu para a casa, acordou a nomorada. Sairam de carro sem se despedir dos colegas. Nunca explicou a eles porque foi embora antes do previsto. Guardou segredo sobre o caso durante anos e só recentemente me revelou o ocorrido. Em tempo: Carlos é um nome fictício que esconde a verdadeira identidade do protagonistas desse episódio macabro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5007057763365824560?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5007057763365824560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/angustia-beira-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5007057763365824560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5007057763365824560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/angustia-beira-mar.html' title='Angústia à Beira Mar'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Mkrjg0JUvDU/Tf_RbMGzxcI/AAAAAAAAABg/2O7qKGqlulQ/s72-c/beira_mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-850754192067751357</id><published>2011-06-20T15:59:00.001-07:00</published><updated>2011-06-20T16:00:22.993-07:00</updated><title type='text'>O Velho do Escritório</title><content type='html'>&lt;b&gt;A leitora Marta nos conta sobre acontecimentos estranhos que ela testemunhou no seu ambiente de trabalho....&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar é uma bela casa no bairro do Torreão, no Recife. Já foi uma residência, mas agora é a sede da empresa de assessoria jurídica onde trabalho. Muitas vezes, precisamos ficar neste lugar até tarde da noite para dar conta do serviço. E foi numa&amp;nbsp;dessas vezes que começaram a ocorrer coisas assustadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos eu e uma colega numa das salas casa, preparando relatórios. Era mais ou menos nove horas e permanecíamos em silêncio, concentrada nos nossos computadores. Sem mais nem menos, o ambiente ficou frio, gelado de dar arrepios. Tanto eu como ela sentimos com se alguma coisa esquisita fosse acontecer, mas permanecemos caladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, comecei a achar que estava sendo vigiada, que alguém que eu não podia ver estava me olhando. Parei de digitar e tentei falar com a minha amiga, mas as palavras não saíram. E ela fazia um cara de medo, com os olhos arregalados. Poucos segundos depois, a porta da sala, que estava aberta, se fechou lentamente como se alguém a estivesse empurrando com cuidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apavoradas, paramos o que estávamos fazendo e fomos embora sem concluir os relatórios. Dias depois, eu estava sozinha nesta mesma sala e, em torno das oito da noite, precisei sair para apanhar um documento em outro cômodo. Na volta, senti um vento frio calafrio violento. Mais uma vez, sai de lá correndo, sem concluir meu serviço.&amp;nbsp;Mas o pior ainda estava por vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se mais alguns dias, e de novo precisei esticar o horário, desta vez para organizar alguns processos. Confesso que estava meio assombrada de estar ali àquela hora: aproximadamente dez da noite. Mas não tirava os olhos da papelada para acabar logo e poder voltar para casa. Quando eu menos esperava, levantei a vista por um segundo e enxerguei, na minha frente, a figura de um velho. Era um senhor distinto com a expressão severa, vestindo um paletó preto. Em pé, ele me encarava como se&amp;nbsp;não estivesse satisfeito com a minha presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durou o tempo de um piscar de pestanas e o velho sumiu, como que por encano. Senti falta de ar, taquicardia, tremor nas pernas. Arranquei força não sei de onde para fugir do local. De tão perturbada que estava, deixei, sobre a mesa, a bolsa e o celular. Na rua, peguei um táxi e prometi pagar a corrida no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no expediente do dia seguinte, fui falar com a da minha chefe para dizer que não iria mais trabalhar naquela sala. E disse exatamente a razão, mesmo com o risco de ela me achar uma louca. Ao contrário do que eu esperava, minha chefe entendeu meu pedido. Disse que outras pessoas que estiveram lá contaram histórias parecidas. Explicou ainda o tal velho era o antigo morador da casa transformada em escritório. Um sujeito rico, mas que, por ser avarento, morreu sozinho, sem família ou amigos, naquele &amp;nbsp;mesmo cômodo onde eu trabalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos pedir a um padre que desse uma benção no lugar. Mas, por via das dúvidas, fizemos da sala um almoxarifado, onde ninguém precisa passar muito tempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-850754192067751357?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/850754192067751357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/o-velho-do-escritorio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/850754192067751357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/850754192067751357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/06/o-velho-do-escritorio.html' title='O Velho do Escritório'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-1841760427125639861</id><published>2011-05-25T17:11:00.001-07:00</published><updated>2011-05-25T17:11:50.022-07:00</updated><title type='text'>Fantasmas do Roçado</title><content type='html'>A leitora Maria Aureliana da Silva me mandou outro impressionante testemunho - uma história contada pela mãe dela, Dona Maria Severina da Silva, já falecida. Nos anos 40, Severina estava com 12 anos de idade e pai dela tirava da agricultura o sustendo da família. Moravam no município de Riacho das Almas no Agreste. Nesse tempo, Maria Severina teve uma visão jamais esqueceu. Como era de costume em época de plantação de abacaxi, todos os dias, às onze da manhã, ela levava o almoço do pai no roçado. Certo dia, antes de cruzar uma estrada, avistou a uns cem metros de distância um cortejo fúnebre que se aproximava. Curiosa, a menina parou para olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cortejo vinha descendo uma pequena ladeira e todos falavam muito alto, porém não se entendia o que eles diziam. E, à medida que eles se aproximavam, Maria Severina notou que todos - até mesmo o defunto em sua rede - usavam véus e roupas brancas. Mantinham as cabeças baixas e foram diminuindo o tom de voz de maneira que, ao passarem pela menina, já estavam em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Severina esperou o grupo passar e, quando começou a cruzar a estrada, ainda olhando o cortejo se afastar, viu todos desapareceram de uma só vez. Os cabelos dela se arrepiaram e, muito apavorada, a menina deixou o prato cair e saiu correndo até onde estava o pai. Só voltou com ele no fim da tarde. E daquele dia em diante Maria Severina não levou mais almoço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatos assim nos fazem pensar sobre os mistérios que cercam as áreas rurais e as pequenas cidades do interior de Pernambuco. No silêncio dos espaços abertos - seja no verde dos canaviais e das matas, seja na secura árida da caatinga - ocorrem coisas inexplicáveis, que despertam um respeito quase religioso nos moradores desses lugares. E o que a gente deduz ao ler a história que me foi enviada por Tarcisio Tenório de Brito. Vejam só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, e eu vou contar uma história verídica que aconteceu em 2000. Eu e minha família fomos passar um dia na fazenda do meu avô. E vizinho a ela, havia outra fazenda, só que abandonada. Eu e minha irmã tínhamos muita curiosidade de ir lá, mas meus pais me proibiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eles disseram que iam visitar um amigo longe da fazenda, mas que voltariam cedo. Aproveitando essa oportunidade, eu e minha irmã fomos para a fazenda vizinha. Quando entramos vimos que há muito tempo ninguém pisava lá. Decidimos olhar os cômodos. E cada um foi para um lado. Quando eu entrei em um dos quartos, senti um grande arrepio no pescoço. Isso me deu medo, porém continuei olhando o quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, minha irmã entrou na cozinha, e havia um copo na mesa que se moveu sozinho! Então ela saiu correndo e me chamou para irmos embora. Chegamos bastante assustados à fazenda do meu avô. De repente, o celular tocou e meus pais avisaram que o carro havia quebrado. Eram cinco horas da tarde e já estava escurecendo, quando a minha irmã me chamou para irmos lá novamente. E fomos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo quando chegamos, escutamos um ruído. Achamos que vinha do quarto ao lado da sala. Entramos lá e a cama estava balançando, assim como o restante dos móveis do cômodo. Era ainda mais estranho, porque o resto da casa estava tranquilo. Nós começamos a gritar, mas isso não adiantou muito. Tentamos sair da casa, mas a porta não se abria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a ter visões, sobre sangue, pessoas morrendo - entre elas havia uma criança pedindo ajuda. De repente tudo parou, a porta abriu e saímos de lá assustados e correndo. Nossos pais chegaram com o amigo deles. Decidimos não contar nada sobre o que aconteceu . Mas, à noite, minha irmã teve um sonho no qual uma criança mostrava para ela um pingente em forma de cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós resolvemos contar para nossos pais e o amigo deles, que estava lá, escutou. Ele nos contou toda a história que havia se passado naquela fazenda abandonada. Prefiro nem repetir o que ele disse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos ir embora. Quando estávamos saindo da fazenda de nosso avô, minha irmã e eu vimos uma imagem da tal criança que deixou cair o pingente no sonho. Desse dia até agora nunca mais voltamos lá. E nem pretendemos voltar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-1841760427125639861?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/1841760427125639861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/fantasmas-do-rocado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1841760427125639861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/1841760427125639861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/fantasmas-do-rocado.html' title='Fantasmas do Roçado'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5365336020429960893</id><published>2011-05-25T17:10:00.001-07:00</published><updated>2011-05-25T17:10:19.065-07:00</updated><title type='text'>Angústia à Beira Mar</title><content type='html'>- Que fantasma, o quê?!?! Essa bobagem não existe! Como é vocês perdem tempo como essas histórias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos era um sujeito cético que sempre soltava frases assim quando alguém falava de temas sobrenaturais em sua frente. A reclamação acima, em particular, ele proferiu durante a noite na casa de praia onde passava uma semana de férias na companhia de colegas da faculdade. Acabado o repertório de piadas, a turma resolveu fazer uma rodada de causos de assombração - cada um ia contar a seu, como ficou combinado. Carlos, é claro, ficou de fora da brincadeira. Deixou os amigos, e a namorada, e foi caminhar na praia, sob a luz da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia em questão, aliás, fica no Litoral Sul de Pernambuco e é uma das mais desejadas pelos surfistas. Pricipalmente por causa das ondas enormes que vêm do mar aberto e arrebentam na areia sem encontrar a resistência de arrecifes. E também por ser um paraíso de difícil acesso, o que desecoraja a visita dos chamados "farofeiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nessa praia freqüentada por poucos privilegiados que Carlos fazia seu passeio noturno. Vinha de pés descalços, sentido a areia da úmida. O rosto era tocado por uma brisa morna que soprava do mar e fazia roçar, unas nas outras, as folhas das palmeiras. No céu sem nuvens, a Lua ofuscava com seu brilho branco quase toda a luminosidade das estrelas. Só a estrela Dálva ainda conseguia se impor no firmamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava um pouco da meia-noite e já fazia mas de vinte minutos que Carlos tinha a deixado a casa onde estava hospedado. Por pouco segundos, ele fechou os olhos para deixar que os outros sentidos captassem a tranqülidade daquele instante. Quando tornou a abri-los sentiu um inesperado calafrio percore a sua espinha. De repente, o brisa morna foi substituida por um sopro gelado e sons ao seu redor quase cessaram. Nada gemer das folhas dos coqueiros; nada bater compassado das ondas: o mar naquele instante pareceu mais um plácido lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos retomou a caminhada e notou um vulto se aproximana. Na penumbra, a figura de um homem se distinguia. Era alto e usava camiseta e bernudas escuras. Andava a passos lentos, com se sofresse de uma grande dor. Carlos ficou espantado com aquela situação - o sujeito parecia ter vindo do nada! - e pensou em desviar o caminho. Mas seria uma atitude sem sentido, o cara estava vindo da direção para onde ele precisava seguir para retornar à casa. Portando, prosseguiu com passos firmes para apressar o encontro invenitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem mistériso também apertou a marcha. Parecia também querer chegar mais perto. A menos de um metro, ele fez um movimento brusco: segurou Carlos pelos ombros, o sacudiu com força e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me ajuda, cara! Tô perdido! como é que saio dessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos ficou paralisado de pavor ao ver o rosto do sujeito: amarelado, todo inchado e com olhos esbraquiçados que não tinha íris! O rapaz tentou gritar, mas fatou-lhe a voz. As mãos fria do homem o seguravam com firmeza, mas ele conseguiu se desvencilhar e saiu correndo. Metros a diante, tropeçou no tronco e se espatifou na areia. Quando se levantou, ainda atordoado, pecebeu que a noite havia voltado ao normal. As brisa morna soprava de novo, as ondas já quebravam na areia, o som dominante era, mais uma vez, o farfalhar compassado das folhas dos coqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos seguiu cambaleante a até a casa, onde as luzes apagadas e todos dormindo. Aconchegousse na cama, junto à namorada, e não conseguiu pegar no sono. Passou o resto da noite angustiado, suando frio. De manhã, levantou antes que todo mundo e saiu pela praia. Voltou ao local exato onde ocorrera aquele encontro surreal. Teria sido só uma espécie de pesadelo? Viu um pescador chegava à praia a bordo de uma pequena jangada. Assim que ele pisou na areia, Carlos lhe fez a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, onde eu vi um cara que parecia estar um aperreio sério,sei lá... parece que estava doente ou pasado mal... o senhio sabe quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pescador corado de pele queimada pelo sol e coroado de respeitáveis cabelos grisálhios respirou fundo antes de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Num niguém desse mundo, não, amigo... o que você viu foi um surfista que sumiu nesse mar já faz uns anos. O corpo do camarada num foi achado nunca. Ficou sem enterro, sem missa. Por isso ele anda por aqui, incomodando os vivos. Acho quem nem sabe que morreu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlo nem esperou o resto da explicação. Correu para a casa, acordou a nomorada. Sairam de carro sem se despedir do colega. Nunca explicou a eles porque foi embora antes do previsto. Guardou segredo sobre o caso durante anos e só recentemente me revelou o ocorrido. Em tempo, Carlos é um nome fictício que esconde a verdadeira identidade do protagonistas desse episódio macabro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5365336020429960893?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5365336020429960893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/angustia-beira-mar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5365336020429960893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5365336020429960893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/angustia-beira-mar.html' title='Angústia à Beira Mar'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-127023640888662630</id><published>2011-05-25T17:05:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T17:05:28.314-07:00</updated><title type='text'>Feitiçarias de São João</title><content type='html'>Em todo o Brasil, e principalmente nos estados do Nordeste, na noite da véspera do dia de São João acontece a segunda festa popular mais animada do país, depois do carnaval. Tanto no litoral quanto no interior, os arraiais se enchem de bandeirinhas coloridas, comidas de milho, música brejeira, fogos de artifício....tá bom, perspicaz leitor: concordo com você essa é uma visão meio idealizada do tal "período junino" - quase não se vê hoje em dia os arraiazinhos aconchegantes das comemorações em família das fazendas e engenhos de antigamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso também que poucos sabem que, tradicionalmente, o São João também é considerado uma data mágica, momento propício para a realização de mandingas, encantamento, invocações e feitiçarias. Não falo das adivinhações bobinhas feitas por moçoilas em busca de um bom partido. Referi-me às cerimônias misteriosas comandadas pelo mestre dos cultos afro-brasileiros. Crença e arte que merecem todo o nosso respeito e admiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: é na noite de São João que os iniciados nesses segredos se reúnem para um encontro com o transcendente, o inominável. Um desses rituais foi relatado por Franklin Távora, o escritor que viveu no século XIX e se tornou um dos mais brilhantes cronistas do Recife. A história é a seguinte: à meia-noite os "mandingueiros", como eram chamados de forma preconceituosa na época, uniram-se em torno da Cruz do Patrão, lugar até hoje considerado o mais assombrado da capital pernambucana. Tinham nas mãos cachos de flores de arruda, tidas com ingredientes poderosos para esse tipo de magia. Dançaram e cantaram em volta do monumento até que lhes apareceu ninguém menos que o Exu em pessoa assim descrito por Távora: "Era preto como o carvão. Os olhos acesos despediam chispas azuis. Brasas vivas caiam-lhe da boca encarnada e ameaçadora. Pela garganta se lhe viam as entranhas onde o fogo ardia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade resolveu então perseguir uma das participantes da cerimônia; ao que tudo indica, uma moça premiada pela natureza com ancas avantajadas, pois foi classificada de "tanajura" por Franklin Távora. Segundo ele, ela quis escapar correndo em direção à margem do rio Beberibe. O Exu tentou segui-la, mas teve uma surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enganado pela vista dos mangues, o demônio atirou-se após à fugitiva julgando entrar em uma floresta. Assim porém que o corpo ígneo se pôs em contacto com as águas frias, súbita explosão destruiu o furioso animal.O estampido ribombou como descarga elétrica. Nuvem de fumo espesso, que tresandou a enxofre cobriu a face do Beberibe. No outro dia, na baixa-mar, apareceu no lugar onde a negra tinha afundado, não o seu corpo, mas a coroa preta que indicou ai por diante aos feiticeiros a vingança do espírito das trevas". (Cabe aqui uma atualização: o "Exu" não deve ser comparado a um demônio. Essa é uma ideia incorreta que tem origem no jeito cristão de ver a religião. A entidade seria uma espécie de mensageiro entre os deuses da mitologia africana.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição acima é Gilberto Freyre, que relembrou o caso no livro Assombrações do Recife Velho. Freyre nos conta outra história curiosa ligada à noite de São João. Quando garoto, conheceu um negro velho que, durante a festa, costuma impressionar os convidados caminhando sobre o fogo. As palavras do escritor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chama-se Manuel: Manuel de quê, &amp;nbsp;já não me lembro bem, mas creio que de Sousa. Vi-o eu mesmo, com os olhos assombrados de menino, pisar em brasas da fogueira , ainda vermelhas de vivas. Em tições flamejantes cuja queimadura chegava até nossos rostos de meninos e grandes, todos espantados do heroísmo do negro velho. Ele apenas gritava: ´Viva São João`. E nós dizíamos: ´Viva`. Era o rito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, de agora em diante, mesmo quando você estiver comendo o seu milho assado, soltando traques de massa ou participando de uma quadrilha numa noite de São João, fique bem atento. Algo de inexplicável pode estar acontecendo bem perto da fogueira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-127023640888662630?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/127023640888662630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/feiticarias-de-sao-joao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/127023640888662630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/127023640888662630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/feiticarias-de-sao-joao.html' title='Feitiçarias de São João'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3707380372799921854</id><published>2011-05-25T16:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T16:58:23.130-07:00</updated><title type='text'>Dois Casos de Mulheres Fantasmas</title><content type='html'>&lt;b&gt;As mulheres bonitas e sedutoras muitas vezes deixam os homens perturbados, desorientados, de "cabeça virada" como dizem. Isso desde que o mundo é mundo. E a situação é, digamos, mais complicada quando essas criaturas irresistíveis não são DESTE mundo. No Recife - eita cidade misteriosa! - são muitos os registros de assombrações femininas. Aqui publico dois relatos enviados por leitores do Assomblog. O primeiro é de Maria Aureliana da Silva. Ela reproduz o testemunho que ouviu do pai José Aureliano Neto:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu exercia a função de vigilante numa fundação assistencial que funcionava no prédio de uma antiga fábrica de cerveja. Ficava no bairro de Santo Amaro: Rua do Lima esquina com a Rua da Aurora. Naquela noite, eu me encontrava de plantão. Fiz uma vistoria em tudo: almoxarifado, consultórios médicos e odontológicos, piso superior e inferior, corredores. Meu colega de trabalho se foi. Fechei a porta do corredor de serviço e, já sentado na sala da secretaria, comecei a jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendi o porquê, mas senti uma grande angústia naquele momento. Não havia motivo para isso pois estava feliz: tinha conseguido alugar um cômodo no fundo do quintal de uma residência no bairro da Encruzilhada. Apesar a boa notícia, eu não estava tranquilo. E foi quando estava pensando nessas coisas que, de súbito, a enorme porta principal do prédio se abriu e se fechou com muita violência. Fique impressionado e permaneci imóvel por alguns segundos. &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo e saí novamente para vistoriar todas as salas e pisos. Nada vi e nem ouvi. Dessa vez me sentei na sala de espera, liguei o rádio para ouvir a Voz do Brasil - era por volta das 19h40 - quando ouvi mais um abrir e fechar de porta. Dessa vez foi a do corredor. Decidi naquele momento ficar cruzando todos os corredores e pisos. Fui até a estalagem da fábrica onde, ao longe, avistei alguns operários trabalhando. Por uma fresta da janela observei a Rua da Aurora, que já estava tranquila e deserta. As horas passaram e por volta das 2h30 da madrugada ouvi passos vindos do corredor em direção aos degraus que davam para o andar superior: toc, toc, toc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a arma, coloquei-a em punho e comecei também a subir seguindo as passadas. Naquele instante me senti atraído por uma força misteriosa. Abri a sala do andar superior e vi claramente uma mulher de estatura mediana, cabelos curtos meio ondulados e bem penteados. Tinha a pele clara, usava luvas, vestia um godê duplo muito elegante cor-de-rosa e usava saltos altos. Estava de costas, um pouco inclinada sobre um balcão que havia no ambiente. De repente, ela começou a desaparecer da cabeça aos pés, deixando esfumaçado aquele local. Todo arrepiado, desci correndo e me enrolei numa estopa grossa até o dia amanhecer, quando o meu substituto veio me render. Quem era aquela mulher? Nunca descobri."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Alberto da Silva Júnior também me mandou uma história envolvendo uma garota fantasma com a qual - ele garante! – quase chegou a namorar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estudava no colégio Dom Vital e, na volta para casa, diariamente eu passava pelo Cemitério de Casa Amarela (ali do lado do mercado do bairro). Um dia vi uma menina, loirinha, bonita, de olhos castanhos claros, com cerca de 16 anos e com jeito “sapeca” e risonho. Depois de uns três encontrões ao acaso, fui mais ousado e a convidei para ir ao antigo cinema Albatroz (hoje templo do Edir Macedo). Ela prontamente aceitou o convite. Chamava-se Edna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia marcado, faltei aula para ir com a Edna ao cinema e, a partir deste dia passamos a nos encontrar sempre ao lado do muro do cemitério, onde trocamos carícias juvenis, porém quentes e intensas. Fiquei embevecido pelos encontros com ela e já estava ficando apaixonado, com vontade de avançar no relacionamento, quando, de repente, ela deixou de estar no local onde nos encontrávamos rotineiramente. Desapareceu, sumiu,assim como apareceu, sem deixar qualquer indicação de como encontrá-la. Eu apenas sabia que ela morava na subida para o Alto do Mandu, próximo ao mercadinho Alvorada (que hoje não existe mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois do sumiço da Edna, tratei de esquecer a minha ex-futura-paixão e dar sequência à minha vida. “Fazer a fila andar”, como dizem hoje. Um belo dia, eu e alguns colegas nos dirigíamos à casa de um amigo comum, que se localizava no Alto do Mandu. Durante o trajeto, procurei a tal mercearia, e encontrando-a tratei de buscar a casa que Edna havia descrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi algumas casas parecidas e tomei coragem para procurar pela garota, devidamente escoltado por alguns colegas do colégio. Em uma delas, pude ver uns quadros na parede e distingui um deles que era de uma pessoa muito parecida com a Edna. Tomei mais coragem e chamei por alguém na porta e fui atendido por uma senhora muito simpática que indagou sobre o que desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse, com algum receio, que gostaria de falar com a Edna. A senhora franziu o cenho e reforçou minha pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com a Edna? Você tem certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! É aquela ali da foto! É ela mesmo, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ela sim, moço! &amp;nbsp;Acontece que muitos moços aparecem aqui procurando pela Edna nos últimos três anos. Moços distintos, da &lt;br /&gt;sua idade mais ou menos. Alguns ficam chateados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o meu caso, senhora. Num tô chateado, não, mas ela desapareceu de repente e eu pensei que ela estava doente ou algo assim. Tá tudo bem com ela. Onde ela está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho, esqueça a Edna. Vá atrás de uma outra garota, pois ela não vai poder namorar você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei brabo neste momento. Não sei se pelo tom de voz da mulher ou se pela minha frustração em não ter podido corresponder ao que a Edna queria. E perguntei com ar de autoridade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &amp;nbsp;Porque ela não vai namorar comigo? Eu ainda nem falei namoro pra ela. Por que a senhora diz isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É porque não ela mora mais aqui. A Edna sempre faz isso com os rapazes e sempre aparece um ou outro por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga logo o porquê, ou chame ela para falar comigo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso, meu filho. A Edna morreu há cinco anos. O que aconteceu com você foi um caso de assombração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz! Eu quase caí para trás. Os colegas caíram na gaitada e tiraram o maior sarro comigo. Depois, quando voltamos para o mercado a fim de tomar um suco com pastel, contamos o caso para o dono da barraca e ficamos sabendo que a história já era conhecida pelos barraqueiros e taxistas do mercado. Muitos deles gostariam de ter uma experiência com a Edna e não conseguiam. Eu fiquei sendo uma referência no pedaço, por que a Edna era muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi uma experiência, digamos assim: assustadoramente deliciosa! Desse dia em diante, procuro ser mais cuidadoso com as loiras (e morenas também) que vejo por aí sozinhas. Principalmente se for por perto de um cemitério..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3707380372799921854?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3707380372799921854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/dois-casos-de-mulheres-fantasmas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3707380372799921854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3707380372799921854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/dois-casos-de-mulheres-fantasmas.html' title='Dois Casos de Mulheres Fantasmas'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-5197670993429261030</id><published>2011-05-21T13:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T13:07:10.059-07:00</updated><title type='text'>A colega de trabalho</title><content type='html'>&lt;b&gt;O relato que recebi do leitor Rômulo Eduardo Benevides Oliveira é um indício de que as assombrações não respeitam nem os lugares de trabalho quando querem pregar um susto em suas vítimas desavisadas...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este relato que aqui escrevo aconteceu com um amigo meu, Pedro, há alguns anos. Ele trabalhava num escritório em Garanhuns, Agreste de Pernambuco. Muitos eram os dias em que ele ficava até tarde da noite revisando os papéis da empresa. O escritório era amplo e cheio de corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite de sexta-feira, Pedro estava lá mais uma vez, olhando a papelada, quando chegou um colega de trabalho para lhe avisar sobre alguns documentos que já tinha organizado e despedindo-se. No prédio, ficou apenas meu amigo e o porteiro lá embaixo, no hall de entrada. Minutos depois, Pedro ouviu um barulho no fim do corredor. Ele pessou que fosse o seu colega novamente que tivesse esquecido algo.Pedro colocou a cabeça pra fora da porta, não viu nada e voltou então para seu lugar. Alguns instantes depois o barulho recomeçou. Achando que já estava ficando louco com o trabalho, foi então decididamente ver o que era estava aconecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando na metade do caminho, não precisou dar nem mais um passo para testemunhar uma horrível aparição naquele lugar. No fim do corredor, surgia uma sombra que lembrava um corpo feminino - cabelos bem lisos, um vestido bem velho de cor negra e com rosto deformado. E pior: Pedro percebeu que o vestido da misterisa mulher flutuava quase meio metro do solo, sem pernas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo achou que estava vendo coisas, mas a imagem parecia real. Sem pensar duas vezes, correu para a saída do edifício deixando toda a papelada na mesa de trabalho. Vários colegas e funcionários da empresa diziam que ele estava muito estressado com o trabalho e que nunca viram esse tipo de coisa no lugar. Mesmo assim. depois disso, Pedro adianta todo o serviço durante o dia para não precisar ficar no local à noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-5197670993429261030?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/5197670993429261030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/colega-de-trabalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5197670993429261030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/5197670993429261030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/colega-de-trabalho.html' title='A colega de trabalho'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-3172862217381368493</id><published>2011-05-21T12:52:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T12:52:04.189-07:00</updated><title type='text'>A aposta</title><content type='html'>- Você não tem coragem de entrar naquela casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno ouviu calado a provocação, mas seu rosto ficou vermelho. Não gostava que o chamassem de covarde. E ainda mais na frente de toda a turma. Oito ou dez meninos da vizinhança. Tinha também a Renata, bonitinha que só, que estava lá com duas amigas. E o provocador era um sujeito muito chato, um tal de Neneco, que gostava mesmo de abusar e de se fazer de corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é? Eu vou entrar na casa... tu não vai, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa era a mais maltratada daquela rua no bairro da Tamarineira, no Recife. Estava abandonada há anos. Onde antes era um jardim, crescia o mato. A fachada era apenas desbotada, não dava mais para saber qual tinha sido a cor da tinta que cobria a parede. Do telhado, pendia um lodo verde escuro. Diziam que coisas estranhas ocorriam à noite. Barulhos estrondosos, com se móveis fossem derrubados, sons de pratos sendo quebrados, sombras inexplicáveis vistas através das janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças da rua tinham medo até de passar em frente à casa. Não foram poucos os viram, e principalmente ouviram, os sinais das coisas estranhas que ocorriam lá. Os adultos tentavam negar. Não é nada, não, menino! Casa velha tem muito rato, e rato faz zuada, é assim mesmo. Explicação besta. As crianças fingiam que acreditar, sabiam que era mal-assombrada. E por que? Nada de ruim havia acontecido lá. Nenhuma tragédia ou crime. Também não devia haver botija escondida, pois nunca teve morador rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo contavam os mais velhos, os últimos moradores da casa foram marido e mulher, um casal sem filhos que passou pouco tempo lá. Os dois viviam brigando por causa do ciúme do marido. Ele não admitia que a mulher trabalhasse fora, não queria nem que ela saísse muito à rua, nem que fizesse amizade com as vizinhas. A pobre, conforme diziam, vivia calada entre as quatro paredes, varrendo, lavando roupa ou fazendo comida. Era moça bonita, morena de olhos muito escuros, e talvez por isso o camarada a fazia prisioneira. Ele era militar, do Amazonas, e trouxera a esposa de lá por causa de uma transferência de quartel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal viveu às turras até a cheia do Rio Capibaribe que devastou o Recife em 1975. O bairro da Tamarineira foi um dos mais inundados. Avisados do perigo pela Defesa Civil, os moradores da rua saíram de suas casas antes que chegasse a água. O militar e sua mulher estavam ocupados demais brigando para dar ouvidos ao alerta. Imaginou-se que só deviam ter deixado a casa quando a rua já estava alagada. Imaginou-se porque ninguém viu eles saírem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se dias até que a água baixasse. Os vizinhos voltaram para suas moradias e encontraram a casa dos vizinhos briguentos fechada. Os móveis destruídos permaneciam dentro dos cômodos cheios da lama fedorenta deixada pela inundação. Assim ficariam por décadas. O casal nunca. mais voltou à casa. Poucas semanas depois da enchente a esposa oprimida mandou um cartão-postal para as vizinhas. Escreveu uma mensagem lacônica e otimista: "Agora estou bem. Voltei para Manaus. Abraços a todos. Abraços, Ivonete". Por que ela e marido militar teriam voltado tão rápido à terra natal? Por que nunca vieram pegar o que sobrou dos móveis na casa? Questão que continuaria sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se os dias, os meses e os anos - e casa lá, se transformando lentamente em ruínas. Soube-se depois que o imóvel pertencia "no papel" ao casal de amazonenses. Eles não demonstravam nenhum interesse em vendê-lo ou alugá-lo. Ficaria da mesma forma, esquecido, até que a prefeitura tomasse posse do terreno por falta de pagamento dos impostos. E nesse processo de decadência gradual, parecia que os fantasmas se apossaram da casa e dela fizeram morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, naquela noite, a casa seria invadida por Bruno e Neneco. Uma aposta de coragem. Não só pular o muro. Era preciso entrar mesmo na casa e trazer de lá alguma coisa para provar .E o combinado era não levar lanternas ou velas, apenas enfrentar a escuridão. Neneco foi primeiro: escalou rápido pelas grades do portão e caiu em pé no meio matagal do antigo jardim. Com um sorriso no rosto, foi até a porta principal que se abriu ao primeiro toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é? Vão vem, cabra frouxo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno pulou o portão quase tropeçando e caiu de joelho do lado de dentro. Levantou-se rápido, correu até porta e deu um encontrão em Neneco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sai da frente, Babaca! Eu entro primeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno seguiu pela sala escura e fedorenta. O cheiro forte de mofo entrou no seu nariz. Seus olhos tentavam se acostumar a quase total falta de luz, mas era difícil. Ele só ouvia a respiração meio ofegante de Neneco, que vinha logo atrás. Decidiu tatear para encontrar um quarto onde pusesse a mão em algum objeto para servir de prova da façanha. Ficaria em silêncio para Neneco não segui-lo. Tocou as paredes úmidas até achar um portal. Era um outro cômodo onde parecia haver vários móveis. Um deles era uma mesa de cabeceira. Bruno apalpou a madeira podre e percebeu uma gaveta. O menino remexeu na gaveta e sentiu o que parecia ser um relógio. Era aquele o seu troféu. Poderia sair logo daquele lugar sinistro. Quando apertou o relógio de metal em sua mão, sentiu um arrepio. O ar do quarto escuro ficou gelado de repente. Bruno sentiu que havia mais alguém no ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neneco, filho da...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou a frase no meio quando se virou e percebeu que estava sozinho no quarto. Mas os calafrios continuavam. Tentou sair de mansinho e, ao dar o primeiro passo, ouviu um estrondo, como se alguma coisa muito pesada caísse no chão bem atrás dele. Bruno correu na escuridão sem saber para onde ir. Onde estava a porta da sala? A casa virou um imenso corredor de breu. Atarantado, começou a chorar quando ouviu um grito desesperado. Era Neneco!Bruno correu em direção ao grito e meteu a cabeça numa escada, dessas que se usa para trocar lâmpada. O berreiro vinha de cima, do forro do que deveria ser a cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me tira daqui, tô preso!!!! Me tira daqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno subiu a escada e achou Neneco entalado numa portinha que havia no forro de madeira. Ele estava tentando ficar entre o forro e o telhado da casa para fazer barulho e apavorar o rival. Acabou preso. Por um segundo, Bruno até achou graça na situação. Mas logo foi tomado pelos arrepios e entendeu que precisava fazer alguma coisa para tirar aquele burro da dalí. Já no alto da escada, agarrou as pernas de Neneco que se debatia em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fica quieto senão não te ajudo, abestalhado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neneco só chorava e balançava as pernas. Quando Bruno tentou agarrá-las para puxar, a escada caiu. Bruno ficou pendurado, se segurando em Neneco, e o forro velho não aguentou. Os dois foram para o assoalho e, por cima deles, veio a madeira carcomida. Bruno ficou tonto por um instante depois da queda, mas viu logo que não tinha se machucado. Ao seu lado Neneco chorava feito um bebê pois tinha um corte enorme no braço esquerdo. Bruno viu bem o sangue escorrer porque, com o buraco no forro, a luz do poste da rua rasgou a escuro da casa. Bruno viu mais uma coisa no chão. Um crânio humano entre ele e Neneco. Ficou ainda mais horrizado quando percebeu outros ossos humanos espalhados no chão. Bruno pegou Neneco pela mão e os dois saíram correndo e berrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tumulto foi grande na rua, naquela noite. As crianças chamaram os adultos e os adultos chamaram a polícia, por causa do esqueleto encontrado pelos meninos. Os policiais, por sua vez, chamaram os peritos criminais para recolher e examinar os ossos. Os técnicos descobriram uma farda do Exército junto à ossada. O sujeito provavelmente teria morrido no forro há muito anos. Seria o marido ciumento de Ivonete? Provavelmente. E a mulher seria tão fria assim a ponto de deixar o marido sozinho para enfrentar a enchente do Rio Capibaribe? Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, naquela noite, Bruno recebeu muitos olhares de Renata - bonitinha que só. Bruno virou herói por salvar Neneco, que foi levado para hospital e precisou levar alguns pontos. Bruno ainda guarda o relógio que achou na gaveta da casa com um troféu daquele momento medonho do qual ele conseguiu escapar. É um relógio masculino, de ouro, onde está gravado "Da sua esposa Ivonete".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a casa? Permanece abandonada, em ruínas. E assombrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-3172862217381368493?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/3172862217381368493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/aposta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3172862217381368493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/3172862217381368493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/aposta.html' title='A aposta'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-215663146014224020</id><published>2011-05-20T09:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T09:22:16.057-07:00</updated><title type='text'>A causa do acidente</title><content type='html'>Quase não deu para ver. Fazendo uma curva brusca, o carro foi se aproximando do poste e houve a batida. Um estrondo, e o que sobrou depois foi uma lataria muito amassada. Apesar de ser tarde da noite, alguém passava na hora e usou o celular para pedir ajuda. Logo chegou o Samu e os socorristas conseguiam tirar Alex&amp;nbsp; de dentro do carro. Estava machucado - uma perna e algumas costelas quebradas, rosto ferido - mas iria se recuperar. Talvez não se recuperasse do que viu poucos segundos antes do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos voltar no tempo. Às dez da noite daquele quinze de março, Alex saiu de casa para tirar da cabeça memórias que o torturavam. Lembrava do sorriso de Júlia. Dentes brancos, boca de lábios fininhos. Também recordava bem dos olhos dela, verdes e expressivos. Ainda podia sentir o perfume que namorada sempre usava - um pouco doce demais. Se esticasse a mão, Alex tinha certeza que iria tocar os cabelos de Júlia; escuros, compridos e lisinhos. Era tanta saudade! Por que ele não poderia mais vê-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram a namorar um ano antes, justamente num quinze de março. Alex não era romântico, mas como foi bom aquele beijo! Dai em diante, quase não se desgrudavam. Saiam sempre. Cinema, sorvete, festa, barzinho, show, carnaval; quando dava, ficavam os dois, sozinhos, num lugarzinho discreto. Alex era calado e gostava de ouvir Júlia falar. Ela falava do futuro. Estava terminando a faculdade e já trabalhava. Sonhava comprar um carro - "para não depender de você para ir a todos os cantos", dizia. Também falava em noivado, em trocar alianças. E Alex sempre calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi dito e feito: antes de noivar, Júlia comprou um carro. Um Fusca ano 80, tá certo. Mas era um "automóvel", de acordo com o documento do Detran. Serviria para ir, à noite, para a faculdade que ficava em Olinda. Ela morava no Recife. Quando entrou com o carrinho pela primeira vez na Avenida Agamenon Magalhães - a principal via entre as duas cidades -&amp;nbsp; Júlia se sentia poderosa. Nada mais de espera nas paradas. E ônibus lotado, nem pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ida até a faculdade foi ótima, apesar da chateação para estacionar. A volta foi bem mais tarde, por causa da apresentação de um trabalho na última aula. Saiu às onze horas. Pouco minutos depois, já estava na Agamenon Magalhães. Viu um sinal ficando amarelo, mas decidiu não parar. Uma mocinha de carro, parada num cruzamento deserto: é tudo o que querem os assaltantes. Por isso, passou o sinal vermelho. Não deve ter nem sentido quando a carreta que vinha do outro lado bateu no Fusca. Júlia morreu na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex ficou ao lado do corpo durante todo o velório. Na hora do enterro, não chorou. Permaneceu quase em silêncio nos três meses seguintes. Por que não poderia mais ver o sorriso de Júlia? Era constante um nó no peito. Naquele quinze de março, quase sucumbiu à dor. À noite, foi de carro para Olinda, onde iria encontrar uns amigos. O papo até que estava legal; Alex, não. Saiu do barzinho quando a farra começava a esquentar, às onze horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Agamenon Magalhães, chorou pela primeira vez depois da morte de Júlia. Por que não podia mais sentir o perfume dela? Chorava e dirigia. E quanto mais lágrimas caíam, mais o pé ficava pesado no acelerador. Viu um sinal vermelho, mas nem pensou que deveria parar. Foi quando os faróis do carro iluminaram uma moça em pé no meio da pista, bem no seu caminho. Cabelos escuros, longos e lisos. Sorriso de lábios finos e dentes alvos. Grandes olhos verdes. Era Júlia! Mas como? Alex puxou o carro para o lado e freou. Foi direto para o poste. Antes de desmaiar, ele ainda viu Júlia acenando, do meio da avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex acordou no carro Samu. Tentou se levantar e foi contido pelo socorrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Júlia.. cadê Júlia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tinha ninguém no carro com você, não, rapaz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela tava na pista, quase bati nela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi por isso que jogou carro no poste, né? Essa pessoa a gente não viu, amigo. Mas te digo uma coisa: você estragou o carro, mas ainda teve muita sorte. O vigia de um posto de gasolina, aqui da avenida, viu tudo. Ele disse que se você não tivesse batido no poste ia se acabar na trombada com a&amp;nbsp; carreta que vinha atravessando o cruzamento na maior velocidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex deitou-se novamente na maca. Sentia no ar o perfume um pouco doce demais que Júlia sempre usava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-215663146014224020?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/215663146014224020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/causa-do-acidente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/215663146014224020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/215663146014224020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/causa-do-acidente.html' title='A causa do acidente'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-428084413725553205</id><published>2011-05-20T09:15:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T09:15:39.349-07:00</updated><title type='text'>O Holandês</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O leitor Carlos Alberto me mandou este caso, que envolve a aparição de um fantasma,uma botija e um sujeito muito cabeça-dura conhecido como Biu Préa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Muita gente não acredita nesta história que eu vou contar. Mas eu garanto que é bem verdadeiro o fato fantástico do qual fui testemunha no ano de 1979. Eu tinha dez anos e recebi o convite de um colega de classe para passar uma semana no engenho do avô dele durante as férias de julho. Não fazia idéia do ia acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engenho de cana-de-açucar, típico da Zona da Mata de Pernambuco, era uma ótima propriedade. E tinha tudo que um garoto pode querer: espaço para correr, cavalos para passear, frutas colhidas nas árvores e até uma bica de água corrente para tomar banho. A coisa ia bem, até que, na quinta noite em que estávamos lá, um trabalhador do engenho interrompeu o nosso jantar aos berros. Ele se chamava Biu Preá e estava apavorado. A cozinheira deu ao coitado um copo com garapa e, quando ele se acalmou, contou o que tinha ocorrido ao avô do meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biu Preá disse que estava sentado na escada que dava acesso ao terraço da casa grande do engenho, "picando fumo para fazer um cigarrinho", quando olhou para baixo e viu os pés de um sujeito muito estranho. Calçava sapatos pretos com fivelas. Ele foi "subindo a vista" para ver quem era aquele: tinha "uma roupa do tempo antigo, com uma gola cheia de renda". No rosto ostentava uma "barbicha". Surpreso, Biu Preá tentou encarar aquela figura esquisita, mas o homem simplesmente desapareceu no ar. Era um fantasma, "um malassombro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor do engenho deu uma risada e disse que Biu tinha visto um fidalgo Holandês do século XVII. Naquela época, os flamengos dominavam Pernambuco e muitos possuíam terras naquela região. O agricultor coçou a cabeça, sem entender muito bem a explicação do patrão. Mas não se furtou de tirar sua própria conclusão sobre o caso: "essa alma deve estar penando por causa de uma botija. Vai ver ele quer me mostrar onde estão os cobres". E pediu ao dono a permissão para procurar o tesouro na área do engenho, no que foi prontamente atendido.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalhador parecia mais um tatu fazendo dezenas de buracos por toda a propriedade. Mas sua precária arqueologia em nada resultou a princípio. O resultado mais interessante da sua pesquisa foi a descoberta do esqueleto de uma vaca, que não era tesouro muito menos do período holandês. Biu Preá ficou desanimado e até quis desistir da busca. Mas um sonho revelador deu uma nova esperança ao camarada. Durante o sono, o fidalgo voltou a entrar em contato com ele. O misterioso europeu apareceu no meio do terreno; falava uma língua estranha e, com a mão, apontava para uma pedra grande que existia na propriedade.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biu começou a escavar em torno da tal pedra naquela madrugada, antes mesmo do sol nascer. Encontrou coisas valiosas, em nada perecidas com a botija que sonhava: pedaços de louças e cachimbos feitos de barro que realmente eram do tempo dos holandeses. O sitiante ficou decepcionado, mas pelo menos ganhou uma boa recompensa em dinheiro, dada pelo patrão por causa da descoberta. O detalhe mais curioso: o fantasma do fidalgo holandês passou a ser visto com freqüência por várias pessoas que moravam no engenho. Será que ainda existe um tesouro de verdade escondido no lugar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-428084413725553205?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/428084413725553205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/o-holandes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/428084413725553205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/428084413725553205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/o-holandes.html' title='O Holandês'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-8964759427049621812</id><published>2011-05-20T09:13:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T09:13:07.617-07:00</updated><title type='text'>A mulher vestida de preto (em Olinda)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A&amp;nbsp;leitora Luciana Xavier Viana nos conta que viveu uma experiência sobrenatural justamente na cidade alta da chamada Marim dos Caetés...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz parte de um coral de 1995 até 2003. Pois bem, em 1996 entrou para o coral uma moça chamada Lília. Ela tinha uma casa maravilhosa na rua 27 de janeiro, próximo à da Pitombeiras, em Olinda. Ela ofereceu a casa para fazermos a nossa confraternização de fim de ano. Como ela tinha entrado recentemente no coral, não estava familiarizada com todos ainda e a família dela fez questão de deixá-la a sós com a gente para que ficassemos mais a vontade na casa. Naquela noite, só a Lília tinha a chave da casa e por, conta disso, só entrava e saía quem pedisse a permissão dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já tinha chegado a maioria do pessoal, soou a cigarra e ela foi atender. Era uma mulher vestida de preto que chegou perguntado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- O pessoal está aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respondeu que sim e deixou a mulher entrar. Eu percebi aquela mulher olhando para as pessoas, animada, encostada na porta da cozinha que dava para um terraço que ficava no quintal da casa, onde estávamos todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi maravilhosa, adoramos a festa, pois cantamos e foi muito divertido. Todos fcaram admirados com a casa que era muito bem decorada que, com seu estilo colonial, era bastante acolhedora. Ao final da reunião, aos poucos os convidados foram indo embora e como não tinha carona para voltar resolvi ficar por lá até amanhecer o dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos apenas eu, Lília (a dona da casa), mais duas amigas. Foi quando Lília perguntou quem trouxe a mulher de preto. Eu disse que tinha visto ela, porém não sabia quem era a figura. As meninas disseram que ninguem tinha visto essa mulher. Lília lembrou que a chave estava com ela e, por isso, todos tinha que pedir para ela abrir a porta... e a mulher de preto foi a única que não pediu para sair. Procuramos por toda a casa e nada da mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, ligamos para todo mundo e ninguém tinha visto a tal mulher. E o mistério continua até hoje. A casa já não pertence mais a Lília, que agora mora no Recife. Segundo ela, a casa de Olinda foi vendida com a mulher de preto dentro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-8964759427049621812?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/8964759427049621812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/mulher-vestida-de-preto-em-olinda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8964759427049621812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/8964759427049621812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/mulher-vestida-de-preto-em-olinda.html' title='A mulher vestida de preto (em Olinda)'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-9010273353050488214</id><published>2011-05-20T09:10:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T09:10:37.125-07:00</updated><title type='text'>A Volta do Falecido</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma assombração bem família está no relato enviado por Clébio Belarmino. Ele só não revela em qual cidade do interior de Pernambuco se passa o episódio...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou contar para vocês uma história verídica que aconteceu em minha família - um caso tão assustador, que tivesse acontecido com pessoa tão próxima a mim, eu não acreditaria. Ocorreu no começo dos anos 80. Tenho uma tia que mora no interior de Pernambuco, para meu pai levava eu e minha mãe onde todo fim de ano. Iamos para lá dar adeus ao ano velho e comemorar o ano novo. Sempre a chegada de meu pai representava muita alegria, com a família toda reunida novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado as emoções do reencontro, começavam as conversas que se prolongavam durante a noite. Eu ainda era muito novo, mas lembro muito bem quando minha tia falava do seu falecido marido à minha mãe. Dizia que ele não a deixava em paz. Recordo-me bem que titi dizia receber visitas do finado esposo e isso me deixava com bastante medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha tia falou que, certa noite, ouviu alguém abrir a porta da casa onde morava. Ela chamou o nome do filho, mas o silencio era enorme e não teve resposta. Titia começou então a ouvir então arrastar de um chinelo dentro de casa. Logo em seguida, escutou o barulho da água da jarra matinha sempre na cozinha sendo colocada numa caneca, embora não houvesse ninguém no recinto. Situações se repetiram várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram ruídos idênticos que seu marido costumava fazer quando era vivo. Até ai, minha ia pensava ser tudo produto de sua imaginação. Afinal, sentia a falta dele e poderia estar fantasiando essas coisas estranhas. Mas seria mesmo isso? Ela preferia acreditar que sim, até que uma ocorreu um momento ainda mais perturbador.&lt;br /&gt;Numa das visitas, o tal fantasma do meu tio resolveu deitar-se ao lado de sua filha. A menina - que ainda era um bêbê quando ele morreu e já estava crescidinha -despertou do sono quando sentiu uma carícia nos cabelos. Ela falou para minha tia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, mãe! Tira esse homem daqui, mãe! Ele esta alisando meu cabelo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha tia correu até o quarto e não viu ninguém. Passou a ter certeza de que o falecito estava de volta. Não sei por quantos anos ele continuou a visitar a família...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-9010273353050488214?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/9010273353050488214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/volta-do-falecido.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/9010273353050488214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/9010273353050488214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/volta-do-falecido.html' title='A Volta do Falecido'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-9187932526901440316</id><published>2011-05-20T09:04:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T09:05:22.359-07:00</updated><title type='text'>Zé do Caixão e a Perna Cabeluda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/YWBbTa7oJVY/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YWBbTa7oJVY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/YWBbTa7oJVY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Zé do Caixão, eterno personagem do cineasta José Mojica Marins, lança uma praga sobre aquele que não acreditam nas assombrações do Recife. O vídeo foi gravado em abril de 2009, quando o mestre brasileiro do horror participou do Festival de Cinema o Recife.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-9187932526901440316?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/9187932526901440316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/ze-do-caixao-e-perna-cabeluda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/9187932526901440316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/9187932526901440316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/ze-do-caixao-e-perna-cabeluda.html' title='Zé do Caixão e a Perna Cabeluda'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4411340344035248806.post-6417690154922548833</id><published>2011-05-20T08:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T08:34:47.902-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Recife'/><title type='text'>Primeiros passos no caminho sombrio</title><content type='html'>Olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui você&amp;nbsp; vai encontrar as histórias de fantasmas, almas-penadas, botijas, visagens e toda sorte de monstros que atormentam os viventes, principalmente os moradores do Recife, a assombrada capital pernambucana.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito este primeiro post para me apresentar melhor e fazer uma revelação. Sou jornalista e trabalho com notícias deste o começo da década de 90. Apesar desse contato diário e objetivo com a tal "realidade", sempre tive uma fascinação pelo que se costuma chamar de "inexplicável". Acho que isso começou quando eu era menino. Ouvia com atenção todas as histórias de assombração que me eram contadas. Fui criança na década de 70, quando o Recife foi tomado pelo boato sobre a famigerada Perna Cabeluda. E esse é apenas um dos muitos "malassombros" que habitam a capital pernambucana - sem sombra de dúvida, a cidade mais assombrada dessa imensa nação brasileira. Só aqui mesmo se pode ouvir falar, por exemplo, do maléfico Papa-figo, ou visitar um teatro cheio de fantasmagorias - o Santa Isabel -, ou morar numa localidade chamada "Encanta-moça"... não dá para citar todos os casos nesse parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando menino, também passei bons momentos no interior: meus avós maternos moravam no arruado próximo a uma das tantas usinas de cana-de-açúcar que existem na Zona da Mata do estado. Lá fiquei sabendo quem era a Cumadre Fulozinha e o quanto era perigoso atravessar o caminho de um lobisomem. Memórias da infância que ficaram impregnadas na mente do adulto. Por isso, acabei pesquisando o assunto a fundo. Li muitos livros sobre o tema, visitei lugares considerados assombrados e principalmente conversei com pessoas que conheciam as lendas ou que passaram por experiências sobrenaturais - na maioria, testemunhas seguras do que viram e ouviram, pessoas com verdade nos olhos de quem não há como duvidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você, caro leitor, já deve estar pensando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O "conversê" tá bom, mas cadê a revelação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, lá vai: apesar de todas essas pesquisas, eu mesmo só passei por uma situação assim, medonha e sem explicação, uma vez na vida. E foi totalmente involuntário. Há alguns anos, trabalhava numa emissora de televisão de Caruaru, no Agreste. Divida o aluguel de uma casa com um colega. A residência ficava próxima ao antigo cemitério da cidade e, coincidência ou não, viemos a descobrir que ela era assombrada! Numa noite, quando víamos TV, começamos a ouvir batidas secas na porta do único cômodo que existia na parte superior da casa: um quarto onde ninguém dormia e que permanecia sempre fechado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos até lá, mas nada encontramos. Estava tudo calmo e nada justificava a insistência daquele ruído perturbador. Voltamos ao andar térreo e, logo em seguida, as batidas continuaram. Compassadas, constantes, com se transmitissem um código secreto. Já arrepiados, voltamos ao tal quarto. E, mais uma vez, nada achamos! As batidas prosseguiram por toda a madrugada e desistimos de investigar "in loco" - nos resignamos a tentar dominar o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, conversei com os vizinhos em busca de uma resposta. Disseram-me que a casa era assombrada, sim, e pelo fantasma de um menino que havia morrido entre aquelas paredes. Alguns moradores anteriores tinham, inclusive, visto o garoto fazendo estripulia no lugar. No mesmo dia, eu e meu colega tratamos de conseguir outro canto para morar. Cruz credo! Até porque, aluguel de casa assombrada deveria ser bem mais barato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Beltrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4411340344035248806-6417690154922548833?l=historiasmedonhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/feeds/6417690154922548833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/primeiros-passos-no-caminho-sombrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6417690154922548833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4411340344035248806/posts/default/6417690154922548833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasmedonhas.blogspot.com/2011/05/primeiros-passos-no-caminho-sombrio.html' title='Primeiros passos no caminho sombrio'/><author><name>Histórias Medonhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04172274395774896104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-DQiM-PU-iuM/TdgA5btWdbI/AAAAAAAAABA/12x_EK7n-GA/s220/dois_assombracao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
